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segunda-feira, 2 de março de 2015

Evangelização a camelo


Chade é um país localizado no centro-norte do continente africano, sem acesso ao mar. O famoso deserto do Saara passa pela sua região central, trazendo altas temperaturas para o lugar. Apesar de ser um país que tem se desenvolvido nos últimos anos, ainda sofre com uma política violenta e frequentes golpes de estado, o que traz grande instabilidade e insegurança. A maioria da população vive abaixo da linha da pobreza, sem acesso às necessidades mais básicas, como água e eletricidade.
Em meio a esse cenário de pobreza e necessidade, desconhecido por grande parte do mundo, foi que a Universal fez questão de levar a Palavra de Deus a esse povo que precisa de ajuda.
Não é novidade que a motivação do trabalho da Universal é o prazer de ganhar almas para o Reino de Deus. Pastores, obreiros, evangelistas, com grande amor, entregam suas vidas sem medir esforços para cumprir essa preciosa missão. Mas, num país quente e sem infraestrutura, para falar de Deus precisa de um algo a mais.
“Os lugares são muito distantes e, para chegarmos aonde as pessoas estão, precisamos enfrentar o deserto. Se formos apenas caminhando, devido ao calor intenso, podemos queimar os pés com a areia extremamente quente. Então, usamos camelos como transporte. Aqui a evangelização é feita com camelos,” explica o pastor Robson de Oliveira, que mora em Chade há dois anos e é responsável pelo trabalho da Universal no país.
Quando os voluntários da evangelização se aproximam de um determinado lugar, as pessoas acreditam que é apenas mais um grupo de viajantes passando, como de costume. Porém, não imaginam que a oportunidade da Salvação de suas almas vem a camelo, por intermédio do grupo da Universal.
“Para ganhar almas fazemos de tudo”
O pastor, que abdicou de sua vida juntamente com sua esposa, Marcia, para servir a Deus, 19 anos atrás, não encarou o desafio dessa evangelização como “diferente” por usar camelos. Ele afirma que já passou por momentos bem mais críticos quando evangelizava na Costa do Marfim, um país africano que estava em constante guerra civil. Lá, eles ficaram dias sem poder sequer sair de suas casas, por causa dos tiros que estavam por todos os lugares e atravessavam até as paredes do prédio da igreja onde ele realizava as reuniões com o povo.
Em Chade, mais de 70% da população é muçulmana, tornando o trabalho evangelístico muito difícil, pois a maioria não aceita nem ouvir falar do nome de Jesus.
“Temos dificuldades sim, mas a alegria é grande quando uma pessoa aceita o Senhor Jesus e a vida dela se transforma. Quando isso acontece, todo sacrifício vale a pena, e isso é o que temos visto. Por isso, para ganhar almas fazemos de tudo, usamos camelos, damos um jeito. Nem o deserto para a gente”, destaca o pastor Robson.
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