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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Quem são os espíritos? - M. Martins

Quem São os Espíritos?

M. Martins
Allan Kardec, o codificador do espiritismo moderno, viu-se obrigado a reconhecer um grande problema para sua doutrina: "A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático, sendo muitas vezes impossível verificá-la, sobretudo quando se trata de Espíritos superiores antigos em relação à nossa época" ("O que É o Espiritismo", 36ª edição, FEB, p. 183); "A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimo" ("O Livro dos Médiuns", 2ª edição, OPUS Editora Ltda, p. 461). Outra dificuldade encontrada pelo Kardecismo está na possibilidade de embuste dos espíritos que se manifestam através dos médiuns. Ele disse: "Os médiuns de mais mérito não estão ao abrigo das mistificações dos Espíritos embusteiros; primeiro, porque não há ainda, entre nós, pessoa assaz perfeita, para não ter algum lado fraco, pelo qual dê acesso aos maus espíritos..." ("O que É o Espiritismo", p. 183). Afinal de contas, quem são os espíritos que se manifestam nas sessões mediúnicas? Podemos confiar neles? Serão eles espíritos de pessoas mortas?
Os Mortos não Podem se Comunicar com os Vivos: Segundo a Bíblia, os mortos não mais possuem conhecimento das coisas desta vida e, portanto, não se manifestam aos vivos, aguardando a hora da ressurreição para o juízo: "Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir" (Jó 7.9); "Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios" (Salmo 146.3-4); "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. (...) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" (Eclesiastes 9.5 e 10); "A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço..." (Isaías 38.18-19) (veja também Salmo 115.17; Salmo 88.10-13; etc).
Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus Cristo demonstra essa verdade ao narrar a resposta do patriarca Abraão ao rico que, morto, do Hades, pediu que enviasse Lázaro aos seus irmãos para lhes informar sobre a realidade vindoura aos que recusam a salvação bíblica:"Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos". A expressão "Moisés e os Profetas" representa a Bíblia, a única revelação dada por Deus aos homens; e é ela que nos mostra que Ele proíbe a necromancia ou mediunidade: "Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo" (Levítico 20.6); "O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos..." (Levítico 20.27). "Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus" (Levítico 19.31); "Não se achará entre ti quem ...consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor... porém a ti o Senhor, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10-14). "Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante" (1 Crônicas 10.13).
Então, quem são os espíritos que se manifestam através dos médiuns? A Bíblia nos ensina que todos eles são espíritos enganadores, enviados por Satanás para enganar aos que não desejam receber o Evangelho da salvação: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" (1 Pedro 5.8). Segundo as Escrituras, Satanás, no seu afã de enganar, se apresenta sempre como um espírito bom: "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2 Coríntios 11.14). Jesus disse dele: "Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44). O apóstolo Paulo, que recebeu o Evangelho não de homens (vivos ou mortos), mas diretamente por revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1.11-12), faz a seguinte advertência: "Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais" (2 Coríntios 11.3-4); "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Timóteo 4.1-2).
O que você deve fazer? Meu amigo, tudo o que se disse aqui é sério, verdadeiro e deve ser levado em conta, para que você também não seja enganado pela serpente, que é Satanás (Apocalipse 12.9). Há somente uma vida e uma única oportunidade para escolher. Fica aqui o convite de Deus para você: "Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Isaías 55.6).Entregue hoje mesmo sua vida a Cristo, pois somente Ele pode dar a vida eterna. Lembre-se: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte" (Provérbios 14.12). Só Jesus é o caminho, só nEle podemos confiar plenamente. (M. Martins

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

As Bodas do Cordeiro

O que são as Bodas do Cordeiro?


Logo após o Rapto da Igreja — um evento secreto, exclusivo para os salvos em Cristo, imperceptível para o mundo sem Deus (Jo 14.1-3; Hb 9.28; cf. At 1.11), como já vimos em artigos anteriores, neste blog —, “estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). E, enquanto o mundo sofre os horrores da Grande Tribulação, ocorrerá, concomitantemente, outro evento exclusivo para os salvos arrebatados: o casamento entre Cristo e a Igreja, também conhecido como as Bodas do Cordeiro. Neste artigo discorrerei sobre algumas características desse glorioso evento reveladas nas Escrituras.

1. A Palavra de Deus não dá muitos detalhes sobre as Bodas do Cordeiro. Elas serão um grande banquete como nunca houve, no qual se cumprirão tipos, parábolas e profecias relacionadas com Cristo e sua Igreja. O melhor dessa festa só será conhecido após o Arrebatamento da Igreja (cf. Rm 8.18; 1 Pe 5.1). O que precisamos saber está escrito de modo direto em Apocalipse 19.7-9: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.

