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sábado, 16 de setembro de 2017

Quem é Jesus Cristo?


Quem é Jesus Cristo? Diferentemente da pergunta “Deus existe?”, bem poucas pessoas perguntam se Jesus Cristo existiu ou não. Geralmente se aceita que Jesus foi de fato um homem que andou na terra, em Israel, há quase 2000 anos. O debate começa quando se analisa o assunto da completa identidade de Jesus. Quase todas as grandes religiões ensinam que Jesus foi um profeta, um bom mestre ou um homem piedoso. O problema é que a Bíblia nos diz que Jesus foi infinitamente mais do que um profeta, bom mestre ou homem piedoso.

C.S. Lewis, em seu livro Mero Cristianismo, escreve o seguinte: “Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.”

Então, quem Jesus afirmou ser? Segundo a Bíblia, quem foi? Primeiramente, vamos examinar as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro momento, pode não parecer uma afirmação em ser Deus. Entretanto, veja a reação dos judeus perante Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam o que Jesus havia dito como uma afirmação em ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus jamais corrige os judeus dizendo: “Não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: "Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Outro exemplo é João 8:58, onde Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras para atirar em Jesus (João 8:59). Ao anunciar Sua identidade como “Eu sou”, Jesus fez uma aplicação direta do nome de Deus no Velho Testamento (Êxodo 3:14). Por que os judeus, mais uma vez, se levantariam para apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que creram ser uma blasfêmia, ou seja, uma auto-afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus”. João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne”. Isto mostra claramente que Jesus é Deus em carne. Tomé, o discípulo, declarou a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28). Jesus não o corrige. O Apóstolo Paulo O descreve como: “...grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13). O Apóstolo Pedro diz o mesmo: “...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1:1). Deus o Pai também é testemunha da completa identidade de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8). No Velho Testamento, as profecias a respeito de Cristo anunciam sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Então, como argumentou C.S. Lewis, crer que Jesus foi um bom mestre não é opção. Jesus claramente e inegavelmente se auto-afirma Deus. Se Ele não é Deus, então mente, conseqüentemente não sendo também profeta, bom mestre ou homem piedoso. Tentando explicar as palavras de Jesus, “estudiosos” modernos afirmam que o “Jesus verdadeiramente histórico” não disse muitas das coisas a Ele atribuídas pela Bíblia. Quem somos nós para mergulharmos em discussões com a Palavra de Deus no tocante ao que Jesus disse ou não disse? Como pode um “estudioso” que está 2000 anos afastado de Jesus ter a percepção do que Jesus disse ou não, melhor do que aqueles que com o próprio Jesus viveram, serviram e aprenderam (João 14:26)?

Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A Salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo! A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

sábado, 9 de setembro de 2017

Não temais!


…Não temais…porque o Senhor é convosco. 2 Crônicas 20:17
Quando meu filho era pequeno, certa vez o levei comigo para buscar a sua cuidadora. Ao me aproximar da casa, vi que o seu cachorro grande estava deitado na varanda. Num primeiro relance, o cachorro parecia tranquilo. Mas, de repente, ele pôs-se em pé e atacou meu filho, que pulou, agarrando-se na minha perna, tentando subir até a minha cintura. De alguma forma, ele acabou se agarrando em meu pescoço e ombros.
Fiquei me defendendo do cachorro, que tentava me morder enquanto eu lhe dava um chute — até que veio o dono, para o meu alívio, e chamou a fera. Todos nós — o cachorro, meu filho e eu — escapamos ilesos.

Mais tarde, quando estávamos caminhando para o carro, meu filho olhou-me e disse: “Papai, vou a qualquer lugar com você.” A sua confiança estava na pessoa errada; eu posso falhar com ele, em algum momento. Muitas vezes relembro essas palavras quando estou amedrontado.

Quando, Moisés enfrentou circunstâncias incertas, ele implorou a Deus: “…rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos…” (Êxodo 33:13). O Senhor respondeu: “…A minha presença irá contigo…” (v.14).

Sempre que enfrentarmos circunstâncias temerosas ou nos confrontarmos com ataques furiosos, poderemos dizer com confiança: “Senhor, vou a qualquer lugar contigo.” — David H. Roper

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Saudades da casa de Deus

Salmo 84.1-8
Saudades da casa de Deus


Como eu amo o teu Templo,

ó SENHOR Todo-Poderoso!

Como eu gostaria de estar ali!

Tenho saudade dos pátios do Templo

de Deus, o SENHOR.

Com todo o meu ser, canto com alegria

ao Deus vivo.

Ó SENHOR Todo-Poderoso,

meu Rei e meu Deus,

perto dos teus altares

os pardais constroem o seu ninho,

e as andorinhas fazem a sua casa,

onde cuidam dos seus filhotes.

Felizes são os que moram na tua casa,

sempre cantando louvores a ti!

Felizes são aqueles que de ti

recebem forças

e que desejam andar pelas estradas

que levam ao monte Sião!

Quando eles passam

pelo Vale das Lágrimas,

ele fica cheio de fontes de água,

e as primeiras chuvas

o cobrem de bênçãos.

Enquanto vão indo, a força deles

vai aumentando;

eles verão o Deus dos deuses em Sião.

Escuta a minha oração,

ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso!

Ouve-me, ó Deus de Jacó!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Para ser um seguidor de Jesus

Lucas 14.28-33


Condições para ser seguidor de Jesus
Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”

— Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.

Jesus terminou, dizendo:

— Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

domingo, 6 de agosto de 2017

Se alimente da Palavra!


Enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força
(Neemias 8:10).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE NEEMIAS (Leia Neemias 8:1-12)

Neemias concede o lugar de honra a Esdras, o sacerdote, e uma impressionante cena acontece neste capítulo. Sabemos que Esdras era "escriba versado na Lei de Moisés" e por muito tempo havia "disposto o coração para? ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" (Esdras 7:6, 10). Portanto, que momento feliz quando, a pedido do povo, o desejo do coração de Esdras se cumpriu! Ele pôde ensinar e explicar a Palavra de Deus. Ao abri-la, Esdras não deixou de agradecer ao Senhor por ter dado essa Palavra, assim como hoje nas reuniões cristãs damos graças quando a Bíblia é explanada.

Para compreender a mensagem de Deus, não basta ser inteligente (v. 3); é necessário prestar atenção (v. 3b). Você faz isso nas reuniões coletivas e nas leituras domésticas? Somos alimentados e encorajados mediante a comunhão com o Senhor quando atentamos para a Sua Palavra (v. 12). Mas pensemos acerca das palavras "Enviai porções aos que não têm nada preparado para si"; isso significa que ninguém pode ser privado de se beneficiar daquilo que nos tem enriquecido.

Por fim, enfatizemos esse glorioso versículo: "A alegria do Senhor é a vossa força" (v. 10b). Que isso seja verdade em nossa vida!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O amigo inoportuno


Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.”

— E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.”

Jesus disse:

— Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar.

sábado, 22 de julho de 2017

E quem é a esposa?

"Eu sou o vosso esposo.” (Jeremias 3.14)

O Senhor Jesus Cristo está unido ao seu povo em casamento. Em amor, Ele desposou sua igreja como uma virgem pura, antes mesmo que ela caísse sob o jugo de servidão. Repleto de afeições intensas, Ele trabalhou arduamente pela igreja, assim como Jacó trabalhou por Raquel, até que todo o dinheiro da aquisição fosse pago.

sábado, 15 de julho de 2017

Jesus, Moisés e Elias

Jesus, Moisés e Elias
Mais ou menos uma semana depois de ter dito essas coisas, Jesus levou Pedro, João e Tiago e subiu o monte para orar. Enquanto orava, o seu rosto mudou de aparência, e a sua roupa ficou muito branca e brilhante. De repente, dois homens apareceram ali e começaram a falar com ele. Eram Moisés e Elias, que estavam cercados por um brilho celestial. Eles falavam com Jesus a respeito da morte que, de acordo com a vontade de Deus, ele ia sofrer em Jerusalém. Pedro e os seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse:

— Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

Pedro não sabia o que estava dizendo. Ele ainda estava falando, quando apareceu uma nuvem e os cobriu. Os discípulos ficaram com medo quando a nuvem desceu sobre eles. E da nuvem veio uma voz, que disse:

— Este é o meu Filho, o meu escolhido. Escutem o que ele diz!

Quando a voz parou, eles viram que Jesus estava sozinho. Os discípulos ficaram calados e naquela ocasião não disseram nada a ninguém sobre o que tinham visto.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Salmos 103:6

Quinta-feira, 13 de Julho de 2017 'O Senhor executa atos de justiça, e juízo a favor de todos os oprimidos.' Salmos 103:6

Às vezes na história do mundo, esta promessa de Deus parece ser uma miragem perante governos brutais, ódio racial e injustiça humana. Ao longo do tempo, porém, governos brutais são esmagados. Déspotas são enterrados. Indignação moral substitui complacência. Como pessoas do Reino, não acha que somos chamados para modelar a ética e valores da vontade de Deus? Então, vamos renovar a oração que Jesus nos ensinou: 'Seja feita a Sua vontade, assim na terra como nos céus'! E vamos demonstrar a vontade de Deus nas nossas famílias, amizades e igrejas!.

ORAÇÃO: Santo e justo Deus, eu sei que o Senhor se repugna mais do que nós ao ver a desumanidade que mancha nosso mundo e esmaga pessoas preciosas e inocentes. Por favor, Pai, mostre sua vontade e discipline aquelas nações que são cruéis na sua injustiça. Convença-nos, seu povo, de que como indivíduos e como congregações, devemos ser lugares de reconciliação, justiça, cura e esperança. Use-me, junto com meus irmãos e irmãs na nossa congregação, para mostrar sua justiça e santidade para com aqueles da nossa comunidade que precisam de liberdade de opressão, e que precisam de alguém que os ajude a defender a justiça em todas as áreas da vida. No nome de Jesus eu oro. Amém.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Namoro


No mundo contemporâneo, com todas as mudanças sociais e comportamentais, o namoro passou a ter um conceito bem diferente do de anos atrás. Para a juventude de hoje em dia, namorar significa ter uma intimidade exagerada.

E a isso pais e pastores precisam ficar atentos Quando um jovem ou um adolescente afirma para a família e para os amigos que está namorando, o que isso quer dizer? Bem… até alguns anos atrás, isso poderia significar que o casal estava conversando mais; que saía, mas sempre acompanhado (para não ficar “mal falado”); que até tinha algum contato físico, mas sem nenhum exagero, e, principalmente, que estava se preparando para o casamento. Hoje em dia, entretanto, o mundo moderno dita algumas regras para o namoro, principalmente por meio da mídia, que são totalmente contrárias ao real significado de namorar.

Estar namorando atualmente tem uma associação direta a “curtir” o outro, a ficar, a sair para se divertir e ter alguém como companhia, abusar da intimidade física e, principalmente, descobrir, através do sexo, se a outra pessoa é apta para, um dia, se tornar seu marido ou esposa. De forma geral, os relacionamentos de hoje são desenfreados, sem nenhum critério de afetividade. Para a maioria dos jovens, o que importa mesmo é a satisfação pessoal. Além disso, não há limites para a intimidade, que já fica explícita no primeiro encontro, com carícias mais quentes ou até mesmo um relacionamento sexual.

