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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Qual é o plano de salvação?

Você está com fome? Não fisicamente, mas você tem fome de algo mais na sua vida? Há algo no fundo da sua existência que nunca parece ficar satisfeito? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

As outras pessoas sempre decepcionam você? Os seus relacionamentos têm sido superficiais e vazios? Parece que todos estão tentando tirar vantagem de você? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim” (João 10:11, 14).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).

Qual é o caminho? Qual é a verdade? Qual é a vida? Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).

A fome que você sente é uma fome espiritual, e só pode ser saciada por Jesus. Jesus é o único que pode remover a escuridão. Jesus é o portão para uma vida de satisfação. Jesus é o amigo e pastor que você tem procurado. Jesus é a vida – neste mundo e no próximo. Jesus é o caminho da salvação!

A razão pela qual você sente fome, a razão pela qual você se sente perdido na escuridão, a razão pela qual você não consegue encontrar um sentido na vida, é que você está separado de Deus. A Bíblia nos diz que todos nós pecamos e estamos portanto separados de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23). O vazio que você sente no seu coração é a falta de Deus na sua vida. Nós fomos criados para ter um relacionamento com Deus. Por causa do nosso pecado, nós fomos separados deste relacionamento. Pior ainda, nosso pecado nos fará permanecer separados de Deus por toda a eternidade, esta vida e a próxima (Romanos 6:23; João 3:36).

Como este problema pode ser resolvido? Jesus é o caminho! Jesus tomou o nosso pecado para si (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu no nosso lugar (Romanos 5:8), levando a punição que nós merecemos. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos, provando a sua vitória sobre a morte e o pecado (Romanos 6:4-5) Por que ele o fez? O próprio Jesus respondeu a esta pergunta: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Jesus morreu para que nós pudéssemos viver. Se nós pusermos a nossa fé em Jesus, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – todos os nossos pecados são perdoados e levados embora. Nós então teremos a nossa fome espiritual saciada. As luzes serão ligadas. Nós teremos acesso a uma vida de realizações. Nós iremos conhecer o nosso verdadeiro melhor amigo e bom pastor. Nós iremos saber que teremos uma vida depois que morrermos – uma vida ressuscitada no Céu para a eternidade com Jesus!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sumo sacerdote para o terceiro templo

Sinédrio nomeia sumo sacerdote para o Terceiro Templo, em Israel
A Bíblia aponta que o Terceiro Templo existirá durante a Grande Tribulação, quando o Anticristo se assentar no local afirmando ser Deus.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE BREAKING ISRAEL NEWS





Rabino Baruch Kahane, nomeado como Sumo Sacerdote pelo Sinédrio, oferece sacrifícios em Jerusalém. (Foto: Abba Richman)
Um passo significativo foi tomado para a preparação da futura construção do Terceiro Templo, em Jerusalém: a escolha do rabino Baruch Kahane como o próximo sumo sacerdote.

O rabino Kahane é um estudioso das leis relacionadas ao templo e tem atuado em todas as representações das cerimônias do Terceiro Templo. A seleção dos sacerdotes que irão preparar a novilha vermelha e prestar serviços religiosos no local foi iniciada em março deste ano.

O rabino Hillel Weiss, porta-voz do Sinédrio, justificou a necessidade de escolher um Sumo Sacerdote, mesmo na ausência de um templo. "Nós não precisamos de um acontecimento miraculoso como o súbito aparecimento de um templo descendo do céu para tomar esta decisão relevante", disse ele ao site Breaking Israel News.

"O único obstáculo que impede o culto no Templo, hoje, é político. Se de repente isso mudar, será necessário iniciar os serviços religiosos no Templo imediatamente. Portanto, é necessário que tenhamos um candidato preparado para preencher o papel do sumo sacerdote, especialmente agora que temos alguém capacitado para servir no Templo", acrescentou Weiss.

De acordo com a descrição bíblica, o Terceiro Templo deverá ser construído no local que hoje abriga a Esplanada das Mesquitas. No entanto, os judeus foram proibidos de cultuar a Deus no local desde a guerra de 1967, quando Israel tomou o controle de Jerusalém e se tornou um Estado, deixando a mesquita sob administração da Jordânia.

O rabino Kahane avalia que não há sacrifícios suficientes para serem apresentados no templo. Por outro lado, caso o acesso ao local seja liberado, ele afirma que levaria apenas algumas semanas para que tudo seja preparado.


Cordeiros são oferecidos como sacrifício em uma reconstituição da Páscoa. (Foto: Instituto do Templo)

Significado profético

O Monte do Templo é um local sagrado para muçulmanos, cristãos e judeus, sendo também um dos locais mais disputados do mundo. Neste local foi construído o Primeiro Templo pelo Rei Salomão, posteriormente destruído em 586 a.C.

Anos depois foi reconstruído o Segundo Templo, que voltou a ser destruído em 70 d.C. pelos romanos — com a exceção do muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações.

A Bíblia aponta que o Terceiro Templo existirá durante a Grande Tribulação. Daniel se refere a este templo quando diz que "o príncipe que há de vir" (Anticristo) irá cessar os sacrifícios no local em meio à Tribulação (Daniel 9:27). De acordo com o apóstolo Paulo, o "homem do pecado" se assentará no templo como se ele fosse Deus (2 Tessalonicenses 2:3-4).

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Você espera por Jesus?

Você espera por Jesus?

"Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tito 2.11-13).
Paulo vivia em santificação por ser alguém que estava na expectativa constante (1Ts 4.13). A passagem acima transmite três ordens para os cristãos:

1. Renunciar à impiedade e às paixões mundanas;

2. Viver de modo sensato, justo e piedoso nesse mundo;

3. Esperar pela bendita esperança da manifestação de Jesus Cristo!

E nós, ainda O esperamos? Se de fato o fazemos, então podemos compartilhar com alegria, no Espírito Santo, as palavras de Apocalipse 22.17: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.




