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segunda-feira, 28 de abril de 2014

CRISTO É A PORTA PARA A IGREJA

“Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:6-10).
CRISTO É O MAIS GENTIL DE TODOS os mestres. Ele estava falando a uma multidão de judeus ignorantes e preconceituosos, e ainda quão gentilmente ele lida com eles. Ele disse-lhes uma parábola, mas eles não compreenderam. “Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que lhes dizia. Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes”. E ainda, nos é contado que Cristo disse-lhes novamente. Ele lhes deu uma descrição de um verdadeiro e de um falso pastor, e da porta para o aprisco das ovelhas; mas eles pareciam estar perdidos para compreender o que significava a porta, portanto, ele diz: “Em verdade, em verdade eu vos digo: eu sou a porta das ovelhas”. Vejam vocês quão gentilmente Ele tenta os instruir. Meus irmãos, Cristo é o mesmo tipo de mestre ainda. Não há muitas pessoas estúpidas, e preconceituosas aqui? E ainda Ele não lhes deu “mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali” (Isaías 28:10). Ele tem partido o pão por você.
Examinemos agora esta parábola explicativa: (1) Cristo é a porta para a Igreja. (2) O convite aqui é feito para entrar. (3) A promessa para aqueles que entram.
Cristo é a porta para a Igreja.
I. “Eu sou a porta”. O único caminho para a Igreja de Deus, seja para ministros ou membros é por Cristo e pela fé nEle. Muitos entram pelo aprendizado; o conhecimento não deve ser desprezado. Mas ainda assim não é a porta. Há muitos que entram no ministério, por terem dons eminentes, mas estes não são a porta. E aqueles que entram de tal forma são ladrões e salteadores, pois não entram pela porta. Mais uma vez, muitos entram pela porta do favor mundano, alguns pelo favor dos ricos, alguns pela vida das pessoas comuns, alguns pelo favor do patrono; mas ainda assim eles continuam sendo ladrões e salteadores, pois não entram pela porta. Lembrem-se, então, e nunca esqueçam, que o caminho certo para o ministério é através de Jesus Cristo. Ninguém pode falar do pecado, senão aqueles que sentiram o seu fardo. Ninguém pode falar de perdão, senão aqueles que provaram disso. Ninguém pode falar do poder de Cristo para santificar, a não ser aqueles que têm a santidade em seus corações. Irmãos, se apeguem a isso em reverência, fujam de todos os outros, eles podem ter o conhecimento, eles podem ter dons, eles podem ter os elogios das pessoas comuns, mas eles são ladrões e salteadores.
Mas, além disso, há muitos membros que entram no rebanho de outra forma; eles também são ladrões e salteadores. Há muitos que entram pela porta do conhecimento – eles foram familiarizados com conhecimento da Bíblia, eles podem falar de uma forma de aceitação do pecador com Deus; mas se você não entrou no rebanho por ser lavado no sangue de Cristo, você é um ladrão e salteador.
Alguns entram no rebanho por uma boa vida. No tocante à lei, eles são como Paulo, irrepreensíveis. Você não é um ladrão, você não é um blasfemador, você não é um bêbado, você acha que tem o direito de entrar – o direito de sentar-se à mesa do Senhor; mas Cristo diz que uma e outra vez, você é um ladrão e salteador. Ah, irmãos, lembrem-se de que se vocês são admitidos no rebanho por causa de vossa moralidade, vossa decência exterior, vossa boa vida, vocês são ladrões e salteadores. Irmãos, há um dia vindouro, quando aqueles que entraram no aprisco das ovelhas, não pela porta, mas de alguma outra forma, olharão para trás e verão sua culpa quando eles entrarem em uma eternidade arruinada.
Observem, porém, irmãos, antes de eu deixar esta parte do assunto, que Cristo é uma entrada presente. Irmãos, há um tempo na sua história em que a porta do aprisco está aberta para você. “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á”, mas o tempo passará. É apenas um momento em comparação com a eternidade. Esta é uma verdade solene. Irmãos, se eu pudesse prometer-lhes que a porta ficará aberta por cem anos, mas ainda seria sábio para vocês entrarem agora; mas eu não posso responder por um ano, eu não posso responder por um mês, eu não posso responder por um dia, eu não posso responder por uma hora; tudo o que eu posso responder é, ela está aberta agora – amanhã pode estar fechada para sempre.
II. Venho agora à segunda coisa proposta, e que é: mostrar-lhes o convite de Cristo. 