Um rapaz que já está na faculdade, por exemplo, e declara que ainda não transou com a namorada, sem dúvida, vira motivo de chacota entre os colegas. E a situação pode ficar ainda pior se ele afirmar que o namoro já dura alguns anos. Já uma jovem que conta para as amigas que está conversando com um rapaz e orando a Deus, pedindo orientação sobre se deve ou não namorar, vai, com certeza, receber um bombardeio de conselhos argumentando que, enquanto aguarda, pode ir “ficando” com ele, para conhecê-lo melhor.

Diante desse cenário, será que pais, pastores e demais líderes das igrejas estão preparados para abordar o tema “namoro” com os jovens e adolescentes de hoje em dia? Palestrantes experientes no tema afirmam que nos últimos cinco anos o teor das palestras sobre o assunto teve que ser totalmente refeito, assim como a faixa etária de quem as escuta precisou ser reduzida. Nas reuniões da juventude anos atrás, o alvo de uma palestra sobre sexo, por exemplo, era o jovem acima de 18 anos.

Atualmente, já há pastores que recomendam convocar os adolescentes de 11 anos para discutir o tema, e sem usar eufemismos para fugir dos tópicos mais polêmicos. E essa preocupação tem razão para existir. A Pesquisa Nacional de Demografia da Saúde da Mulher e da Criança, divulgada no início deste ano, apontou que a iniciação sexual está ocorrendo mais cedo, dos 13 aos 17 anos, e que 32,5% das jovens entrevistadas entre 15 e 19 anos admitiram ter tido a primeira relação sexual aos 15 anos. Há 10 anos, esse índice era de 11,5%. “Antes, a gente falava mais pontualmente sobre namoro para jovens de 17, 18 anos. Hoje, precisamos falar para os meninos e meninas de 11, 12 anos.

O mundo mudou muito nesses últimos anos e não podemos ficar só discutindo gravidez fora do casamento e doenças sexualmente transmissíveis. A Igreja precisa trabalhar esses assuntos de forma clara e direta. A Igreja tem ficado para trás porque, às vezes, fala somente do voto de castidade. Precisamos avançar, porque o mundo está apresentando uma realidade errada sobre o que é namoro, fora dos padrões de Deus”, declara o líder dos jovens da Associação Adventista Espírito-Santense, pastor Pedro Rodrigues da Silva Filho.

Ensinar quais são os princípios passados por Deus para a vida do homem é considerada a melhor forma de pais e líderes de igrejas instruírem os casais de namorados. Se eles entenderem o que é o melhor de acordo com o Senhor, correm menos risco de errar. “É preciso criar consciência no jovem e no adolescente e ensinar princípios bíblicos. Nas palestras que dou pelo País, sempre pergunto aos pais: ‘vocês querem filhos obedientes ou responsáveis?’.

A primeira resposta é sempre ‘obediente’. No entanto, obediente só obedece ao que você diz. O responsável obedece e entende o que foi passado. A Igreja precisa ensinar, mas há muitos pastores que têm medo de falar sobre esse tema. Essa geração quer ouvir isso, e se não ouvir nas igrejas vai ouvir na rua, na internet. Não devemos ficar criando regras, com o que pode e o que não pode fazer; precisamos ensinar princípios bíblicos, que serão levados muito adiante pelos jovens e adolescentes”, afirma o líder do Ministério Hombridade, da Universidade da Família, Samuel Costa.

O papel dos líderes

Mesmo sem falar de forma clara como deve ser o namoro cristão, há muitas denominações que adotam uma postura mais firme em relação a essa fase da vida e chegam a acompanhar de perto o início do namoro e o decorrer do relacionamento até a data do casamento. Alguns casais precisam, inclusive, pedir autorização do pastor para começar o namoro, e ele ainda estabelece regras para os jovens enamorados.

“Há pastores que delimitam dias e horários para os encontros e até dão prazo para o casal se casar. No entanto, quem tem que consentir com o namoro são os pais dos jovens, e não o pastor. Este tem o papel de orientar, falar sobre como deve ser o padrão do namoro, desenvolver estudos sobre sexualidade, preparar o casal para o casamento”, afirma o pastor da Primeira Igreja Batista em Santa Mônica, Vila Velha, Davi Nogueira.

Ele dá algumas orientações para os pais sobre como instruir os filhos na vida afetiva. O primeiro passo é declarar se a garota ou garoto escolhido agrada à família. Em segundo lugar, é necessário alertar que o filho/a não deve perder o foco dos estudos. Em terceiro, ressaltar explicitamente o fato de que a sexualidade será aflorada e, por isso, é melhor tomar alguns cuidados na hora das carícias. “Eu indico que os pais delimitem dias e horários para o filho namorar, seja em casa ou para sair, e que não autorizem um namorado dormir na casa do outro. Hoje, há uma liberdade muito grande nos namoros, mas é preciso criar regras, porque o Diabo esperar oportunidades para agir”, acrescenta o pastor Davi Nogueira.

Essa liberdade é vista tranquilamente na frequência com que os casais de namorados se encontram, e isso sem contar com as visitas virtuais, graças ao boom da internet. “Há muita informação errada sendo passada para os jovens através da internet. Há crianças de 8 anos nas igrejas que já estão namorando, e a referência que elas têm são os amigos da escola, das redes sociais. Hoje, uma menina de 10 anos parece que tem 15, e não apenas pelo corpo, mas pela mente mesmo; já está lá na frente, inclusive na área emocional.

Os pastores precisam orientar espiritualmente, mas o controle do namoro deve ficar a cargo dos pais”, argumenta o obreiro na Igreja Assembleia de Deus do Ibes, pastor Cleber Souza.
Nas palestras que faz sobre namoro, o pastor compara essa fase da vida com o Tabernáculo de Deus para que os jovens e adolescentes entendam qual deve ser o grau de intimidade que um casal enamorado deve ter. A Bíblia explica que o Tabernáculo possuía três ambientes — pátio, lugar santo e santíssimo.