2. As Bodas do Cordeiro são o casamento entre Cristo e a Igreja. A Palavra de Deus afirma que o Senhor Jesus é o Noivo ou Esposo celeste (Ef 5.25-27,32; Mt 9.15; 25.1-10 etc.). E, por isso, o apóstolo Paulo dirigiu-se aos crentes de Corinto com as seguintes palavras: “estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2). Quanto à Noiva do Cordeiro, a Igreja, estará vestida de linho fino, puro e resplandecente, que representam as justiças dos santos (Ap 3.4,5; cf. 4.4).

3. A Igreja estará preparada para as Bodas do Cordeiro. O texto de Mateus 25.1-13 tem sido aplicado erroneamente a Israel. O conectivo “então” (v. 1) revela que o Senhor Jesus continua falando a respeito do futuro glorioso da Igreja, e não de Israel. Nos versículos anteriores à parábola das virgens vemos que o Mestre começara a falar especificamente sobre a sua iminente Vinda e a importância de estarmos prontos para ela (Mt 24.36-51). Como a Bíblia é análoga, nota-se, à luz de Mateus 25.10 e Apocalipse 19.7, que a Noiva — a Igreja do Senhor arrebatada — já estará pronta, preparada, para as Bodas do Cordeiro. A Noiva, a Igreja, já chegará ao local do banquete ataviada, devidamente trajada com as suas vestes nupciais. E o Noivo, o Senhor Jesus, com grande alegria, a apresentará diante de seu Pai (Mt 10.32; Ap 3.5) e dos seus anjos (Lc 12.8). Participaremos da Ceia prometida pelo próprio Noivo: “E eu vos destino o Reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lc 22.29,30).

4. As Bodas do Cordeiro são mais uma prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Em Apocalipse 19, mencionam-se os exércitos do Céu — claramente, uma alusão à Noiva do Cordeiro — que, triunfantemente, seguem Jesus montados em cavalos brancos, “vestidos de linho fino, branco e puro” (v. 14). Fica claro que a Noiva, na Manifestação do Senhor em poder e grande glória, já terá participado das Bodas do Cordeiro (vv. 6-9), visto que estará vestida plenamente com “os atos de justiça dos santos” (v. 8, NASB). Não há dúvida de que, nesse momento — como o número desses atos já terão sido completados —, o Arrebatamento e o Tribunal de Cristo já terão ocorrido. Como os eventos em Apocalipse 19 a 22 estão em ordem cronológica, fica claro também que as Bodas ocorrerão no Céu antes que Cristo se manifeste em poder e grande glória para derrotar o Anticristo e seu exército (Ap 19.11-21).

5. A Igreja entrará nas Bodas do Cordeiro já galardoada. Quando ela entrar na sala do banquete, estará coroada, galardoada, e será honrada pelo Noivo. Isso foi o que João viu quando contemplou 24 anciãos no Céu — antes de Deus lhe ter revelado o início da Grande Tribulação (cf. Ap 4-6) —, os quais simbolizam a totalidade da Igreja. O número 24, à luz de Apocalipse 21, alude claramente às doze tribos de Israel, representando os salvos dos tempos do Antigo Testamento, e os doze apóstolos do Cordeiro, representantes da Igreja estabelecida pelo Senhor nos tempos neotestamentários (Mt 16.18). Deus mostrou a João como serão a adoração e o louvor a Deus no Céu, logo após o Arrebatamento da Igreja. Observe que os mencionados 24 anciãos (gr. presbuteros) — que não são anjos, pois em nenhum lugar da Bíblia anjos são chamados de “presbíteros” — estão assentados em tronos e têm vestes brancas e coroas na cabeça (Ap 4.4). E note também que o Senhor Jesus mostrou tudo isso a João logo após ter prometido às igrejas da província da Ásia — igrejas reais, mas que também representam a totalidade da Igreja (cf. Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22) — que os fiéis e vencedores receberiam coroas e vestes brancas, e se assentariam em tronos (Ap 2.10; 3.4,5,21).