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á”. Há muitos convites doces para os pecadores na Bíblia; Frequentemente tenho sentido serem estas palavras as mais doces. Há convites amorosos endereçados para aqueles que têm sede. Diz-se em Isaías: “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas” (Isaías 55:1a). Cristo disse, no último dia, aquele grande dia da festa: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7:37). E Ele diz que, próximo ao final do livro do Apocalipse: “A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida” (21:6). Novamente, há alguns convites que são endereçadas para aqueles que têm um fardo: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11: 28). Mais uma vez, há alguns que são dirigidos para aqueles que estão presos: “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança” (Zacarias 9:12).
Mas este me parece o mais doce de todos, pois é dito: “Se alguém”. Não é dito, se algum homem sedento, se algum homem cansado, se alguém com um fardo, mas é: se alguém entrar, ele será salvo. Eu tenho visto as portas de certo homem rico, onde ninguém podia entrar, senão o rico; e onde o mendigo deveria permanecer no portão. Mas a porta de Cristo está aberta a qualquer pessoa, qualquer que seja a sua vida, qualquer que seja o seu caráter. Cristo não é como a porta de algumas igrejas, onde ninguém pode entrar, exceto os ricos; a porta de Cristo está aberta aos pobres, “Aos pobres é anunciado o Evangelho” (Mateus 11:5). Alguns, talvez, podem dizer: “Eu sou o mais vil nesta congregação”, mas Cristo diz: “Entre”. Alguns, talvez, podem dizer: ‘Pequei mais do que todos; pequei contra o pai, pequei contra uma mãe, pequei contra as misericórdias e contra os julgamentos, contra os convites do Evangelho, e contra a luz”, ainda assim, Cristo diz: “Entre”.
Observem ainda mais longe que o convite não é para olhar para a porta, mas para entrar. Há muitos que ouvem sobre a porta, mas isso não é suficiente; deve-se entrar nela. E há muitos que gostam de ouvir sobre a porta, mas ainda assim eles não entram. Ah, meus irmãos, isto é uma grande fraude do Diabo. Estou convencido de que muitos de vocês vão embora hoje mui satisfeitos porque ouviram falar sobre a porta, mas vocês não entram. Há muitos que vão um passo mais longe: eles olham para a porta, mas ainda assim eles não entram. Eu acredito que muitos de vocês são muitas vezes trazidos para lá; mas quando chegam ao ponto, que vocês devem deixar os seus ídolos, que devem deixar seus pecados, vocês não entram. “Se alguém entrar por mim, salvar-se-á”.
Mais uma vez, há alguns que veem as outras pessoas entrarem, mas eles mesmos não entram. Você, talvez, em visto um pai, ou mãe, ou um vizinho entrar; você já viu uma transformação vinda sobre eles, e uma paz apodera-se de suas mentes, e você diz: “Eu gostaria de ser eles”; mas você não entra. Ah! se você deseja ser salvo, você deve entrar pela porta; convicções não o farão, as lágrimas não o farão, etc. E esta é a razão pela qual muitos de vocês não são felizes: vocês não entram.
III. Agora, eu venho ao terceiro e último ponto, e é este: a promessa.
“Se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens [...] eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.”
A primeira parte da promessa é: “Eles serão salvos”. Cristo empenha a Sua Palavra nisso: aqueles que entram serão salvos. Aqueles que não entram serão condenados. Se você não é de Cristo, você está fora, e “ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22:15). Mas aqueles que entram serão salvos.
Isto é perdão imediato. Não haverá, mesmo agora, nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. Ó meus irmãos, é perdão imediato que lhe oferecemos da parte do Pai: “Se alguém entrar, salvar-se-á”. E, em seguida: “entrará, e sairá, e achará pastagens”. Ou seja, vocês terão todos os privilégios de uma ovelha; ela sai para o poço; ela sai para o pasto. Então, se vocês são dEle, vocês podem entrar e sair para encontrar pastagens. Meus queridos irmãos, pode chegar um tempo na Escócia, quando há pouco pasto, quando não haverá subpastor, quando as testemunhas serão assassinadas. Contudo, o Senhor será o vosso Pastor, ele vos alimentará. Vocês “sairão e entrarão, e acharão pastagens”. Amém.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O SENHOR RESSUSCITOU VERDADEIRAMENTE - CHARLES H. SPURGEON

O livro O Senhor ressuscitou verdadeiramente (Charles H. Spurgeon) do Projeto Spurgeon trata sobre o sepultamento e a ressuscitação de Cristo.