Todo Dia Com Jesus
Todo Dia Com Paz


Mensagens de paz
Mensagens de salvação

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sábado, 27 de agosto de 2016

O Reino de Deus


As monarquias mais amplamente extensas da­ antiguidade eram confinadas a certas par­tes do globo habitável, e no curso de alg­uns séculos chegaram ao fim. O império de­ Jesus Cristo não é assim, pois, desta fo­rma discorrem os oráculos proféticos sobr­e Ele e Seu reino: Dominará de mar a mar, e desde o rio até ­às extremidades da terra... E todos os re­is se prostrarão perante ele; todas as na­ções o servirão. E o reino, e o domínio, ­e a majestade dos reinos debaixo de todo ­o céu serão dados ao povo dos santos do A­ltíssimo; o seu reino será um reino etern­o, e todos os domínios o servirão, e lhe ­obedecerão. E reinará eternamente na casa­ de Jacó, e o seu reino não terá fim¹. Sobre a expansão gradual e extensão un­iversal deste reino, nosso Senhor fala na­ parábola do grão de mostarda; e naquele ­fermento, que permeia toda a massa de far­inha. Este império santo redundará em gló­ria final; e embora a presente forma de s­ua administração cessará, quando Deus ser­á tudo em todos; ainda assim os seus súdi­tos glorificados nunca morrerão, nunca se­rão desunidos, nem alguma vez removerão a­ sua lealdade de Jesus Cristo; tais são a­s fundações do Seu domínio, e tal a excel­ência de Seu governo, que cada um de Seus­ súditos reais dirá de coração: VIVA O RE­I! E que Ele reine até que ponha os Seus ­inimigos por escabelo de Seus pés².

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Alegrem-se teu pai e tua mãe

Provérbios 23:25­

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Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-­se a que te gerou.

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Qual é a melhor maneira para tornar a sua­ mãe feliz? Sendo uma criança justa e sáb­ia. Uma boa mãe tem um grande desejo e es­perança que os seus filhos, que ela carre­gou e deu à luz, sejam piedosos.

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Este versículo é a segunda metade do prov­érbio. Aqui está a primeira parte: "Grand­emente se regozijará o pai do justo, e o ­que gerar a um sábio se alegrará nele." (­Pv 23:24). Depois de ter escrito que uma ­criança justa e sábia trará grande alegri­a para o seu pai, Salomão continuou a des­crever a alegria e a satisfação de uma mã­e que gerou tal filho.

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Porque uma mulher concebe, carrega, dá a ­luz, amamenta e cria incansavelmente esta­ criança? Porque ela não sabia como evitá­-la? Porque as outras mulheres fazem isso­? Porque ela se sentia só? A lembrança de­ um bebê amamentando ou dando os seus pri­meiros passos é perigoso. Uma criança ins­ensata e perversa destruirá tais memórias­ e as substituirá por tristeza, dor, verg­onha e problemas.

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Mulher, a única razão pela qual você deve­ conceber, carregar, dar a luz, amamentar­ e criar uma criança seria para treinar a­ ele ou a ela a temer o SENHOR para agrad­ar a Deus, servir aos outros e lhe confor­tar. Se você não fizer isto, você viola s­ua sagrada chamada debaixo do céu, dando existência a uma pessoa que sofrerá em vi­da e na eternidade, e arruinará os seus ú­ltimos anos que antecederem a sua ida par­a a sepultura em tristeza.

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Se você não treinar seu rebento, Salomão ­escreveu, "A vara e a repreensão dão sabe­doria, mas o rapaz entregue a si mesmo en­vergonha a sua mãe." (Pv 29:15). E, "O fi­lho sábio alegra a seu pai, mas o filho l­ouco é a tristeza de sua mãe." (Pv 10:1).­ E, "O filho insensato é tristeza para se­u pai e amargura para quem o deu à luz." ­(Pv 17:25).

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A sabedoria de Deus para você diz que voc­ê passará grande vergonha, aflição e amar­gura por não treinar as crianças que você­ concebeu, carregou, deu a luz, amamentou­ e criou. Mas o oposto é ainda mais verda­deiro. Se você treinar suas crianças no t­emo do Senhor, eles poderão lhe trazer gr­ande alegria, como Samuel foi para Ana e ­Timóteo foi também para Eunice e Lóide, e­ntre outras.

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É melhor que o homem com quem você casar ­e pelo qual você conceberá crianças seja ­um homem fiel e piedoso - um que cuidados­a e consistentemente treinará suas crianç­as. Os seus pais lhe ensinaram e exigiram­ isto de você quando estivesse procurando­ um marido? Você fará disto uma parte imp­ortante da proteção que você dará às suas­ filhas antes do casamento?

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O pai é o principal mestre das crianças n­o plano de Deus para a família (Gn 18:19;­ Js 4:21-22; Sl 78:1-8; Is 38:19; Jl 1:1-­3; Ef 6:4). Mas você também tem um papel,­ como Bate Seba realizou na vida de Salom­ão e Naamá na vida de Roboão (Pv 1:8; 4:1­-3; 6:20). Todos os Provérbios do capítul­o 31 são instruções da rainha mãe ao rei ­Lemuel (Pv 31:1-31).

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Criança, qual é a melhor maneira de fazer­ a sua mãe feliz? Seja uma criança justa ­e sábia. Uma boa mãe tem um grande desejo­ e esperança que a criança que ela carreg­ou e deu a luz, será piedosa. Ao honrá-la­ com uma vida piedosa, você também estará­ honrando a Deus, trazendo bênçãos dobrad­as.

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Você pode fazer com que tudo que ela fez ­por você se torne como nada na medida em ­que ela se regozija com sua vida piedosa ­e produtiva, ou você pode causar grande v­ergonha, aflição e amargura. Pense na que­stão, pois Deus e os homens o recompensar­ão pela maneira como você trata a sua mãe­.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Provérbios 24:20

Provérbios 24:20­


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Porque o maligno não terá galardão algum,­ e a lâmpada dos ímpios se apagará.

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Homens perversos serão recompensados de u­ma forma ou de outra. Deus recompensará o­s homens perversos com lamento, dor e mor­te. Ele interromperá a vida deles e envia­rá suas almas para a profundeza do tormen­to eterno.

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Este versículo é a segunda metade de um p­rovérbio. Temos aqui a primeira metade: "­Não te aflijas por causa dos malfeitores,­ nem tenhas inveja dos ímpios" (Pv 24:19)­. Você não deve se preocupar ou ficar com­ inveja ao presenciar a prosperidade dos ­homens perversos; Deus não permitirá que ­tenham um bom fim.

