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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Só fale o que edifica

Provérbios 30:32




Se procedeste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal, põe a mão na boca.




Não fale, a não ser que você tenha alguma coisa de paz e de justiça para dizer, pois palavras de orgulho ou de pecado produzirão maldade e dano. Que cada palavra seja computada para aquilo que é bom.


Se a sua consciência ou outros o corrigirem por arrogância ou perversidade, não tente se desculpar ou justificar os seus pecados. Humilhe-se, confesse o seu erro, e agradeça ao que o repreende.


A sua boca é que dá vazão ao seu coração e à sua mente. Se você não governou os seus pensamentos, pelo menos governe a sua boca de forma a guardar a sua tolice ou perversidade para si mesmo, para que não cause dano àqueles à sua volta e espalhe o pecado ainda mais. Esta regra é tão valiosa que até mesmo os insensatos podem ser considerados sábios se conterem suas palavras e permanecerem em silêncio (Pv 17:27-28).


Sua língua pode ser uma chama que incendeia o curso da natureza, e é incendiada com o fogo do inferno (Tg 3:6). Palavras podem ser mortalmente venenosas (Tg 3:8). Você tem o poder de vida ou de morte na sua boca (Tg 18:21). O muito falar sempre contém pecado (Pv 10:19). Você dará conta de cada palavra ociosa que você falar (Mt 12:36), incluindo palavras imundas, insensatas e de galhofa (Ef 5:3-7).


Praticando a insensatez em elevar a si mesmo é estar cheio de orgulho e exaltar a sai mesmo contra a autoridade ou sobre os outros. Quando você insensatamente já chegou a este ponto, a sua melhor opção é a de parar de falar, pois, do contrário, coisas provocativas serão ditas levando a conflitos ainda maiores. O orgulho é a causa de todas as disputas (Pv 13:10), por isso, quanto menos se falar, arrogantemente, será melhor.


Considerar a maldade é a sua imaginação que estará fantasiando ou cobiçando coisas proibidas, assumindo motivos maus pelas ações de outras pessoas, com intenção de se rebelar contra a autoridade, ou de pecados correlatos da mente. Até mesmo o pensamento de tolice é pecado (Pv 24:9). Se você falhou em controlar os seus pensamentos, você pode, ainda, governar a sua boca para impedir que a maldade se espalhe.


Colocando a sua mão sobre a sua boca, é uma expressão bíblica para ilustrar a ação de parar de falar e ficar em silêncio. Jó disse aos seus três amigos para fazerem isto ao invés de continuarem com as suas acusações contra ele (Jó 21:5). O próprio Jó fez isto quando foi confrontado por Deus (Jó 40:4). É o que você deveria fazer quando você sentir o orgulho crescendo dentro de você ou tendo pensamentos maus no trabalho.


O versículo anterior descreve a grande autoridade de um rei (Pv 30:31). A sabedoria não o provocará com palavras de disputas, pois ele tem o poder de destruir (Pv 16:14; 19:12; 20:2; Ec 8:2-5; 10:4). Esta advertência inclui até mesmo os pensamentos ou as conversas em particular no seu quarto (Ec 10:20). Replicar contra a autoridade é insensatez, mas especialmente contra o governante civil (Tt 2:9).


O conteúdo do versículo posterior descreve a certeza de uma luta ou guerra se houver insistência diante da ira (Pv 30:33). Um homem sábio está pronto para ouvir e lento no falar, pois ele sabe que a ira não opera para a justiça de Deus (Tg 1:19-20). Ele sabe que o conflito no coração leva à confusão e a toda a obra maligna e, por isto, ele se recusa a falar adicionando palavras ao fogo (Pv 15:1; Tg 3:14-18).


A lição geral é valiosa. Palavras levam o orgulho e as más imaginações mais longe do que se pretendia, provocam os outros a responderem no mesmo tom, são impossíveis de serem retiradas, e o dano é difícil de ser reparado, como ocorre com irmãos ofendidos (Pv 18:19). Portanto, a sua língua deve ser mantida em silêncio na sua boca até que, e a não ser que, haja algo pacífico e piedoso para ser falado.


Quando o orgulho ou a maldade estimulam a língua, sua palavras ríspidas penetram nos outros, picando-os sem necessidade e/ou começando uma disputa. É tão melhor escolher a língua de um sábio, distribuindo graça e saúde a todos que ouvem (Pv 12:18; 10:20-21; 16:24; Cl 4:6; Ef 4:29).


Que pacificador você poderia ser. Se você fosse sempre o primeiro a colocar a sua mão sobre a boca (Pv 15:1; 25:15). Mas, infelizmente, o fogo que queima por dentro frequentemente encontra uma saída e causa danos (Sl 39:1-3). Seja rápido no ouvir e lento no falar para criar a paz (Tg 1:19-20).


Ao invés de conversas corruptas ou arrogantes escolha como alternativa a graciosa e douta língua de Jesus Cristo, Quem falou melhor do que qualquer outro homem jamais o fez (Sl 45:2; Is 50:4; Lc 4:22; Jo 7:46).