SINOPSE DO LIVRO O SENHOR RESSUSCITOU VERDADEIRAMENTE

“E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia.” 
Lucas 24:5-6

“O primeiro dia da semana comemora a ressurreição de Cristo, e, seguindo o exemplo apostólico, temos constituído o primeiro dia da semana como nosso dia de repouso. Isso não nos sugere que o repouso de nossas almas deve ser achado na ressurreição de nosso Salvador? Não é certo que uma clara compreensão da ressurreição de nosso Senhor é, através do Espírito Santo, o meio mais seguro de trazer paz as nossas mentes? Ser participante da ressurreição de Cristo é desfrutar desse dia de repouso que resta para o povo de Deus. Nós que temos crido no Senhor ressuscitado entramos no repouso, assim como Ele mesmo repousa a destra de Deus. Nele descansamos porque Sua obra foi consumada e Sua ressurreição é a garantia de que aperfeiçoou todo o necessário para a salvação de Seu povo, e nós estamos completos Nele. Eu confio que, pelo poder do Espírito Santo, sejam semeados nas mentes dos crentes alguns pensamentos condutores ao repouso, enquanto realizamos uma peregrinação ao sepulcro novo de José de Arimateia e vemos o lugar onde o Senhor esteve sepultado.”

segunda-feira, 14 de abril de 2014

FATOS SOBRE O PECADO - WILLIAM MACDONALD

Fatos Sobre o Pecado

Ao procurar a libertação do poder do pecado que habita em nós, há algumas verdades que podem ser especialmente úteis. Vamos considerá-las.