A orientação é adotar essas três posturas no início da caminhada a dois.“O pátio ainda é fora do templo, é o lugar onde se queima a carne e que representa o namoro. Já o lugar santo é para queimar incenso, ouvir a Palavra de Deus. É o ambiente que representa o noivado, e aqui ainda é possível voltar para o pátio se algo der errado. Já o lugar santíssimo é onde Deus revela as coisas santas, é onde o Maná está escondido. Não dá mais para voltar quando se alcança esse estágio”, exemplifica o pastor Cleber Souza.

É hora de cortejar!

Os pais e pastores podem achar que “ficar” é o que há de mais moderno entre os relacionamentos dos jovens e adolescentes. Mas não é. Esse verbo, até há alguns poucos anos, significava ficar com apenas uma pessoa durante um período do dia, durante um passeio, uma festa. Hoje em dia, há jovens que “ficam” com três ou quatro em uma mesma noite. Ou seja, esse verbo virou sinônimo de beijar. E há até disputas de quem “fica” mais.

Mas, no meio de tanta “modernidade” nos relacionamentos, parece haver uma luz no fim do túnel. Como em um resgate aos tempos antigos, há igrejas que estão adotando outro verbo para iniciar a preparação para o namoro: “cortejar”.

Na Missão Evangélica Praia da Costa, em Vila Velha, liderada pelo pastor Simonton de Araújo, quem tiver interesse em namorar alguém deve primeiro passar seis meses, no mínimo, cortejando o outro. A medida, que é uma orientação e não uma obrigação, é válida a partir dos adolescentes de 14 anos e já vem sendo adotada há cerca de cinco anos.“Cortejar é o contrário de ficar; é o princípio, é um tempo de conversa entre a garota e o garoto, com os pais deles, com o pastor e, principalmente, com Deus. Após esse período, eles definem se vão começar a namorar ou não. O interessante é que apresentamos essa ideia e todos têm aderido, inclusive os mais velhos, jovens com 30 anos, por exemplo”, declara Simonton Araújo.

Durante esse período da corte, o casal não pode ficar sozinho e não há carícias. “Em Provérbios, o rei Salomão diz que peca quem se precipita (Provérbio 19:2) e isso é verdade também nos relacionamentos afetivos. A saúde do namoro está em terminar antes mesmo de começar. O período da corte serve para analisar se o parceiro tem algo além de beijo, beijo e sexo. E muitos têm descoberto isso e agradecido a Deus por não terem começado o namoro, se não iriam sair feridos emocionalmente”, acrescenta o pastor.

E para não dizer que essas atitudes só funcionam com as outras pessoas, o próprio filho do pastor, o adolescente Matheus Araújo, 16 anos, está fazendo corte a uma menina da igreja. Segundo ele, na escola, os colegas estranharam quando ele revelou que está cortejando alguém e brincam dizendo que fazer a corte é “namorar sem beijar”. “Essa é uma das ideias da corte, mas é um pensamento errado achar que é só isso. É um período muito bom para conhecer a menina, a família dela. A gente ora e conversa muito. Os meus colegas de escola ficam implicando, mas normalmente têm muitas dúvidas e, quando eu explico, até entendem. Eu não tenho dificuldade em esperar para começar a namorar. Prefiro assim porque sei que tem mais chance de dar certo”, conta Matheus.

Afinal, devem existir regras para os casais de namorados, quanto a horário, vestimenta, lugares para sair? Esse tópico tem rendido palestras, mensagens e até livros. “Na verdade, na parceria entre pais e filhos precisa haver negociações baseadas na confiança de ambas as partes. O canal de comunicação deve estar aberto e transparente, eles devem juntos colocar essas coisas de forma clara na mesa. Mas o que falta é preparação dos pais para isso. Não é promover a liberalidade e sim ter acordos, limites e margens baseados em princípios e valores cristãos e da família. Quanto e quando os pais estão investindo no valor da aliança de casamento junto aos seus filhos? Que tipo de preparo têm feito para incutir isso não na mente e sim no coração de seus filhos?”, questiona o diretor do Veredas Antigas, da Universidade da Família, Marcelo Gatti Staut.

Pais, pastores e líderes das igrejas precisam estar atentos e atualizados sobre o tema e conversar mais com os jovens e adolescentes para saber como eles têm enxergado e encarado esse assunto no dia a dia. Ainda é possível construir namoros saudáveis perante os padrões do Pai, lembrando sempre que o tipo de relacionamento atual pode ter mudado no mundo, mas os ensinamentos de Deus permanecem intactos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Qual é a melhor religião?


Os restaurantes de fast food nos seduzem permitindo-nos pedir a nossa comida exatamente como nós a queremos. Algumas cafeterias exibem mais de cem sabores e variedades de café. Mesmo quando compramos casas e carros, nós podemos procurar por um com todas as opções e recursos que desejamos. Não vivemos mais num mundo de chocolate, baunilha e morango. A escolha reina! Você pode encontrar praticamente qualquer coisa de acordo com seus gostos e necessidades pessoais.

Então que tal uma religião que seja certa para você? Que tal uma religião sem culpa, que não exige nada e que não está cheia de faças e não-faças? Está bem aí, bem como eu descrevi, mas a religião é algo a ser escolhido como o seu sabor de sorvete favorito?

Há muitas vozes pedindo a nossa atenção, então por que alguém deveria considerar Jesus acima de, vamos dizer, Maomé ou Confúcio, Buda, ou Charles Taze Russell, ou Joseph Smith? Afinal, todas as estradas não o levam para o Céu? Todas as religiões não são basicamente a mesma coisa? A verdade é que todas as religiões não o levam para o Céu, da mesma forma que nem todas as estradas o levam para São Paulo.