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Quando Salomão escreveu aqui que um homem­ mau não terá recompensa, ele quis dizer,­ não terá uma boa recompensa; isto é, não­ terá bênçãos e favores celestiais. Deus ­não recompensará homens perversos com tai­s coisas boas - Ele os recompensará com c­astigo para dolorosamente os destruir, co­mo afirmado na última sentença. Deus apag­ará as suas velas: Ele porá um fim à vida­ perversa deles.

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Uma grande regra da sabedoria é saber o f­uturo certo dos homens perversos. O SENHO­R Jeová fez todas as coisas para Si mesmo­, até os homens perversos sobre os quais ­Ele trará o mal sobre eles (Pv 16:4). O d­oce salmista escreveu, "Os ímpios serão l­ançados no inferno e todas as nações que ­se esquecem de Deus." (Sl 9:17). Não impo­rta se eles jogam na Seleção Brasileira d­e Basquete, se ganham o Oscar em Hollywoo­d, se apresentam eles nas notícias vesper­tinas da TV, ou se sentam numa escrivanin­ha no Palácio da Alvorada em Brasília.

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Existem dois tipos de recompensas - coisa­s boas para o bom comportamento, e coisas­ ruins para o mau comportamento. Homens m­aus não receberão boas recompensas, mas s­erão recompensados - serão recompensados ­com a morte e o inferno. Os justos serão ­recompensados com as bênçãos e os favores­ de Deus, tanto agora como após a morte. ­Que contraste! De que forma você vai hoje­ escolher viver?

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Homens piedosos não se afligem por causa ­dos homens perversos nem tem inveja dos s­ucessos temporários deles. Eles antecipam­ avidamente a vingança de Deus. "O justo ­se alegrará quando vir a vingança; lavará­ os seus pés no sangue do ímpio. Então, d­irá o homem: Deveras há uma recompensa pa­ra o justo; deveras há um Deus que julga ­na terra." (Sl 58:10-11).

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A vela de um homem é a sua vida, como o E­spírito mostra em outras passagens (Jó 18­:5-6; 21:17; Pv 13:9; 20:20). A luz de vi­da tremula num homem vivo, mas no corpo d­e um homem morto não há sequer uma centel­ha. Considere os perversos e este provérb­io da seguinte maneira: é mais fácil para­ o Deu celestial extinguir as vidas do ím­pio do que você apagar uma vela!

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É uma tentação normal se afligir ou se pr­eocupar a respeito dos perversos se darem­ bem com suas maldades; é comum invejar a­ aparente felicidade e prosperidade deles­. Mas a instrução da sabedoria é aprender­ que tal visão míope a respeito deles é e­stupidez. Pare de se afligir e invejar e ­se regozije com a destruição deles muito em breve (Sl 37:1-3; 73:1-22; Pv 3:31-35;­ 23:17-18; 24:1-2)!

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Você escolhe todos os dias que tipo de re­compensa você obterá. Moisés disse a Isra­el antes de morrer, "Os céus e a terra to­mo, hoje, por testemunhas contra ti, que ­te tenho proposto a vida e a morte, a bên­ção e a maldição; escolhe, pois, a vida, ­para que vivas, tu e a tua semente." (Dt ­30:19). Seu futuro e o da sua família dep­endem da sua escolha de hoje.

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domingo, 21 de agosto de 2016

A igreja de Antioquia

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Atos 11.19-26­
A igreja de Antioquia (1)­


­Os seguidores de Jesus foram espalhados p­ela perseguição que havia começado com a ­morte de Estêvão. Alguns foram até a regi­ão da Fenícia, a ilha de Chipre e a cidad­e de Antioquia e anunciavam a palavra de ­Deus somente aos judeus. Mas outros, que ­eram de Chipre e da cidade de Cirene, for­am até Antioquia e falaram também aos não­ judeus, anunciando a eles a boa notícia ­a respeito do Senhor Jesus. O poder do Se­nhor estava com eles, e muitas pessoas cr­eram e se converteram ao Senhor.

Essas notícias chegaram à igreja de Jerus­além, que resolveu mandar Barnabé para An­tioquia. Quando chegou lá e viu como Deus­ tinha abençoado aquela gente, Barnabé fi­cou muito alegre. E animou todos a contin­uarem fiéis ao Senhor, de todo o coração.­ Barnabé era um homem bom, cheio do Espír­ito Santo e de fé. E muitos se convertera­m ao Senhor.

Depois Barnabé foi até a cidade de Tarso ­a fim de buscar Saulo. Quando o encontrou­, ele o levou para Antioquia. Eles se reu­niram durante um ano com a gente daquela ­igreja e ensinaram muitas pessoas. Foi em­ Antioquia que, pela primeira vez, os seg­uidores de Jesus foram chamados de cristã­os.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Um amigo que não nos deixa só!

Um Amigo Que Não Nos Deixa Só




Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo

(Apocalipse 3:20).

UM AMIGO QUE NÃO NOS DEIXA SÓ

Um cristão bateu à porta de um apartamento na parte de trás de uma casa. Uma voz bem fraca perguntou: "Quem está aí?" ? "Estou trazendo uma mensagem de conforto. A senhora está familiarizada com o evangelho?" A corrente da porta chacoalhou, houve um estalo quando o ferrolho foi puxado para trás; em seguida, a porta se abriu para revelar uma figura um pouco curvada e trêmula.

O visitante entrou. O apartamento estava mobiliado escassamente. "Eu não costumo abrir a porta para ninguém", disse a senhora idosa. "E não sei por que deixei você entrar. Eu acho que deve ter sido a palavra 'evangelho'. Fez-me lembrar de coisas. Você sabe, tenho visto dias melhores, mas as coisas mudaram. Eu costumava ter muitos amigos, mas todos eles têm se espalhado como um bando de pardais. Agora estou sozinha. Não há mais nada para mim".

"Sim, há Jesus, o Filho de Deus. Ele bate à porta do seu coração. Deixe-O entrar! Não irá se arrepender. A senhora sabia que Ele veio a este mundo para salvar o que estava perdido? Deus está procurando a senhora para lhe salvar. Deus ama a senhora". O rosto da velha senhora se animou com isso. "Eu nunca acreditei que Deus poderia se importar comigo, e muito menos me amar".

O visitante deu-lhe uma cópia do evangelho para ler e saiu. Foi através disso que ela finalmente encontrou o Salvador e abriu a porta do seu coração para Ele. Agora, não estava mais sozinha. Em Cristo, ela tinha um amigo que nunca a deixaria.