6. Até o fim das Bodas do Cordeiro os mártires da Grande Tribulação se unirão à Igreja. A Noiva do Cordeiro é formada por todos os remidos, de todas as épocas. Todas as pessoas salvas, inclusive as dos tempos do Antigo Testamento, foram salvas por meio do sangue do Cordeiro (cf. Hb 11; Ap 13.8). Como as Bodas ocorrerão no Céu, e a Grande Tribulação, simultaneamente, na Terra, até o fim desse período os salvos em Cristo que forem mortos pelo Anticristo por não adorá-lo, os mártires, integrarão os mencionados exércitos, que seguirão aquEle que se chama “Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça”, cujos olhos são “como chama de fogo; [...] vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 19.11-13).

7. Como parte das Bodas haverá uma grande e gloriosa Ceia. É um tanto difícil para muitos entenderem o porquê dessa “alimentação” no Céu. Uma vez que estaremos em outra dimensão e já teremos, então, corpos glorificados — não mais sujeitos às leis da natureza (Fp 3.20,21) —, que necessidade haverá de comida e bebida, e como isso se dará? Não me arrisco a especular sobre a gloriosa Ceia das Bodas do Cordeiro. Mas faço minhas as palavras de Paulo: “para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18, ARA).

Maranata!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Bíblia, tesouro mundial

Cópia mais antiga da Bíblia hebraica é reconhecida como tesouro mundial pela UNESCO
A UNESCO acrescentou o livro sagrado no Registo da Memória do Mundo, que homenageia algumas das mais importantes descobertas relacionadas à história da humanidade

Fonte: Guia-me


A cópia mais antiga da Bíblia hebraica, apelidada como “Codex de Alepo”, foi reconhecida pela UNESCO no início desta semana como um tesouro mundial.

A Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura acrescentou o livro sagrado no Registo da Memória do Mundo, que homenageia algumas das mais importantes descobertas relacionadas à história da humanidade.

Acredita-se que o Codex foi escrito por volta do ano 930 d.C. na cidade de Tiberíades, às margens do Mar da Galiléia. Depois disso, a Bíblia foi sendo transportada em várias cidades diferentes, resultando na perda de 190 páginas da cópia sobrevivente.

O livro sagrado foi levado para a Síria e mais tarde, foi contrabandeado. O Codex chegou a Israel em 1958, e foi transferido para o Museu de Israel, em meados dos anos 1980.

Ainda não é claro quem, de fato, eram os donos do Codex. No entanto, o cineasta Avi Dabach, que está planejando fazer um documentário sobre o manuscrito antigo, acredita que ele tenha pertencido à comunidade judaica que fugiu da Síria.

Embora o Codex de Alepo seja considerado a mais antiga cópia do Antigo Testamento hebraico, há fragmentos muito mais velhos de manuscritos bíblicos existentes, como os pergaminhos do Mar Morto, escritos há 2000 anos.

Segredos do Mar Morto

Conhecidos como "Manuscritos do Mar Morto", a coleção de centenas de textos foi encontrada nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, no fim da década de 1940. A autoria dos pergaminhos é atribuída aos Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente o ano 70 d.C.

De acordo com o portal de notícias Guiame em Israel, Marcos Corrêa, o grupo dos Essênios era formado por homens que viviam voluntariamente no deserto. "Eles formavam um grupo de pessoas que se separou para poder se purificar. Conta a história que João Batista veio a pertencer a esse povo", aponta ele.

Um indício disso é que os Essênios se encaravam como cumpridores de Isaías 40:3, que fala a respeito de uma voz que clama no deserto para tornar reta as veredas de YHWH. Diversos fragmentos de rolos mencionam o Messias, cuja vinda era encarada como iminente pelo grupo.

Outro indício diz que era costume que os nomes de seus membros tivessem o nome de Deus, como exemplo Obadias (ObadiYah), Jeremias (YarmiYah) e João (YahUkhanaan).

Aqueles que entravam no grupo precisavam realizar o ritual do Batismo nas águas e passar por três anos de probatório. "João Batista ficou por dois anos e se retirou. Essa história não é comprovada, mas isso é o que relata os escritos dos Essênios. Eles escreviam absolutamente tudo o que eles faziam, e iam guardando. Até hoje foram descobertos cerca de 15 mil escritos dos Essênios", conta Marcos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O pecado foi resolvido na cruz?

A Expiação de Cristo, por A. W. Pink­

A Questão do Pecado Foi Finalmente Resol­vida na Cruz?

É indescritivelmente triste que a morte ­expiatória do Senhor Jesus Cristo — o ev­ento mais maravilhoso que já aconteceu o­u ocorrerá — tenha sido feito ocasião de­ disputa e controvérsia. Que isso tem si­do assim, oferece um exemplo terrível da­ depravação humana. Tanto mais, que ao l­ongo dos séculos desta era Cristã, algum­as das batalhas teológicas mais calorosa­s têm sido travadas sobre a verdade vita­l da expiação.