Somente Jesus fala com a autoridade de Deus porque somente Jesus derrotou a morte. Maomé, Confúcio e os outros estão se decompondo em suas sepulturas até o dia de hoje, mas Jesus, pelo Seu próprio poder, saiu da tumba três dias depois de morrer numa cruel cruz romana. Qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido.

As provas a favor da ressurreição de Jesus são irrefutáveis. Primeiro, houve mais de quinhentas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado! São muitas testemunhas. Quinhentas vozes não podem ser ignoradas. Há também a questão da tumba vazia; os inimigos de Jesus poderiam simplesmente ter acabado com toda a conversa sobre a ressurreição exibindo o Seu corpo morto e decadente, mas não havia corpo morto para eles exibirem! A tumba estava vazia! Poderiam os discípulos ter roubado o Seu corpo? Dificilmente. Para impedir que isso acontecesse, a tumba de Jesus havia sido fortemente guardada por soldados armados. Considerando que Seus seguidores mais próximos haviam fugido com medo durante a prisão e crucificação de Jesus, é pouco provável que este bando de pescadores assustados teriam ido corpo-a-corpo contra soldados treinados e profissionais. O simples fato é que a ressurreição de Jesus não pode ser explicada!

Mais uma vez, qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido. Jesus provou o Seu poder sobre a morte, portanto nós devemos ouvir o que Ele diz. Jesus diz ser o único caminho para a salvação (João 14:6). Ele não é um caminho; Jesus não é um de vários caminhos, mas é o caminho.

E este mesmo Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Este é um mundo duro e a vida é difícil. Muitos de nós estão ensangüentados, arranhados e feridos pelas batalhas. Concorda? Então o que você quer? Restauração ou mera religião? Um Salvador vivo ou um de vários “profetas” mortos? Uma relação com significado ou rituais vazios? Jesus não é uma escolha – Ele é a escolha!

Jesus é a “religião” certa se você está procurando por perdão (Atos 10:43). Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma relação significativa com Deus (João 10:10). Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma morada eterna no Céu (João 3:16). Deposite a sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador – você não vai se arrepender! Confie nele para o perdão dos seus pecados – você não vai se desapontar.

Se você quer ter uma “relação correta” com Deus, aqui está uma simples oração. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvá-lo. Somente confiando em Cristo você pode ser salvo de seu pecado! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer a Ele por prover a sua salvação. “Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Versículo de hoje


Versículo do Dia:“Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar.” (Salmos 119.49)

Seja qual for a sua necessidade, você pode encontrar neste exato momento uma promessa nas Escrituras referente a ela. Você está fatigado por conta de ser áspero o seu caminho? Eis a promessa: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40.29). Quando você ler essa promessa, apresente-a novamente ao grande Prometedor e peça-Lhe que cumpra as suas próprias palavras.

Você está procurando a Cristo e anela ter comunhão mais íntima com Ele? Esta promessa brilha como uma estrela para você: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5.6). Apresente continuamente esta promessa ao trono da graça. Não peça nada mais; entretanto, dirija-se a Deus muitas vezes, dizendo-Lhe: “Ó Senhor, Tu o disseste; faze como tens dito”. Você está aflito por causa de algum pecado ou sobrecarregado com o enorme peso de suas iniquidades? Ouça estas palavras: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25). Em si mesmo, você não tem mérito para pedir o perdão dele, mas peça suas promessas escritas e Ele as cumprirá. Está com medo de não conseguir manter-se firme até ao fim, findando reprovado mesmo após ter se imaginado um filho de Deus? Se esta é a sua condição, apresente estas palavras no trono da graça: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti” (Isaías 54.10). Se você perdeu o agradável senso da presença do Salvador e está buscando-O porque tem o coração entristecido, lembre-se: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros” (Malaquias 3.7). “Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (Isaías 54.7). Fundamente a sua fé na Palavra de Deus. Não importa quais são as suas necessidades ou os seus temores, dirija-se ao seu Pai celestial e diga-Lhe: “Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar”.

domingo, 25 de junho de 2017

Oremos

Inglaterra e País de gales:
Ore por nosso trabalho para engajar os três públicos -alvo de nossa missão com a Bíblia: os engajados com a Bíblia nas igrejas, os não engajados com a Bíblia nas igrejas e os "espiritualmente abertos" na sociedade como um todo. Desejamos oferecer às pessoas, em nosso contexto, a oportunidade de vivenciar as Escrituras. Ore para que nosso trabalho de promoção da Bíblia inspire as igrejas a compartilharem a Bíblia com as comunidades que elas atendem.
Localização: Europa
Capital: Londres e Cardiff
População: 56,5 milhões
Idiomas: inglês, galês, manês, córnico
Religião: cristãos: 43,8%; sem religião: 48,5%;
outras: 7,7%


Iraque:
Após o registro formal da Sociedade Bíblica no Curdistão, foi oferecido terreno para construir uma Casa da Bíblia em Erbil. Ore por recursos para concluí -la. Peça também pelo programa Recuperação de Traumas, pela proteção de Deus à nossa equipe e pela Igreja no Iraque.
Localização: Oriente Médio
Capital: Bagdá
População: 33,42 milhões
Idioma: árabe
Religião: muçulmanos: 95%; cristãos: 5%


Irlanda:
Louve a Deus pelas conquistas alcançadas para a disseminação da Palavra de Deus neste país. Ore para que a Sociedade Bíblica desse país consiga semear os ensinamentos sagrados entre as diferentes gerações, especialmente os jovens e crianças. Peça também por projetos de publicações que atraiam cada vez mais pessoas para a mensagem bíblica.
Localização: Europa Ocidental
Capital: Dublin
População: 4,67 milhões
Idiomas: irlandês e inglês (oficiais), gaélico
Religião: católicos: 84,7%;
Igreja da Irlanda: 2,7%; outras igrejas cristãs: 2,7%;
muçulmanos: 1,1%; outras: 1,7%;
nenhuma: 5,7%; não especificada: 1,5%





Sociedade Bíblica do Brasil | Semeando a Palavra que transforma Vidas
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domingo, 18 de junho de 2017

Como posso vencer o pecado?