As duas naturezas

Devemos lembrar que existem duas naturezas em cada cristão (Rm 7.14-25). Uma é a velha natureza maligna e corrupta que nasce com ele. A outra é a nova natureza pura e santa que ele recebe na sua conversão. Podemos chamá-las a natureza de Adão e a natureza de Cristo. Um cristão explicou isso da seguinte forma: “O pecado foi retirado do meu coração, mas ainda imito o meu bisavô” (isto é: a velha natureza).
A velha natureza é completamente má. A experiência de Paulo também é a nossa. Ele disse:“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18a). Portanto, nunca devemos procurar uma tendência boa na nossa velha natureza, e nunca devemos ficar desapontados ou surpreendidos quando não encontramos essa tendência boa. Ela não só é completamente má, é incuravelmente má! Depois de uma vida inteira tentando ser correta, ela não ficará melhor do que era quando essa vida começou. De fato Deus não tem interesse em melhorar a velha natureza. Ele condenou-a na cruz do Calvário, e quer que nos mantenhamos alheios a todas as tentativas que ela faz para controlar as nossas vidas.
Paulo igualou a velha natureza a um cadáver amarrado às suas costas. (É claro que o corpo estava se decompondo e cheirava mal.) Tinha que transportá-lo onde quer que fosse, o que o fazia gritar de angústia: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)
A nova natureza é a vida de Cristo e por isso mesmo é totalmente boa, tendo capacidade para fazer somente o bem. É pura, nobre, justa, cheia de amor e verdadeira. Todos os seus pensamentos, desejos, motivos e ações são semelhantes a Cristo.
Não é de se admirar que duas naturezas tão opostas estejam sempre em constante conflito. (Seria quase impossível coexistirem pacificamente, não é?) Esse conflito tem início na conversão, quando o novo crente experimenta uma tensão interior que nunca experimentara antes. A velha natureza procura abatê-lo, mantê-lo em baixo, tal como a lei da gravidade, mas a nova natureza quer elevá-lo às maiores alturas da santidade.
A guerra é tão intensa que ele é por vezes levado a duvidar da sua salvação. Mas não deve duvidar. O próprio fato de experimentar este conflito, mostra que é possuidor da salvação. Se não tivesse duas naturezas nunca o experimentaria.
Este conflito tem sido comparado à experiência de Rebeca quando sentiu os gêmeos a lutarem dentro do seu ventre e gritou: “Por que sou eu assim?” O que aconteceu a Rebeca acontece nos corações de todos os verdadeiros Filhos de Deus, que procuram viver com Ele.
Quando ficamos conscientes da presença do Espírito, o traidor que habita em nós também se manifesta. O cristão novo tem vontade de gritar: “Porque eu sou assim?”
Quando ficamos conscientes da presença do Espírito, o traidor que habita em nós também se manifesta. O cristão novo tem vontade de gritar: “Porque eu sou assim?” O irmão mais velho, a carne, quer fazer tudo a seu modo. O irmão mais novo, o Espírito, é calmo e sossegado, parecendo incapaz de vencer. Mas para nós, tal como com os filhos de Rebeca, o mais velho servirá o mais novo. Porque Deus prometeu abençoar tudo o que vem do Espírito e não o que vem da carne. (Barnhouse).
A batalha que começou com a conversão continuará durante toda a vida. Nunca se está de licença nesta guerra, só a morte ou o Arrebatamento nos darão a liberdade, mas seremos libertados da nossa velha natureza no momento em que virmos o Salvador, pois ao vê-lO seremos feitos semelhantes a Ele.
É importante que nos apercebamos que todos os filhos de Deus vivem este conflito. Paulo recorda-nos que não sobrevirá nenhuma tentação que não seja “humana” (1 Co 10.13). Os jovens, lutando com problemas juvenis, estão inclinados a pensar que os mais velhos, ou os pregadores, os pastores ou os missionários estão isentos das paixões sombrias e das ardentes tentações. É um perfeito disparate! Tal como Rebeca teve dois bebês que lutaram no seu ventre (Gn 25.22-23), também cada crente tem duas naturezas que lutam no seu interior.
A velha natureza alimenta-se de tudo o que é impuro, enquanto que a natureza nova anseia pelo que é puro e santo. São como o corvo e a pomba que Noé deixou sair da arca. O corvo imundo alimentava-se de todo o lixo e podridão que flutuavam nas águas, mas a pomba regressava sempre à arca até ao dia em que pôde encontrar um lugar limpo para pousar e alimentar-se (Gn 8.6-12). Assim, a velha natureza deleita-se com a lascívia de Hollywood e a imundície da TV. Mas a nova natureza anseia pelo leite sincero da palavra de Deus. É importante saber que a natureza que nutrimos é aquela que irá vencer. Um homem queixava-se que os seus dois cães brigavam constantemente. Um amigo indagou: “Qual deles vence?”, ao que ele respondeu: “Aquele que eu incentivo”. É assim com as duas naturezas, aquela que incentivarmos irá vencer. O caso do cuco também ilustra este fato. O cuco põe um ovo no ninho de outro pássaro, depois deixa que a outra ave o choque juntamente com os seus ovos. Quando a mãe de outra espécie traz comida para o ninho, encontra apenas bicos abertos para a receber. Então, tudo depende do bico que ela vai alimentar. Se o jovem cuco for alimentado, irá expulsar os outros passarinhos do ninho empurrando-os para o chão. Assim acontece no ninho da nossa vida


quinta-feira, 10 de abril de 2014

NOÉ - OITO SOBREVIVERAM!

Noé - Oito Sobreviveram!

A despeito da ausência de aparelhagens meteorológicas sofisticadas, o Dilúvio dos tempos de Noé não veio sem aviso. Deus revelou Seu plano de um juízo global catastrófico aproximadamente um milênio antes a Enoque, que deu a seu filho o nome de Metusalém para celebrar a memorável revelação. O nome Metusalém transmite um mau presságio e significa literalmente, “Quando ele morrer, isso será enviado”.[1] Não é por coincidência que Metusalém morreu apenas alguns meses antes do grande Dilúvio e que sua vida seja a mais longa registrada em toda a história.

Desde o tempo da expulsão de Adão e Eva do jardim do Éden até o Dilúvio, houve uma determinação cada vez maior por parte da humanidade em desafiar os preceitos de Deus:
A maldade do homem se havia multiplicado na terra e [...] era continuamente mau todo desígnio do seu coração. [...] Todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra” (Gn 6.5,12).