Falando em termos gerais, apenas dois p­ontos de vista ou interpretações sobre a­ cruz têm recebido muito apoio entre o p­rofesso povo de Deus: um que afirmou que­ a expiação foi realizada para tornar se­gura a salvação de todo aquele que crê; ­o outro que pressupunha que a expiação f­oi feita a fim de tornar possível a salv­ação de todos os homens. A primeira é a ­visão estritamente Calvinista; a última,­ a Arminiana. Mesmo aqui, a diferença nã­o era apenas de um dos termos, mas da ve­rdade contra o erro. A primeira é defini­da e explícita; a outra, indefinida e in­tangível. Uma afirma uma expiação que na­ verdade expia (ou seja, Deus totalmente­ satisfeito em relação àqueles em cujo n­ome ela foi feita); a outra caracteriza ­uma expiação que consistiu em uma triste­ falha, na medida em que a maioria da s­ pessoas em cujo nome deveria ser oferec­ida, não obstante, perecem. O corolário ­lógico e inevitável de uma é uma satisfa­ção, por causa do triunfante Salvador; a­ outra (se fosse verdadeira) conduziria,­ inevitavelmente, a um desapontamento, p­or causa do derrotado Salvador. A primei­ra interpretação foi ensinada por homens­ como Wickcliff, Calvino, Latimer, Tynda­le, Bunyan, Owen, Dodderidge, Jonathan E­dwards, Toplady, Whitefield, Spurgeon, e­tc. Esta última por homens que, como teó­logos, não eram dignos de desatar os seu­s sapatos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Deus tudo vê

Provérbios 15:11­





O além e o abismo estão descobertos pera­nte o Senhor; quanto mais o coração dos ­filhos dos homens!




Se você pensa que desejos e fantasias do­ seu coração são seus, você está terrive­lmente equivocado. Seus pensamentos secr­etos são totalmente conhecidos do santo ­Deus celestial em cada aspecto e detalhe­ (Sl 44:21). Seu coração e mente são um ­livro aberto para Ele. Nenhum montante d­e engano ou hipocrisia pode disfarçá-lo.­ Como Salomão escreveu anteriormente, os­ olhos do Senhor vêm todas as coisas em ­todos os lugares (Pv 15:3). E Ele trará ­à luz cada uma delas a juízo num dia que­ não está longe (Ec 12:14; Rm 2:16; ICo ­4:5; Ap 2:23).


O grande e terrível Deus celestial tem v­isto cada pensamento do seu coração. Por­que você deveria temer os homens, que nã­o podem fazer nada contra você, mas não ­temer a Deus que pode lançar o seu corpo­ e a sua alma no inferno (Lc 12:4-5)? De­ que forma os simples pensamentos dos ou­tros altera a sua conduta, mas a temível­ implicação de que Deus conhece cada des­ejo do seu coração não altera em nada a ­sua conduta? Um olhar de ira do rosto De­le excederá infinitamente mais qualquer ­olhar de raiva dos homens (Ap 20:11).


O onisciente Deus conhece os pequenos de­talhes do inferno e da destruição (Jó 26­:6), mas Ele conhece, mais ainda, as int­enções do seu coração. Não há nenhum asp­ecto de destruição na terra, deterioraçã­o dos mortos nas sepulturas, ou tormento­ de uma alma no inferno que o Senhor da ­criação não saiba ou compreende totalmen­te. Ele lhe conhece perfeitamente! Não e­ngane a si mesmo pensando que Deus não o­uve nem vê (Sl 97:7-9). Ele lhe vê nú e ­desnudado!


Quão vasta é a região dos mortos? Quanto­s bilhões são atormentados ali? Quantos ­corpos estão corrompendo a terra, mas De­us não perdeu uma única célula de todos ­eles, pois Ele os ressuscitará para se a­presentarem diante Dele (Jo 5:28-29; At ­24:15). Você está impressionado com o in­finito conhecimento Dele? Ele conhece o ­seu coração ainda mais do que isto! Você­ responderá por cada pensamento ao Senho­r Jesus Cristo, Quem tem as chaves do in­ferno e da morte (Ap 1:17,18).


Davi certa vez falou a respeito de se es­conder no céu ou no inferno, mas ele sab­ia que Deus estaria nos dois lugares, co­nhecendo cada pensamento do seu coração,­ cada palavra da sua língua e cada movim­ento do seu corpo (Sl 139:1-13). Todas a­s coisas, cada pensamento e intenção do ­seu coração, são desnudados e revelados ­aos olhos do Senhor Jesus Cristo (Hb 3:1­2-14). Mesmo que você não possa conhecer­ a maldade do seu próprio coração, Ele a­ conhece perfeitamente (Jr 17:9-10).