A Bíblia apresenta vários recursos diferentes para nos ajudar em nossos esforços para vencer o pecado. Nesta vida, nunca seremos perfeitamente vitoriosos sobre o pecado (1 João 1:8), mas esse ainda deve ser o nosso objetivo. Com a ajuda de Deus, e ao seguir os princípios da Sua Palavra, podemos progressivamente vencer o pecado e nos tornar mais e mais como Cristo.

O primeiro recurso que a Bíblia menciona em nosso esforço para vencer o pecado é o Espírito Santo. Deus nos deu o Espírito Santo para que possamos ser vitoriosos na vida cristã. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nessa passagem, somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já possuem o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher consistentemente seguir a direção do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguir a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer é demonstrada na vida de Pedro, o qual, antes de ser cheio do Espírito Santo, negou Jesus três vezes -- e isso depois de dizer que seguiria a Cristo até a morte. Depois de ser cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente com os judeus no Pentecostes.

Andamos no Espírito quando tentamos não apagar a Sua direção (como mencionado em 1 Tessalonicenses 5:19) e ao invés disso buscamos estar cheios do Espírito (Efésios 5:18-21). Como se pode ser cheio do Espírito Santo? Em primeiro lugar, é escolha de Deus assim como era no Antigo Testamento. Ele selecionou indivíduos para realizar uma obra que queria que fosse cumprida e encheu-os com o Seu Espírito (Gênesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; 1 Samuel 10:10). Há evidências em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 de que Deus escolhe encher aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus. Isso nos leva ao segundo recurso.

A Palavra de Deus, a Bíblia, diz que Deus nos deu a Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela nos ensina a como viver e em que acreditar, revela quando escolhemos caminhos errados, ajuda-nos a voltar ao caminho certo e a permanecer neste caminho. Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar em nossos corações para erradicar e superar os pecados mais profundos do coração e da atitude. O salmista fala sobre o poder transformador da Palavra de Deus em Salmo 119. Josué disse que a chave do sucesso para vencer seus inimigos era não se esquecer deste recurso, mas meditar nela dia e noite e obedecê-la. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fazia sentido (como uma estratégia militar), e esta foi a chave para a sua vitória em suas batalhas pela Terra Prometida.

A Bíblia é um recurso que muitas vezes não levamos a sério. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para a igreja ou ao lermos um devocional diário ou um capítulo por dia, mas falhamos em memorizá-la, meditar nela ou em aplicá-la em nossas vidas; falhamos em confessar os pecados que ela revela ou em louvar a Deus pelos Seus dons. Quando se trata da Bíblia, muitas vezes somos ou anoréxicos ou bulímicos. Ou ingerimos apenas o suficiente da Palavra de Deus para manter-nos vivos espiritualmente (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos), ou nos alimentamos frequentemente sem nunca suficientemente meditarmos nela para conseguir nutrição espiritual.

É importante, se você ainda não tiver o hábito de diariamente estudar e memorizar a Palavra de Deus, que você comece a fazê-lo. Alguns acham que é útil começar um diário. Crie o hábito de não deixar a Palavra até que tenha escrito algo que aprendeu. Alguns registram orações para Deus, pedindo-Lhe que os ajude a mudar nas áreas sobre as quais Ele falou aos seus corações. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18).

Um terceiro recurso fundamental na nossa batalha contra o pecado é a oração. Novamente, é um recurso que os cristãos frequentemente dão valor da boca para fora mas que raramente usam. Temos reuniões de oração, momentos de oração, etc., mas não usamos a oração da mesma forma que a igreja primitiva (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3). Paulo repetidamente menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11, Lucas 18:1-8, João 6:23-27, 1 João 5:14-15), e Paulo inclui a oração em sua passagem sobre como se preparar para a batalha espiritual (Efésios 6:18).

Quão importante é a oração para vencer o pecado em nossas vidas? Temos as palavras de Cristo a Pedro no Jardim do Getsêmani, pouco antes da negação de Pedro. Enquanto Jesus ora, Pedro está dormindo. Jesus o acorda e diz: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mateus 26:41). Nós, como Pedro, queremos fazer o que é certo, mas não encontramos forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo - e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). A oração não é uma fórmula mágica. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e voltar-nos a Ele para encontrar a força de fazer o que Ele quer que façamos, não o que queremos fazer (1 João 5:14-15).

Um quarto recurso em nossa guerra para vencer o pecado é a igreja, a comunhão de outros crentes. Quando Jesus enviou Seus discípulos, Ele os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Os missionários em Atos não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus ordena que não deixemos de congregar-nos juntos, mas que usemos esse tempo para encorajar uns aos outros em amor e boas obras (Hebreus 10:24). Ele nos diz para confessarmos os nossos pecados uns aos outros (Tiago 5:16). Na literatura sapiencial do Antigo Testamento, aprendemos que como o ferro afia o ferro, um homem afia o outro (Provérbios 27:17). Há força em grupos (Eclesiastes 4:11-12).

Muitos cristãos acham que ter um parceiro para prestação de contas pode ser um benefício enorme em superar pecados teimosos. Ter uma outra pessoa que possa falar com você, orar com você, encorajá-lo e até mesmo repreendê-lo é de grande valor. A tentação é comum a todos nós (1 Coríntios 10:13). Ter um parceiro ou um grupo de prestação de contas pode nos dar a dose final de encorajamento e motivação de que precisamos para superar até mesmo os mais teimosos dos pecados.