A humanidade não estava apenas corrompida, mas era cheia de violência; o mundo estava pronto para o juízo (v.11). E, embora Deus tenha suspendido a execução da raça humana por muitos anos, Ele finalmente cumpriu o que havia prometido.

Além da rebelião humana coletiva contra Deus, muitos estudiosos da Bíblia crêem que também houve rebelião dos anjos. Embora haja outras interpretações para Gênesis 6.4, uma visão bastante respeitada é que alguns anjos caídos deixaram sua habitação normal, escolheram viver no âmbito físico e coabitaram com mulheres terrenas [veja também Jd 6-7]. Essas uniões produziram “valentes, varões de renome”, ou descendentes super-humanos que podem ter sido a origem de mitologias e lendas antigas.

Como apenas seres humanos podem ser redimidos, o objetivo provável desses anjos caídos era saturar toda a raça humana com uma linhagem demoníaca, tornando impossível a salvação da humanidade.[2] O plano redentor para a humanidade precisava eliminar um mundo corrompido pelo cruzamento com demônios, pela maldade e violência desenfreadas.

 Por isso, Deus anunciou: “Resolvi dar cabo de toda carne [...] eis que os farei perecer juntamente com a terra” (Gn 6.13).

Em preparação para o Dilúvio, Deus ordenou que ele construísse uma arca de refúgio (v.14). Assim que foi terminada, a arca era um sinal de juízo iminente, uma vez que Noé continuava pregando para um mundo que não se arrependia.
Deus preveniu a humanidade por meio de uma família de profetas começando com Enoque; depois, o filho de Enoque, Metusalém; o neto, Lameque; e finalmente, o bisneto, Noé. Noé pregou sobre a vinda do julgamento global a uma geração cada vez mais perversa. Em preparação para o Dilúvio, Deus ordenou que ele construísse uma arca de refúgio (v.14).

Assim que foi terminada, a arca era um sinal de juízo iminente, uma vez que Noé continuava pregando para um mundo que não se arrependia.

Então, “aos dezessete dias do segundo mês [no ano em que Metusalém morreu],[3]nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram” (Gn 7.11).


segunda-feira, 7 de abril de 2014

A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM SÓLIDO FUNDAMENTO

A importância de se ter um sólido fundamento

Convido o prezado leitor a meditar comigo em uma passagem do Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículos 24 a 27. No referido texto, vemos o Senhor Jesus mencionar duas construções: uma edificada sobre areia e a outra, sobre a rocha. Sobre ambas veio a tempestade, sopraram os ventos, correram os rios e foi grande a queda da casa edificada sobre a areia. O mesmo veio sobre a casa edificada sobre a rocha, que, devido ao seu sólido fundamento, permaneceu de pé.

Observei essa narrativa e pensei nas tempestades de nossa vida. Quantas vezes o Senhor permite que o vento forte venha de fora para dentro. Pode ser um ataque à igreja ou ao ministério pastoral, e o líder precavido busca impedir que ele produza algum efeito negativo na igreja do Senhor. Outro fenômeno é o correr dos rios: eles não correm por cima, mas por baixo dos nossos pés, e essas tempestades são mais fortes.

Louvo a Deus porque a nossa casa não foi edificada sobre a areia!

Lembro-me de que certo filósofo já falecido teceu, certa vez, um infeliz comentário sobre a impossibilidade de um grupo social se manter em evidência por mais de 50 anos. Se ele estivesse vivo, eu o desafiaria com o caso da Assembleia de Deus. A nossa denominação não é apenas um grupo social ou uma igreja, mas um movimento do Espírito Santo. Enquanto tivermos como lema em nossas vidas sermos servos de Deus e nunca orgulhosos, enquanto continuarmos servos, o Senhor vai continuar a nos orientar e vamos produzir para a glória do Altíssimo. As tempestades até aconteceram ao longo dos 100 anos da Assembleia de Deus no Brasil, e possivelmente outras irão acontecer, mas estamos firmados em Cristo. Rendo graças a Deus porque sirvo a Jesus durante algumas décadas.