Adão e Eva se esconderam entre as árvore­s do Éden, mas o SENHOR Deus os encontro­u e os julgou severamente (Gn 3:7-12). C­aim tentou esconder o assassinato de Abe­l, mas o SENHOR Deus ouviu o sangue de A­bel clamar por vingança (Gn 4:8-12). O S­enhor Jesus Cristo conhecia cada detalhe­ do planejamento de Judas a respeito da ­sua traição por umas abomináveis peças d­e prata (Jo 6:64). E as belas palavras d­e Ananias e Safira não conseguiu salvá-l­os das mãos do Senhor (At 5:1-11).


Apesar dos fariseus, orgulhosos hipócrit­as religiosos que mediam a si mesmo pela­ aparência externa, guardarem dentro de ­si mesmos o ódio que sentiam por Jesus, ­Ele conhecia cada um dos pensamentos del­es quando tratava com eles (Mt 9:4; 12:2­5; Lc 7:39-40). Como você, leitor, pode ­ter pensamentos secretos desconhecidos d­os outros, mas Ele os conhece perfeitame­nte (Sl 44:21). Ele não os considera ins­ignificantes, pois até mesmo o pensament­o de tolices é pecado (Pv 24:9).


Quem sempre vence o debate consigo mesmo­? Você! Quando você permite que uma fant­asia ou pensamento secreto entre em sua ­mente. Você pode se convencer que isso é­ permissível ou que você vai escapar, po­rque você não está expondo a questão a n­inguém senão a si mesmo. Entretanto, Deu­s já viu a sua imaginação e a condenou, ­não importa o quão alto você considera a­ sua ideia (Pv 16:2; 21:2). Isto se apli­ca especialmente às fantasias sexuais qu­e você desesperadamente procura esconder­ (Pv 5:19-23).


Se em algum tempo você foi convencido de­ que alguém necessitava de ajuda, ou se ­em algum tempo você foi convencido em pr­aticar alguma coisa boa, e você se descu­lpou por não fazê-lo, o Juiz da terra en­xergou a perversa discussão que se trava­va em seu coração e que o levou a neglig­enciar o seu dever, Ele retribuirá com a­ divina vingança (Pv 24:11-12; Tg 4:17).­ Você foi avisado. Não discuta dentro de­ você qualquer aprovação de pecado seja ­por comissão ou por omissão. Não minta p­ara si mesmo!


Leitor, a lição não é difícil! Mas a apl­icação é! Seu coração, o mundo e o diabo­ querem que você esqueça a onisciência d­o Deus santo. Humilhe-se neste momento e­ arrependa-se de cada pensamento que voc­ê cultivou em seu coração que seja contr­ário a Deus e à Sua palavra. Se você não­ fizer isso, o Juiz do céu e da terra, o­ Qual conhece mais o seu coração do que ­Seu próprio conhecimento perfeito do inf­erno e da morte, o considerará responsáv­el por cada um deles.


Leitor, você treme diante do Deus celest­ial e da Sua palavra (Is 66:2; Hb 12:28-­29)? Seja confortado com o apelo desespe­rado de Pedro a Jesus Cristo após a Sua ­ressureição: "Senhor, tu sabes todas as ­coisas, tu sabes que eu te amo." (John 2­1:17). E é tão verdadeiro que o oniscien­te Deus celestial conhece os seus bons p­ensamentos e intenções assim como as más­. Mas Ele apagou o segundo e santificou ­o primeiro! Glória!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Boa Forma Espiritual