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domingo, 14 de agosto de 2016

O que a Bíblia diz sobre o pai cristão?


O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

A Vida Eterna


A Bíblia apresenta um caminho claro para a vida eterna. Primeiramente, temos que reconhecer que temos pecado contra Deus: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). Todos nós temos feito coisas que desagradam a Deus, que nos fazem merecedores de castigo. Já que todos os nossos pecados, no final das contas, são contra o Deus eterno, somente um castigo eterno é suficiente. “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Porém, Jesus Cristo, o santo (1 Pedro 2:22), eterno Filho de Deus, tornou-se homem (João 1:1,14) e morreu para pagar nossos pecados. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Jesus Cristo morreu na cruz (João 19:31-42), tomando sobre si o castigo que nós merecemos (2 Coríntios 5:21). Três dias depois ele ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15:1-4), provando Sua vitória sobre o pecado e a morte. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórida, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1:3).

Pela fé, temos que fugir do pecado e olhar para Cristo para salvação (Atos 3:19). Se colocarmos nossa fé nele, confiando na Sua morte na cruz para pagar nossos pecados, seremos perdoados e a nós é prometida vida eterna no céu. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16) “Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9). Fé absoluta no sacrifício de Cristo na cruz é o único caminho para a vida eterna! “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Se você quer aceitar Jesus Cristo como seu Salvador, aqui está uma simples oração que você pode usar. Lembre-se que dizer esta oração como qualquer outra não irá salvá-lo. Somente crendo em Cristo você pode ser salvo. Esta oração é uma simples maneira de expressar a Deus sua fé nele e agradecer a Ele por ter providenciado sua salvação. “Deus, Eu sei que tenho pecado contra Ti e mereço ser castigado. Mas Jesus Cristo tomou o castigo que eu mereço para que por minha fé nele eu possa ser perdoado. Eu abandono meu pecado e coloco minha confiança em Ti para minha salvação. Obrigado por Sua maravilhosa graça e perdão — o presente da vida eterna! Amém!”

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Por que os cristãos muitas vezes estão divididos?

Por que os cristãos muitas vezes estão divididos?

René Malgo

Quatro possíveis razões e uma palavra-chave

Já se perdeu a conta da fragmentação do cristianismo em inúmeras denominações, igrejas e seitas. Ao que parece, as cisões estão na ordem do dia. Mesmo a Chamada da Meia-Noite não ficou isenta de múltiplas controvérsias e de amargas discussões ao longo dos seus 60 anos de história (N. da R.: houve algumas discussões e controvérsias na Europa, com a Chamada da Meia-Noite em sua sede na Suíça) - e é provável que assim continue também no futuro. Qual seria a razão disso?

Quero apontar aqui quatro razões ou respostas. A primeira é simples, mas provavelmente é a mais difícil de suportar. A divisão dos cristãos baseia-se na natureza humana. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa”, diz o profeta Jeremias, “e sua doença é incurável; quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17.9). Os crentes poderão argumentar que ganharam um novo coração por meio de Jesus (Rm 6). É verdade! Todavia, ainda assim os cristãos lutam com o pecado em seu velho corpo (Rm 7). Enquanto ainda habitarmos este corpo atacado pelo pecado, será para todos nós impossível enxergar tudo corretamente. “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas então veremos face a face” (1Co 13.12). Somente quando ressuscitarmos ou formos transformados e virmos o nosso Senhor face a face é que entenderemos tudo (cf. 1Jo 3.2).

Os cristãos são personalidades divergentes, têm aspectos fortes e fracos diferentes, diversas preferências e pecados variados com que precisam lutar. Sua formação, maturidade, capacidade espiritual, relacionamento com o Senhor, seu intelecto, sua capacidade intelectual diferem... não admira que tantas vezes discordemos! Os seres humanos são complexos, emotivos e inquiridores, e os cristãos não são exceção. A conversão não nos transformou em robôs padronizados. “Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona” (Pv 20.5).

"... Pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor. Todos tropeçamos de muitas maneiras..." Tiago 3.1b,2a

A Palavra de Deus é verdade objetiva, mas as pessoas a interpretam subjetivamente. Tiago, líder da igreja primitiva em Jerusalém, diz a respeito das questões doutrinárias: “Todos tropeçamos de muitas maneiras” (Tg 3.2). Por isso os crentes não deveriam ter muita pressa em ser mestres da Palavra, “pois vocês sabem que nós ... seremos julgados com maior rigor” (Tg 3.1).

Tiago 3.2 é um “versículo régio” em relação à nossa questão. Se um meio-irmão de Jesus e uma “coluna” da igreja primitiva (Gl 1.9) diz que “todos [nós]” tropeçamos frequentemente, incluindo assim a si mesmo nisso, quanto mais essa declaração se aplicará a nós hoje, 2.000 anos depois e culturalmente a anos-luz de distância dos apóstolos!

Hoje há uma variedade de premissas e sistemas teológicos concorrentes influindo o modo como lemos a nossa Bíblia. Podemos não nos dar conta disso conscientemente, mas por meio das igrejas que frequentamos, os institutos bíblicos nos quais nos formamos ou a literatura cristã que lemos, cada um de nós tem marcas teológicas diferentes. Entre os protestantes há, por exemplo, teólogos da aliança, teólogos da substituição, dispensacionalistas, ultradispensacionalistas, dispensacionalistas progressivos, batistas, calvinistas, luteranos, menonitas, irmãos abertos, irmãos restritos, universalistas, arminianos, amilenistas, pós-milenistas, pré-milenistas, pré-tribulacionistas, mesotribulacionistas, pós-tribulacionistas, presbiterianos, congregacionalistas, anglicanos, pentecostais, etc. etc. ... E ainda que todos eles tenham boas razões para afirmar sua fidelidade exclusiva à Bíblia, todos acabam determinados por diferentes sistemas interpretativos e teologias sistemáticas. A cultura cristã na qual nos movemos inevitavelmente tinge os óculos através dos quais lemos a Bíblia.