Eu recebi o Senhor como Salvador em 1942 e já vi muitas tempestades, já vi rios correrem por baixo dos pés de muita gente boa e vi muitos naufragarem, mas eu louvo o Senhor porque a Igreja continua firme como uma árvore plantada junto aos ribeiros e as raízes em contato com a água.

Talvez o prezado leitor esteja atravessando alguma tempestade e o coração esteja sangrando, ou talvez seja algum obreiro em dificuldades. Não se esqueça que os olhos do Senhor estão voltados para a sua vida, e você não está sozinho nesta peleja!


domingo, 6 de abril de 2014

O QUE NOSSO DEUS SALVADOR FEZ

Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus
(1 Pedro 3:18).

O QUE NOSSO DEUS SALVADOR FEZ

O Senhor Jesus Cristo, tendo se tornado Homem, rendeu Sua vontade por completo e só fez o que agradava ao Pai. Da manjedoura à cruz, Ele foi impelido pela vontade e glória de Deus. o Senhor Jesus foi o único homem perfeito e imaculado que pisou neste mundo contaminado pelo pecado. Era o Justo que morreu por nós, injustos, para nos levar a Deus.

Por nossa causa Cristo deixou o glorioso céu para vir a este mundo escuro e corrompido. Ele penetrou nas apavorantes profundezas da morte e da sepultura. Mergulhou em águas profundas, entrou no "lago horrível" e no "charco de lodo" (Salmo 40:2). E envolto por tais coisas, teve que experimentar o desamparo de Deus, o que era pior que tudo o que os homens, os demônios e o inferno pudessem fazer.

Tudo isso Cristo fez pelos pecadores, mas como pensamos tão pouco nisso! Somos assustadoramente insensíveis e indiferentes! Estamos contentes com a salvação que resultou de Sua cruz, agonia e dor, e sofrimentos além da compreensão. Ao mesmo tempo, permanecemos frios e endurecidos para Ele. A dureza de nosso coração diante do insondável mistério da cruz de Cristo é a mais clara prova de nossa depravação que os nossos próprios pecados!



Lembrar do que o Deus Salvador fez por nós tem de nos conduzir a nos humilharmos no pó perante Ele. Medite, medite em Seu amor, graça e misericórdia. Medite nisso até que sua alma seja tomada por essas verdades!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

A PALAVRA QUE DETERMINA O FUTURO - NORBERT LIETH

A Palavra que Determina o Futuro

Veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tenho grandes zelos de Sião e com grande indignação tenho zelos dela. Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém chamar-se-á a cidade fiel, e o monte do Senhor dos Exércitos, monte santo. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo, por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? – diz o Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo, tirando-o da terra do Oriente e da terra do Ocidente; eu os trarei, e habitarão em Jerusalém; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, em verdade e em justiça. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Sejam fortes as mãos de todos vós que nestes dias ouvis estas palavras da boca dos profetas, a saber, nos dias em que foram postos os fundamentos da Casa do Senhor dos Exércitos, para que o templo fosse edificado. Porque, antes daqueles dias, não havia salário para homens, nem os animais lhes davam ganho, não havia paz para o que entrava, nem para o que saía, por causa do inimigo, porque eu incitei todos os homens, cada um contra o seu próximo. Mas, agora, não serei para com o restante deste povo como nos primeiros dias, diz o Senhor dos Exércitos. Porque haverá sementeira de paz; a vide dará o seu fruto, a terra, a sua novidade, e os céus, o seu orvalho; e farei que o resto deste povo herde tudo isto. E há de acontecer, ó casa de Judá, ó casa de Israel, que, assim como fostes maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis bênção; não temais, e sejam fortes as vossas mãos. Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Como pensei fazer-vos mal, quando vossos pais me provocaram à ira, diz o Senhor dos Exércitos, e não me arrependi, assim pensei de novo em fazer bem a Jerusalém e à casa de Judá nestes dias; não temais. Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas eu aborreço, diz o Senhor. A palavra do Senhor dos Exércitos veio a mim, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: O jejum do quarto mês, e o do quinto, e o do sétimo, e o do décimo serão para a casa de Judá regozijo, alegria e festividades solenes; amai, pois, a verdade e a paz. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão povos e habitantes de muitas cidades; e os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor e buscar ao Senhor dos Exércitos; eu também irei. Virão muitos povos e poderosas nações buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos e suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zacarias 8)