Às vezes a vitória sobre o pecado vem rapidamente. Outras vezes, a vitória vem mais devagar. Deus prometeu que ao fazermos uso de Seus recursos, Ele vai progressivamente trazer mudanças em nossas vidas. Podemos perseverar em nossos esforços para vencer o pecado porque sabemos que Ele é fiel às Suas promessas.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Por que eu não devo cometer suicídio?


O meu coração compreende aqueles que têm pensamentos de terminar com suas próprias vidas através do suicídio. Se isto ocorre com você agora, deve haver muitas emoções, como sentimentos de desesperança e desespero. Você pode ter a sensação de estar no mais fundo dos poços, e você duvida que haja algum raio de esperança de que as coisas possam melhorar. Ninguém parece se importar ou entender o que está acontecendo. A vida simplesmente não vale a pena ser vivida... ou será que vale?

Muitos, uma hora ou outra, experimentam emoções debilitantes. As perguntas que vinham à minha mente quando eu estava em um poço emocional eram: “De alguma forma, há a chance de isso ser da vontade de Deus, que me criou?” “Será que Deus é pequeno demais para poder me ajudar?” “ Será que meus problemas são grandes demais para Ele?”

Fico feliz em dizer a você que se você gastar uns poucos momentos para considerar deixar que Deus verdadeiramente seja Deus em sua vida agora, Ele provará o quão grande Ele realmente é! “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). Talvez cicatrizes de sofrimentos passados tenham causado um ameaçador senso de rejeição ou abandono. Isto pode levar à auto-piedade, raiva, amargura, pensamentos ou caminhos de vingança, medos doentios, etc., que vêm causando problemas em alguns de seus mais importantes relacionamentos. Entretanto, o suicídio apenas serviria para trazer devastação aos que você ama e nunca teve a intenção de ferir; feridas emocionais com as quais eles teriam de lidar pelo resto de suas vidas.

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, não importa quão más as coisas possam estar em sua vida, há um Deus de amor que está esperando que você o deixe guiá-lo através de seu túnel de desespero, e saindo dele, indo em direção a Sua maravilhosa luz. Ele é sua esperança certa. Seu nome é Jesus.

Este Jesus, o Filho de Deus, sem pecado, se identifica com você nos seus momentos de rejeição e humilhação. De Jesus escreveu o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (chicotadas) fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:2-6).

Amigo, tudo isto Jesus Cristo suportou para que você pudesse ter todos os seus pecados perdoados! Qualquer que seja o peso de culpa que você vem carregando, saiba que Ele perdoará se você humildemente se arrepender (se voltar para Deus, abandonando seus pecados). “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:15). Nada do que você possa algum dia ter feito é tão ruim que Jesus não perdoe. Alguns de Seus servos mais seletos da Bíblia cometeram pecados horrendos, como assassinato (Moisés), adultério (Rei Davi), e abuso físico e emocional (O Apóstolo Paulo). Ainda assim, encontraram perdão e uma vida nova e abundante no Senhor. “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado” (Salmos 51:2). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, Deus está pronto para consertar o que está “quebrado”... especificamente, a vida que você tem agora, que você quer por fim através do suicídio. O profeta Isaías escreveu: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (...) a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes (...) que se lhes dê glória (coroa de beleza) em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1-3).

Venha a Jesus, a deixe que Ele restaure sua alegria e valor enquanto confia nele para começar uma nova obra em sua vida. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:12, 15-17).

Você quer aceitar o Senhor como seu Salvador e Pastor? Ele guiará seus pensamentos e passos, um dia de cada vez, através de Sua Palavra, a Bíblia. “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmos 32:8). “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor será o seu tesouro” (Isaías 33:6). Mesmo estando em Cristo, você terá lutas, mas você, agora, terá ESPERANÇA. Ele é “um Amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24). Que a graça do Senhor Jesus esteja com você em sua hora de decisão.

Se você deseja confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga estas palavras a Deus, em seu coração. “Deus, eu preciso de Ti em minha vida. Por favor, perdoa-me por tudo o que eu fiz. Eu coloco minha fé em Jesus Cristo e creio que Ele é meu Salvador. Por favor, limpa-me, cura-me, e restaura minha alegria de viver. Agradeço por Seu amor por mim e pela morte de Jesus em meu lugar.”

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Toda árvore que não dá fruto ...


Ai!

“Todo ramo... que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda” (João 15.2).

É algo impressionante andar entre as árvores coloridas do pomar num dia ensolarado de outono. O Criador permitiu o crescimento de uma grande variedade de frutas para nosso prazer. No entanto, após a colheita, chega o agricultor e poda os galhos. Vemos então as árvores desgalhadas e os parreirais com aspecto de que foram maltratados. E isso que há pouco eles produziram tanto, a ponto de quase suspirar sob o peso dos frutos em seus galhos. É algo incompreensível para um leigo!

Quem quiser produzir frutos em sua vida não consegue se escapar da poda. Não deveria ser motivo de estranhar se o Viticultor considera sua vida tão valiosa que aplica a tesoura para podar, para que produza ainda mais frutos. Pergunta-se, porém, se também os galhos produtivos mais úteis precisam ser podados?

O viticultor avalia cada ramo. Cada um. Sem exceção. Se ele estiver ligado à videira, ele a limpa. Nessa vida, a promessa de limpeza por meio de uma intervenção dolorosa é feita para os bons e não para os maus. O resultado dos recursos dolorosos é mais do que compensador. Se desejarmos produzir frutos para o Senhor Jesus, podemos estar tranquilos de que a mão amorosa e suave do nosso Viticultor celestial fará exatamente aquilo que for da amorosa vontade dele.