Não me entendam mal: todos temos óculos como esses, e isso é normal. A arte está em obter as lentes certas. Paulo espera que interpretemos a Palavra de Deus “segundo a sã doutrina” (Tt 1.9). A sã doutrina apostólica terá de ser o nosso filtro. Quem afirma ler a Bíblia sem óculos e sem filtro engana a si mesmo. Assim, por exemplo, é razoável que nenhum cristão normal aplique à sua vida diária a exigência de apedrejar filhos rebeldes fora da cidade, conforme exige a aliança do Sinai (Dt 21.18-21).

Temos de reconhecer que todos nós - mesmo os mais sábios e “piedosos” entre os professores de Bíblia - somos criaturas falíveis. Nenhum de nós seria superior a Tiago neste quesito. Somos pessoas que conseguem enganar até a si mesmas. A Bíblia sabe disso há muito tempo (Jr 17.9). A esta altura, os psicólogos seculares também já descobriram esse fato. Por natureza, tendemos a registrar a realidade de uma forma que se encaixe em nosso esquema e que corresponda à imagem subjetiva que temos do mundo. Por isso o diálogo de surdos entre os cristãos é tão comum e não conseguimos progredir. Constantemente corremos o risco de interpretar palavras e frases da Bíblia segundo as nossas tendências pessoais.

Um exemplo: imagine alguém que em geral raciocine de forma muito organizada e sistemática. Tudo em sua vida precisa ter uma estrutura definida e uma clara explicação. É uma pessoa racional e lógica, que não suporta obscuridades. Qual será sua tendência ao interpretar a Bíblia? É provável que seja simpático a sistemas interpretativos que organizem a doutrina bíblica sem lacunas e que a dividam em várias unidades fechadas e em épocas claramente definidas. Para essa pessoa seria importante ter uma explicação exata de cada detalhe bíblico, e ela cuidaria para que nenhuma incoerência penetrasse ali.

Mas temos então uma outra pessoa, o tal tipo artístico. Seu lema é: só os tolos precisam de ordem; o gênio abarca o caos. E trata-se realmente de um gênio. O que para outros parecem contradições, para ele é apenas o tempero que dá sabor à vida. Ele sempre está em busca de um plano espiritual mais elevado. Nunca se cansa de aprender. Para onde será que ele tenderá ao interpretar a Bíblia? Provavelmente sentirá rejeição por sistemas interpretativos sistematizados e afirmará que se trata de tentativas de enquadrar Deus. Mais atraentes seriam para ele abordagens mais místicas e “holísticas” da Bíblia, que mantenham uma visão do todo. Tais pessoas gostam de paradoxos e reservam espaço para incertezas.

Ambos creem a mesma coisa. Neste exemplo não temos um bom e um mau. Ambos amam Jesus Cristo, afirmam a trindade divina, valorizam a Palavra de Deus e creem no Evangelho. Mesmo assim, porém, em certos aspectos as teologias que ambos moldaram em torno do núcleo da sua fé podem ser totalmente diferentes.

De certo modo, todos buscamos um lar teológico no qual possamos nos sentir bem. E por sermos personalidades diferentes, nossos lares teológicos também podem ter aparências diferentes. Mas, como um professor de Bíblia explicou certa vez, toda casa teológica tem também seus defuntos no porão. Por nos equivocarmos, por sermos pecadores, por termos nossas preferências e limitações, sempre haverá pontos em nossas convicções que outros não poderão assumir e que - segure-se! - estão errados. E com isso chegamos ao segundo ponto.

Nós cristãos vivemos tantas vezes desunidos porque nos baseamos neste mundo e não na eternidade. Será que sempre temos consciência do que, afinal, falamos e sobre o que discutimos? Em última análise, falamos de Deus, do Onipotente, daquele que “mesmo os mais altos céus” não podem conter (1Rs 8.27) e cujos pensamentos são tão mais altos que os nossos como “os céus são mais altos do que a terra” (Is 55.9). É verdade que este Deus se comunica conosco de forma compreensível e comprometida por meio de Sua Palavra e se tornou acessível em Jesus Cristo. Ainda assim, porém, Ele continua sendo o Eterno “que habita em luz inacessível” (1Tm 6.16).

O que tem isso a ver com os defuntos no porão? Muito simples: com os nossos sistemas e os nossos pensamentos humanos, jamais poderemos captar Deus plenamente. Sempre haverá áreas na Palavra de Deus e na Teologia que não poderemos explicar ou que não conseguiremos compreender. Estamos lidando com o Onipotente e a inesgotável riqueza da sua incomensurável e múltipla sabedoria. Lidamos com um plano de redenção que supera todo conhecimento, que mesmo “os anjos anseiam observar” (1Pe 1.12).

Nós, os cristãos, muitas vezes discutimos e brigamos justamente em torno daquilo que não conseguimos entender plenamente: a soberania e a natureza do Deus triúno e Seu plano para o futuro e a eternidade. É plenamente normal que, limitados como somos, esbarremos em nossas conjecturas sobre o Eterno em nossos limites e cheguemos a resultados divergentes.

“Nosso Deus é fogo consumidor“ (Hb 12.29). Qualquer encontro com Ele, o Infinito, abalará as criaturas finitas que somos e nos marcará de diferentes maneiras de acordo com a nossa respectiva configuração. “Provem e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” (Sl 34.9). Todos podem experimentar a bondade de Deus, mas por Ele ser em sua natureza tão diferente, tão ilimitado, cada pessoa provará e enxergará essa bondade de modo um pouco diferente.

Atenção: isto não é desculpa para a maior de todas as heresias, segundo a qual de algum modo todas as religiões conduziriam a Deus. A Bíblia é clara e inequívoca em dizer: “Não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Salvos serão apenas aqueles que creem tão-somente em Jesus Cristo e O reconhecem como Senhor da sua vida (At 16.31), e ninguém mais. Todavia, esses cristãos, por serem diferentes e limitados, tentarão explicar de formas diferentes a inesgotável plenitude do seu Deus.

Nós cristãos vivemos tantas vezes desunidos porque nos baseamos neste mundo e não na eternidade.

Se todos os cristãos de todas as eras concordassem em todos os detalhes a respeito do conteúdo da Bíblia, seria razoável dizer que teríamos em mãos um livro muito superficial. Como, porém, o que ocorre é justamente o oposto e porque se discute tão acaloradamente sobre a Bíblia porque sua Palavra atinge tanto os corações, dividindo famílias, comunidades e até países, e porque jamais encerraremos os debates sobre ela, sabemos e reconhecemos que Deus é Deus e que Sua Palavra é Sua Palavra.