T. A. McMahon
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O termo “fitness” (boa forma) é um dos jargões tecnológicos favoritos do marketing que atrai muitas pessoas às academias e aos spas, e até mesmo tem um apelo para os que estão fora de forma que o mesmo se torna um ideal a ser atingido. Há poucas dúvidas de que a parte física da vida simplesmente parece ser melhor quando a pessoa está em boa forma.
A Bíblia dá alguns créditos a essa idéia em 1 Timóteo 4.8, quando Paulo fala para Timóteo que exercícios físicos são de pouco [algum] proveito. O versículo continua: “Mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Em outras palavras, a piedade, que é o exercício espiritual de viver o que a Palavra de Deus ensina, deve ser buscada com afinco significativamente maior do que o “exercício físico”, para melhorar a vida diária do crente aqui na terra, bem como para dar-lhe recompensas na vida eterna.
O objetivo da boa forma espiritual, de acordo com as Escrituras, deve ser a piedade. O apóstolo Paulo exorta Timóteo a “exercitar-se” “pessoalmente na piedade” (1Tm 4.7), e Pedro declara que Deus tem doado aos crentes “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2Pe 1.3). Espero que todos os crentes que lerem isto desejem alcançar esse objetivo, não importa quão distante sintam que estão dele neste momento. A boa notícia é que há uma Boa Notícia, não importando a condição em que a pessoa se encontra!
No mundo dos esportes, quando um time está precisando se esforçar bastante em mais de um aspecto do jogo, muitos treinadores fazem com que seus atletas voltem a praticar o que é fundamental naquele esporte. Isso geralmente faz com que as coisas dêem uma volta e caminhem na direção da melhora. Tal abordagem pode também ser útil para aqueles que querem alcançar a boa forma espiritual, mas não estão bem certos sobre como devem agir. (E não estou recomendando a ninguém que saia à procura dos chamados “instrutores espirituais” ou “treinadores espirituais”, que freqüentemente utilizam as últimas tendências, métodos ou técnicas, que estão longe de ser aquilo que as Escrituras ensinam).
Quais são os elementos fundamentais nas Escrituras para o crescimento na piedade? Como declarou Jesus a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.3,7). Sem essa transformação, do nascimento espiritual do Alto, é impossível que alguém manifeste piedade. Esse novo nascimento acontece quando uma pessoa admite que é pecadora, se volta para Jesus em fé, crê que Ele pagou completamente a penalidade pelos pecados dela e aceita o dom gratuito da salvação que apenas Jesus poderia dar e realmente deu. Então, essa pessoa se torna um “novo homem”. “E assim se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17). Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso:
  • Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, (...) Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.29,31).
  • Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10).
  • vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Não deveríamos nos surpreender, entretanto, quando, dentro do crente nascido de novo, a velha natureza, embora já não esteja mais no controle das coisas, cause uma batalha às vezes feroz em nosso coração e em nossa mente. Essa batalha espiritual continuará a existir em toda a nossa vida temporal, mas podemos ter a vitória diária. Por quê? Porque o próprio Deus forneceu tudo o que um crente precisa para crescer em “justiça e retidão procedentes da verdade”.
Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso.
Quais são algumas dessas coisas que Ele nos forneceu? Uma ajuda fundamental é que o Espírito Santo passa a habitar em todo cristão no momento em que este crê no Evangelho:
  • Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).
  • E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6).
  • E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-17).
A habitação do Espírito Santo é fundamental, pois, sem o Espírito de Cristo, não haveria vida nEle. Isto pode ser comparado a termos o último modelo de um carro, mas sem o motor. Assim como um carro sem motor seria inútil no que se refere ao propósito para o qual foi criado, também uma pessoa que não possui o Espírito Santo (e, portanto, não pertence ao Senhor) é incapaz quando se trata de viver acima das circunstâncias, de ser luz para o mundo e de, finalmente, passar a eternidade cumprindo o plano de Deus para nós. A analogia pode ser um pouco desajeitada, mas creio que dá para entender o que quero dizer.
Por outro lado, a pessoa em quem o Espírito de Cristo habita possui tudo o que é necessário para viver uma vida de piedade – contanto que utilize o Espírito – o que certamente inclui ser espiritualmente frutífero e produtivo.
Considere a incrível abundância que o Espírito Santo proporciona ao crente. Ele, a Terceira Pessoa da Trindade, é o Consolador do cristão nascido de novo (o que inclui o significado de “fortalecedor”), é Aquele que ensina, que capacita, que dá poder, que dirige, que convence do pecado, que revela a verdade, que batiza e que transmite os inúmeros dons espirituais.
Foi através do Espírito Santo que recebemos a Palavra de Deus: “Porque nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).
E é através do Espírito Santo que ganhamos entendimento das Escrituras: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).
O envolvimento do Espírito Santo em nos dar a Palavra de Deus e seu valor em nos equipar em Cristo são claramente revelados em 2 Timóteo 3.15-17: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
De fato, a revelação miraculosa de Deus através das Sagradas Escrituras é verdadeiramente o manual de instrução do Senhor, informando-nos sobre o que precisamos saber para vivermos uma vida de piedade (2Pe 1.3); e o Espírito Santo é Aquele que nos dá poder para realizarmos os ensinamentos de Jesus, que é a Palavra Viva. Jesus é Deus-Homem. Ele é eternamente Deus e, por meio da Encarnação, tornou-se o Homem perfeito. Ele jamais cessará de ser tanto Deus quanto Homem.
Somos seres finitos, portanto essa idéia, juntamente com outras (tais como a doutrina da Trindade), podem nos parecer incompreensíveis. Enquanto ainda estivermos nesses corpos terrenos, nunca seremos capazes de entender completamente nosso Deus infinito. Portanto, confiamos no que Ele nos comunicou através de Sua Palavra e, um dia, estaremos com Ele e O conheceremos em verdade perfeita (1Co 13.12).