É claro que um muçulmano poderia dizer o mesmo sobre o Corão, polarizador como ele é. Contudo, isto nos leva ao terceiro ponto. Os demônios calam fundo. É verdade que isto não é bem politicamente correto, mas do ponto de vista dos apóstolos, as falsas religiões têm inspiração demoníaca (1Tm 4.1), e este é um ponto que nós, como cristãos, frequentemente esquecemos. Estamos interagindo com a realidade de principados, poderes, dominadores deste mundo tenebroso e de poderes espirituais da malignidade no mundo invisível (Ef 6.12).

Um professor de Bíblia apontou certa vez para o fato de que os falsos deuses com que Israel se prostituía no Antigo Testamento eram reais. As estátuas de pedra e madeira destinadas a servir de local de veneração desses deuses não tinham vida nem conteúdo, mas os próprios deuses das nações eram reais porque por trás deles havia efetivos poderes demoníacos. Por sinal, não faria sentido dizer que Deus é maior que aqueles deuses se estes nem sequer existissem (cf. Dt 4.7; 10.17; Is 36.20). Seria mais ou menos como se o Senhor proclamasse: “Sou maior que o papai-noel!”

Os deuses eram e são reais. São demônios que inspiram falsas doutrinas e religiões e que combatem o Deus vivo e unicamente verdadeiro, bem como Sua Igreja. Defrontamo-nos com as “ciladas do diabo” (Ef 6.11), um adversário capaz de disfarçar-se de anjo “da luz” (2Co 11.14) e que nos ronda “como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5.8).

Será que realmente não cremos que esse inimigo real, com milênios de experiência e uma rede de demônios “semelhantes a deuses”, já não terá conseguido fazer estrago na Igreja do Deus vivo? Sempre que não estivermos vigilantes e não portarmos toda a armadura de Deus, expomo-nos ao ataque de seres muito mais poderosos do que nós, que terão todo o prazer em aproveitar-se dessa vulnerabilidade.

Infelizmente, muitas vezes nossa desunião também resulta de nos deixarmos atropelar por seduções demoníacas. Assim, por exemplo, presumimos o pior sobre o nosso próximo, não nos orientamos pelas diretrizes do Evangelho e do amor, somos vítimas de boatos e difamações e pisamos em armadilhas magistralmente projetadas sob medida para nós, cedemos a bajulações, aceitamos conselhos falsos ou agimos movidos pela ira. É frequente os conflitos entre cristãos serem regidos por ódio, fúria e amargura - e tais sentimentos certamente não provêm de Deus, em que existe apenas luz e nenhuma sombra.

Preciso julgar a mim mesmo: esquecemos com excessiva rapidez que somos criaturas facilmente influenciáveis, frágeis e dependentes, expostas a um combate cósmico que não poderemos vencer com nossas próprias forças. E isto, por sua vez, nos conduz ao quarto motivo da nossa divisão.

À medida que o fim se aproxima, esse combate espiritual torna-se cada vez mais violento e perigoso. A prosperidade que gozamos no Ocidente e a sedução que nos cerca por todos os lados podem turvar nossa visão para esta realidade. Todavia, o Novo Testamento esclarece que os tempos entre a cruz e a volta de Jesus são tempos finais “maus”, que vão piorando continuamente (cf. Hb 1.2; Ef 5.16; Mt 24-25). A respeito da Igreja, Paulo enfatiza em uma de suas cartas que “nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis” (2Tm 3.1), nos quais “os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder” (2Tm 3.2-5).

Note que, entre outras coisas, a falta de amor, a arrogância e a indisposição para reconciliação aumentarão nos últimos dias. Não sei até que ponto já penetramos nos tempos do fim, mas é inegável que hoje estamos mais perto do fim do que há 2.000 anos, e o aumento das características citadas acima em nossos dias deveria ao menos dar o que pensar. Não devemos espantar-nos pelo fato de hoje o cristianismo parecer mais separado do que no início. Os sinais dos últimos dias se infiltram na Igreja e, quanto mais o tempo avança, tanto pior será. É a profecia bíblica que o afirma.

Por isso chega a beirar o milagre que os cristãos mantenham algum tipo de unidade até hoje! A pergunta formulada no título está errada. Considerando as limitações da natureza humana, a infinita diferença da natureza de Deus, o poder demoníaco no mundo invisível e o anúncio bíblico dos tempos finais, seria mais razoável perguntar: por que os cristãos muitas vezes estão unidos? A resposta é: graças ao Espírito Santo.

O Espírito Santo é o Deus subestimado. Alguns Lhe atribuem suas próprias ideias absurdas, outros não esperam nada Dele. No entanto, nosso Deus não é biúno, mas triúno - e esta é a garantia da nossa segurança. Por meio do Espírito Santo, a plenitude de Deus habita em nós (Ef 1.13-14,17; 3.14-19). Ele é o Consolador e Apoio que acalma e sela o nosso coração indisposto, tempestuoso e frágil. É por isso que ainda conseguimos entender a Palavra de Deus (1Co 2.11). E por isso somos mais que os maiores profetas do Antigo Testamento e podemos realizar mais que os milagres de Jesus (Lc 7.28; Jo 14.12). Deus mesmo habita em nós, e já faz 2.000 anos que isto nos capacita a funcionar como povo sem rei visível, como “religião” sem santuário visível e como unidade orgânica sem parentesco de sangue. Pela fé em Jesus Cristo temos condições de ser um com pessoas das quais nos separam milhares de anos, milhares de quilômetros ou milhares de diferenças culturais. Esse milagre é muito maior do que tudo o que aconteceu no Antigo Testamento!

O que nos une não é nem a espada, nem o medo, nem uma nacionalidade, mas o Espírito Santo de Deus. O poder que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos está há 2.000 anos zelando para que os salvos adorem o Pai “em espírito e em verdade”, confessem o nome de Jesus e esperem por Sua volta. Este é o maior milagre que o mundo invisível jamais presenciou (Ef 3.9-10): a ilimitada plenitude de Deus em homens fracos, outrora caídos e ainda agora limitados.