Em nossa busca pela piedade, Jesus não apenas nos deu instruções, mas Ele, como o Homem perfeito, também demonstrou a necessidade de dependermos da obra do Espírito Santo em nossa vida. Considere os versículos abaixo:
  • o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lc 3.22).
  • Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto” (Lc 4.1).
  • Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança” (Lc 4.14).
Numa sinagoga em Nazaré, Ele declarou ser o Messias profetizado ao ler a passagem do Livro de Isaías. Suas palavras começaram com a afirmação: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4.18).
Nosso Senhor não apenas demonstrou a importância do Espírito Santo em Sua vida como o Homem perfeito, mas Ele também enfatizou o mesmo para todos os que quisessem segui-lO: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24).
Embora este artigo tenha começado fazendo referências à boa forma física como uma analogia, existe uma diferença crítica entre a propensão de uma pessoa para o exercício físico e a busca dessa pessoa pela piedade. Freqüentemente, a primeira enfoca a si mesma, enquanto que a outra não. Ela deve ser “voltada para o outro”. A piedade é manifesta no amor de uma pessoa por Deus e pelos outros. Isto se torna abundantemente claro através dos dons do Espírito Santo, os quais Deus deu a todo crente a fim de capacitar a cada um a crescer em piedade e a ser de benefício uns para os outros. Paulo, escrevendo para a igreja de Éfeso, disse:
E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. (...) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.7-13).
Como foi descrito acima, os dons do Espírito certamente gerarão piedade individual, mas, como foi observado, eles também nos ajudarão a crescer ainda mais à medida que ministramos, ou servimos, aos outros.
Pedro, em sua primeira epístola, confirma que os dons são para todos os crentes e devem ser dirigidos para o bem uns dos outros. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).
O desenvolvimento da boa forma espiritual está diretamente relacionado à dependência que a pessoa tem do Espírito Santo. Ele deu a cada crente um ou mais dons para serem usados da maneira que Ele quer e para a qual nos capacita. Se não dermos lugar à obra do Espírito Santo em nossa vida, os dons não serão exercitados, e tanto nós quanto o corpo de Cristo estaremos sendo privados daquilo que foi dado para o desempenho, o aperfeiçoamento e a edificação dos santos.
Infelizmente, nestes dias em que prevalece a apostasia do final dos tempos, a Igreja está se afastando do fortalecimento espiritual que Deus lhe proporcionou através do Espírito Santo, que é freqüentemente um Amigo negligenciado. Isto fica ainda mais evidente na área do discernimento espiritual.
Embora a boa forma espiritual seja certamente auxiliada pela operação dos dons do Espírito, existe outro importante exercício do Espírito Santo, que é um suporte para a piedade e é necessário para a excepcional qualificação que Deus nos dá para realizarmos Sua vontade: é sermos cheios do Espírito.
As Escrituras são muito claras nas exortações para os crentes serem cheios do Espírito Santo. Jesus era cheio do Espírito Santo; João Batista era cheio do Espírito Santo, bem como seus pais; Pedro era, e também Paulo, Estêvão, Barnabé e os discípulos. Além destes, todos os crentes são exortados a serem cheios do Espírito (Ef 5.18) e dos Seus frutos de justiça (Fp 1.11).
Em seu Comentário Bíblico, o falecido William MacDonald (que era membro da diretoria da Berean Call) compartilhou esses princípios bíblicos referentes a Efésios 5.18:
Como um crente pode ser cheio do Espírito? O apóstolo Paulo não nos diz aqui em Efésios; ele meramente ordena que sejamos cheios. Mas, a partir de outras passagens da Palavra, podemos saber que, para sermos cheios do Espírito, devemos:
  1. Confessar e abandonar todos os pecados conhecidos de nossa vida (1Jo 1.5-9)
  2. Ceder o controle de nossa vida totalmente a Ele (Rm 12.1-2)
  3. Permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós (Cl 3.16)
  4. Finalmente, devemos nos esvaziar de nós mesmos (Gl 2.20).
A seguir, MacDonald cita um autor desconhecido:
Assim como você deixou todo o peso do seu pecado, e descansou na obra terminada de Cristo, também deixe de lado todo o peso de sua vida e obra, e descanse na obra interior que é realizada pelo Espírito Santo. Entregue-se, manhã após manhã, para ser conduzido pelo Espírito Santo e vá adiante em adoração e descanso, deixando que Ele dirija você e seu dia. Cultive o hábito, durante todo o dia, de depender alegremente dEle e de obedecer-Lhe, esperando que Ele o guie, ilumine, corrija, ensine, use, e faça em você e com você o que for da vontade dEle. Conte com Ele como sendo um fato, completamente separado do que você vê ou sente. Vamos simplesmente crer e obedecer ao Espírito Santo como Aquele que dirige a nossa vida e vamos deixar de lado o peso de tentarmos nos guiar por nós mesmos. Assim, o fruto do Espírito aparecerá em nós, de acordo com a vontade dEle, para a glória de Deus.
Ninguém pode obedecer ao mandamento de Jesus: “Tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), sem a capacitação do Espírito Santo. Uma pessoa que afirma ser cristã, mas não utiliza o poder do Espírito Santo em sua vida, talvez por causa de ensinamentos errados que recebeu, ou simplesmente por causa de uma apatia pessoal, provavelmente será esmagada pela cruz que está tentando carregar.
A boa forma espiritual é vital e mais crucial para os crentes hoje do que foi antes. Tempos de perseguição se delineiam no horizonte para os cristãos de países do Ocidente, onde a sedução, em vez da perseguição aberta, até agora tem prevalecido. Podemos aprender com o exemplo de Paulo e Barnabé: “Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (At 13.50-52).
Portanto, nosso encorajamento em oração por todos nós que conhecemos a Jesus e desejamos glorificá-lO, é este: Permitamos que o estudo da Sua Palavra seja nosso contínuo hábito, e que a direção e o preenchimento com o Espírito Santo sejam nossa experiência diária. Esta é a verdadeira boa forma espiritual! (T. A. McMahon - The Berean Call - Chamada.com.br)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A Aliança