É claro que agora se poderá objetar que tudo isso é muito bonito, mas que, apesar do Espírito Santo, não deixa de ser fato que ainda assim os crentes muitas vezes não têm unidade no Espírito. O que podemos fazer contra isso? No meu entender, só há uma resposta, que, entretanto, se refere apenas a diferenças de opinião (especialmente as teológicas) entre os cristãos. Portanto, não se trata da questão do que fazer quando outros crentes pecam contra nós por seu comportamento, seus atos, suas palavras ou suas omissões. Também não se trata de cristãos que tentam apelar para o Evangelho com o fim de disfarçar ou justificar seus pecados, como por exemplo a imoralidade, a avareza ou similares.

Antes de tudo precisamos reconhecer o seguinte: existe um bom motivo para os cristãos parecerem tão combativos. É sua missão. Paulo enfatiza que os bons líderes devem “silenciar“ falsos mestres e repreender “severamente“ crentes desviados (Tt 1.11,13). Tal como Paulo fez, eles não devem ceder nem “submeter-se nem por um instante” a “falsos irmãos infiltrados” (Gl 2.4-5). Os cristãos, e especialmente os líderes de igreja e pastores, não podem comprometer-se (cf. Tt 2.7). Os crentes precisam lutar pela sã doutrina (2Tm 1.13; Tt 1.9; 2.1). A questão que se impõe aqui é: quem na selva das confissões e denominações cristãs seria o portador da sã doutrina e quem deverá ser combatido? - A Bíblia fornece indicações.

Durante a sua prisão em Roma, Paulo soube que alguns cristãos (ou pseudocristãos) anunciavam o Evangelho com a intenção de prejudicá-lo. Ele se alegrou com isso porque para ele o principal era que Cristo fosse anunciado, “seja por motivos falsos ou verdadeiros” (Fp 1.15-18). Paulo não se importou em repreender aqueles criadores de conflitos. Para ele, esses homens não eram daqueles a quem se deveria “tapar a boca”. Portanto, para Paulo o sinal da sã doutrina não era que alguém pertencesse ao seu “grupo”, mas que a pessoa pregasse a Jesus Cristo. As cartas apostólicas esclarecem que pregar a Cristo é o mesmo que anunciar o Evangelho (cf. Rm 1.9,16; 10.15-16; 15.20; 16.25; 1Co 9.12; 2Co 11.4; Gl 1.6-11; 2.5,14, entre outros). Na última carta do apóstolo Paulo vemos que a pregação do Evangelho está estreitamente ligada à sã doutrina (2Tm 1.8; 2.8; 4.5). Quem reconheceu Jesus, reconheceu o Evangelho; quem reconheceu o Evangelho, reconheceu a sã doutrina - e vice-versa. Sã doutrina é o Evangelho!

Portanto, se na Carta aos Efésios Paulo espera de nós, cristãos, “conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.3), isto jamais será possível sem o Evangelho de Jesus Cristo. A seguir, Paulo demonstra por que os cristãos podem e devem ser unidos, porque somos 1) um só corpo, cremos 2) em um só Espírito, temos 3) uma mesma esperança, servimos 4) a um mesmo Senhor, compartilhamos 5) a mesma fé, praticamos 6) um só batismo e temos 7) um só “Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos” (Ef 4.4-6). Pode-se considerar isso um resumo da sã doutrina do Evangelho.

No entanto, o grande desafio está em oferecer um preenchimento concreto a esse envoltório. Uma questão crítica é, por exemplo, o único batismo. Será que com isso Paulo exclui o batismo de bebês ou não? Ou o que se entenderá por uma só esperança? Seria preciso que incluísse o Arrebatamento antes da Tribulação? O princípio que decidirá tudo é o exame pela pergunta: anuncia-se a Cristo?

Vamos deter-nos na controvérsia do batismo infantil. Martinho Lutero defendeu com veemência o batismo infantil e protestou contra os anabatistas. Não teria ele com isso entrado em contradição com o batismo único? Esta questão crítica pode ser uma boa medida do grau em que no nosso relacionamento com outros crentes somos mais determinados por nossos sistemas dogmáticos ou pelo propósito do apóstolo Paulo: o principal é que Cristo seja anunciado!

Em Marcos 16 vemos que o batismo se destina a crentes. Em Atos 16 vemos famílias inteiras sendo batizadas. Poderíamos, por um lado, afirmar com cem por cento de certeza que não havia criancinhas pequenas ali? Por outro lado, poderíamos afirmar com cem por cento de certeza que sequer havia crianças pequenas ali? Passados 2.000 anos, não temos como sabê-lo com certeza. O batismo único pode ser uma ênfase para o fato de que os cristãos devem batizar e ser batizados. Parece, todavia, que no mínimo se poderá discutir se apenas o crente adulto deveria ser batizado ou também todas as crianças de toda a sua casa com ele.

Poderíamos acaso afirmar que Martinho Lutero não tenha proclamado o Senhor Jesus Cristo? Um possível problema no nosso julgamento de outros crentes é que pretendemos uma unidade sobre um fundamento irrealista. Aceitamos apenas aqueles cristãos que concordarem conosco em praticamente todos os detalhes, e com isso transformamos criaturas falíveis no padrão de todas as coisas. O padrão da unidade, porém, é muito mais simples: trata-se do Evangelho de Jesus Cristo. Isto não significa que não devamos questionar equívocos na medida em que possamos avaliá-los, e muito menos tolerarmos pecado. Se simplesmente deixarmos valer todos porque citam o nome “Jesus”, não chegaremos a lugar nenhum. Mas convém examinar muito criteriosamente se realmente será necessário lutar e, se for, tratar de aplicar amor, tolerância e paz. E assim finalmente chegamos à resposta para o modo como podemos preservar a unidade.

A resposta ou palavra-chave chama-se humildade. Às vezes precisamos simplesmente nos retrair e considerar morto o nosso orgulho (Rm 6.11). Não é fácil, mas necessário. Se lermos atentamente a Carta de Tiago, perceberemos que seus destinatários tinham seus problemas com orgulho e arrogância. Todos queriam ensinar os outros e ser mestres da igreja. Então, porém, Tiago pergunta àqueles que tanto queriam ser a medida de todas as coisas: “Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria” (Tg 3.13). Isto representa um ataque ao nosso orgulho: nossa sabedoria e nosso entendimento em questões de doutrina não se depreende da nossa bem detalhada dogmática, mas do nosso trato manso com os outros. Esta é a verdadeira sabedoria.

“Se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de ‘sabedoria’ não vem dos céus, mas é terreno; não é espiritual, mas é demoníaco. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores” (Tg 3.14-18).

A unidade no Espírito será possível se demonstrarmos a genuína sabedoria do alto, e essa sabedoria não se manifesta em combatividade, em prepotência ou arrogância, mas na disposição de deixar predominar a mansidão, de exercer misericórdia e de buscar a paz.

Bem entendido: estas palavras constam do capítulo no qual Tiago diz que não convém muitos serem mestres, já que todos nós “muitas vezes” tropeçamos no uso da língua. A unidade no Espírito será possível se demonstrarmos a genuína sabedoria do alto, e essa sabedoria não se manifesta em combatividade, em prepotência ou arrogância, mas na disposição de deixar predominar a mansidão, de exercer misericórdia e de buscar a paz. Com isso, a unidade não começa primariamente com o cristão que na nossa opinião defende uma teologia equivocada e que será indispensável corrigir, mas em nós mesmos - em cada um muito pessoalmente.

Bons cristãos e mestres da Bíblia são pacificadores que se alegram quando Jesus Cristo é proclamado. Por isso Paulo diz: “Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.1-3).

O desafio para cada um de nós é não ser orgulhoso, mas humilde; não combativo, mas manso; não teimoso, mas misericordioso. É muito fácil denegrir outros crentes do púlpito, em e-mails, em circulares, em conversas “confidenciais” ou em revistas. A verdadeira grandeza e sabedoria segundo Tiago é algo bem diferente.

Nossa atitude em relação àqueles seguidores de Cristo que talvez não pensam exatamente como nós pode ser similar àquela revelada por Paulo: “Mas que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me” (Fp 1.18). (René Malgo - Chamada.com.br)

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Deus da paz vos santifique


Uma ressurreição plena

"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1Tessalonicenses 5.23-24).

Essa afirmação nos mostra que estaremos na presença de Jesus, com espírito, alma e corpo. Através da ressurreição seremos plenamente restaurados. Podemos ter total confiança na fidelidade de Deus e nas Suas promessas.

Os versículos acima encerram a carta aos Tessalonicenses. A única garantia que temos para alcançar o alvo, através de todos os desafios e todos os esforços próprios, é a fidelidade de Deus.

Apesar de todas as fraquezas que temos em nós, a fidelidade do Senhor nos leva ao Céu. Por isso também está escrito que Ele é o Autor e o Consumador da nossa fé, e é Quem iniciou a boa obra em nós. Ele haverá de completá-la.

Maranata!

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Não coma o pão da preguiça

Provérbios 31:27­


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Olha pelo governo de sua casa e não come ­o pão da preguiça.

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A mulher virtuosa está sempre ciente da s­ua família em todo o tempo. Ela não ignor­a qualquer uma das suas necessidades. Ela­ verifica o que poderia ajudá-los e vai b­uscá-los. Ela, como uma dona de casa, não­ leva a vida na flauta, e não gasta o seu­ tempo em sonecas adicionais, leituras, t­elefonemas, surfando na internet, olhando­ vitrines das lojas, ou recreando. Ela é ­muito diligente e trabalhadeira.

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Uma mulher sábia é prudente e redime o se­u tempo (Ef 5:15-16). Isto é, ela analisa­ a sua família por todos os ângulos. Ela ­não olha de uma maneira superficial e pas­sa por cima de detalhes. Ela não precisa ­que alguém lhe diga o que é preciso, porq­ue ela mesma já viu isso. Ela corre atrás­ do tempo ao não desperdiçar seu tempo e ­trabalhando com eficiência e energia, tan­to quanto possível.

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Uma mulher virtuosa é uma organizadora pr­udente (Pv 22:3). A vida nunca a pega de ­surpresa. Ela está preparada para quaisqu­er necessidades que possam surgir. Ela, c­om prudência, considera com antecipação a­quilo que será necessário e começa as pre­parações antes da crise chegar. Ela organ­iza e guarda coisas necessárias e úteis q­ue ajudarão a família nos dias por vir (P­v 6:8; 30:25).

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Uma mulher sábia tem iniciativa (Pv 13:4)­. Ela não é como uma criança. Ela não nec­essita que lhe peçam nem que lhe digam o ­que fazer, porque ela já pensou a respeit­o e já tomou suas providências! Ela não e­spera até o momento de levantar: ela leva­nta e já começa a trabalhar para a sua fa­mília (Pv 20:13; 24:30-34). Ela não fica ­parada esperando que uma necessidade de a­presente totalmente, pois ela vê quando a­ necessidade está a caminho e toma as sua­s providências.

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Uma mulher virtuosa é trabalhadeira (Pv 2­1:5). Ela não tem aversão, medo ou ressen­timento do trabalho duro. Ela gosta de tr­abalhar para a sua família. Ela de boa vo­ntade trabalha rápida e arduamente; ela n­ão se incomoda com a transpiração e a lab­uta. Ela vai buscar fundo o esforço adici­onal necessário para terminar até tarefas­ difíceis (Pv 31:17).

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Uma mulher sábia fica animada quando a qu­estão é a de edificar a sua família (Pv 1­4:1; 24:3; 31:28). Ela não a destrói atra­vés da preguiça ou da distração (Pv 11:29­; 14:1; Ec 10:18). E ela não se envolve n­as questões de outros lares (IITs 3:6-11;­ ITm 5:13; Tt 2:3-5).

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Escute o que a mãe do rei Lemuel consider­ou ser uma mulher perfeita (Pv 31:1-2 e 1­0-12). A predominante característica de u­ma grande mulher cristã é a sua diligênci­a, que é focada, enérgica e de esforço pe­rsistente. Que toda mulher tema o dormir ­demais, o surfar na internet, olhar as vi­trines das lojas, papagaiando ao telefone­, lendo ou assistindo a novelas.

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Não existem muitas mulheres virtuosas (Pv­ 31:10), especialmente nesta geração arro­gante e mimada (Is 3:16-26; IITm 3:1-7). ­A mulher cristã, mais ainda do que as mul­heres do mundo podem pensar que o papel d­elas é fácil como o de uma dona de casa. ­Experimente Provérbios 31:10-31, abaixo, ­para ver se é só isto (Pv 31:10-31)!

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