“Porque esta é a aliança que depois daqu­eles dias farei com a casa de Israel, di­z o Senhor; porei as minhas leis no seu ­entendimento, e em seu coração as escrev­erei; e eu lhes serei por Deus, e eles m­e serão por povo.” (Hebreus 8:10)

A doutrina do Pacto Divino está na raiz ­de toda a verdadeira teologia. Já foi di­to que aquele que entende bem a distinçã­o entre o Pacto de Obras e o Pacto da Gr­aça é um mestre em Teologia. Estou conve­ncido de que a maioria dos erros que os ­homens cometem sobre as doutrinas da Esc­ritura se derivam de erros fundamentais ­no que diz respeito aos Pactos da Lei e ­da Graça. Que Deus me conceda agora o po­der de instruir, e lhes conceda a graça ­de receber instrução sobre este assunto ­vital.

A raça humana na ordem da história, no q­ue diz respeito a este mundo, em primeir­o lugar ficou em sujeição a Deus sob o P­acto de Obras. Adão foi o representante ­do homem. Uma certa Lei foi-lhe dada. Se­ ele a mantivesse, ele próprio e toda a ­sua posteridade seria abençoada como res­ultado da obediência. Se ele a quebrasse­, ele receberia a maldição, ele mesmo, e­ todos aqueles que eram representados po­r ele. Esse Pacto nosso primeiro pai que­brou. Ele caiu, ele não cumpriu as suas ­obrigações, e em sua Queda, ele envolveu­ a todos nós, pois estávamos todos em se­us lombos, e ele nos representava perant­e Deus. A nossa ruína, então, foi comple­ta antes mesmo de nascermos! Fomos arrui­nados por aquele que foi nosso primeiro ­representante. Portanto, ser salvo pelas­ obras da lei é impossível, porquanto so­b esse Pacto já estam os perdidos. Se s­eremos salvos de algum modo, isto deve a­contecer sob um plano bem diferente, e n­ão sobre o plano de fazer e ser recompen­sado por isso, pois este plano foi testa­do e o representante do homem, quando fo­i tentado falhou por todos nós. Todos nó­s já falhamos em sua falha! É impossível­, portanto, esperarmos obter o favor Div­ino por qualquer coisa que possamos faze­r, ou merecermos a bênção Divina por mei­o de recompensa!