Não atente para os sussurros do inimigo dizendo que a mão do Viticultor seja muito brutal ao cortar. O olhar do Pai examina os galhos produtivos e ele aplica a eles a sua honra para que, ao final, somente ele seja glorificado. O Pai celestial é glorificado com mais frutos, e frutos permanentes! Aquele que em sua vida nunca sentiu a mão limpadora do Viticultor e que só espera dias bons e prazer precisa verificar em que tipo de ramo ele está enxertado.

De que maneira, porém, podemos produzir frutos? O segredo é a ideia: “Permaneçam em mim”. Quando iniciei minha vida cristã, muitas vezes eu cometia o erro de me preocupar com a qualidade do fruto ao invés de me concentrar na ligação íntima com a videira. Tentei muitas vezes viver de maneira agradável a Deus por meio de esforços carnais. Eu mesmo determinava o que seria um fruto bom. No entanto, eu sempre me desesperava com minha instável firmeza espiritual. O irmão Werner Heukelbach, que sofria de dolorosa Angina pectoris, certa vez orou de modo comovente: “Senhor Jesus, corte, corte mais fundo, separe aquilo que não te agrada”. Um irmão que o acompanhava disse em seguida que, ao ouvir essas palavras, ele sentiu como se uma ducha gelada escorresse em suas costas. E quanto o Senhor cortou! Quantas bênçãos resultaram desse ramo!

Você, no entanto, não precisa orar dessa maneira, pois o seu Pai celestial sabe muito bem o que pode exigir de você. A estrofe do cântico a seguir mostra o significado de viver em íntima ligação com a videira: “Olhe somente para Jesus, veja unicamente a sua face e as coisas do mundo obscurecerão e ficarão pequenas à luz da sua glória”. Assim, entregue a avaliação da sua situação confiadamente ao seu Pai celestial. Ele sabe das suas aptidões, sejam quais forem. O consolo contido nessa promessa de produzir frutos é tão grande que pode ser comparado à riqueza, saúde e honra.

Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata.
Esteja tranquilo, pois seu Pai celestial também sabe das suas noites sofridas e de insônia. Ele sabe de suas lágrimas secretas. Ele conhece também os limites da sua capacidade de suportar cargas. Ele nunca colocará uma responsabilidade maior do que você consegue suportar. Em suas situações de sofrimento, ele tornará em realidade as suas palavras: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Coríntios 12.9).

Quando não conseguimos superar determinadas coisas, precisamos nos submeter a elas. O potencial da força da graça de Deus está à sua disposição. Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata. E é nessa força de Deus que encontramos a vitória! — Manfred Paul

quinta-feira, 18 de maio de 2017

As 4 Leis Espirituais


As Quatro Leis Espirituais são uma forma de compartilhar as boas novas da salvação disponíveis através da fé em Jesus Cristo. Trata-se de uma forma simples de organizar a informação importante do Evangelho em quatro pontos.

A primeira das quatro leis espirituais é: “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida.” João 3:16 nos diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 10:10 nos dá a razão pela qual Jesus veio: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” O que está nos bloqueando do amor de Deus? O que está nos impedindo de ter uma vida abundante?

A segunda das Quatro Leis Espirituais é: “A humanidade está corrompida pelo pecado e portanto está separada de Deus. Como resultado, nós não podemos conhecer o maravilhoso plano de Deus para as nossas vidas.” Romanos 3:23 afirma: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Romanos 6:23 nos dá as conseqüências do pecado: “Porque o salário do pecado é a morte.” Deus nos criou para termos comunhão com Ele. No entanto, a humanidade trouxe o pecado para o mundo, e portanto está separada de Deus. Nós arruinamos nosso relacionamento com Ele, relacionamento este que Deus tinha a intenção de que nós tivéssemos. Qual é a solução?

A terceira das Quatro Leis Espirituais é: “Jesus Cristo é a única provisão de Deus para o nosso pecado. Através de Jesus Cristo, nós podemos ter os nossos pecados perdoados e restaurar uma relação correta com Deus.” Romanos 5:8 nos diz: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” 1 Coríntios 15:3-4 nos informa do que nós precisamos saber e acreditar para sermos salvos: “...que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” O próprio Jesus declara que Ele é o único caminho para a salvação em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim.” Como posso receber este maravilhoso dom da salvação?

A quarta das Quatro Leis Espirituais é: “Nós devemos depositar a nossa fé em Jesus Cristo como Salvador para que possamos receber o dom da salvação e conhecer o maravilhoso plano de Deus para as nossas vidas.” João 1:12 descreve isto para nós: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Atos 16:31 diz muito claramente: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” Nós podemos ser salvos unicamente pela graça, unicamente pela fé, unicamente em Jesus Cristo (Efésios 2:8-9).

Se você quer acreditar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga as seguintes palavras a Deus. Dizer estas palavras não irá salvá-lo, mas confiar em Cristo irá! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer por prover a sua salvação. “Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

sábado, 13 de maio de 2017

A Estrada de Romanos


A Estrada de Romanos para a salvação é uma forma de compartilhar as boas novas da salvação utilizando versículos do livro Bíblico de Romanos. É um simples mas poderoso método para explicar por que nós precisamos da salvação, como Deus providenciou a salvação, como nós podemos receber a salvação e quais os resultados da salvação.

O primeiro versículo na Estrada de Romanos para a salvação é Romanos 3:23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Nós todos pecamos. Nós todos fizemos coisas que são desagradáveis a Deus. Não há ninguém que seja inocente. Romanos 3:10-18 nos dá uma imagem detalhada de como é o pecado nas nossas vidas. A segunda Escritura na Estrada de Romanos para a salvação, Romanos 6:23, nos ensina sobre as conseqüências do pecado - “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” A punição que nós ganhamos pelos nossos pecados é a morte - não apenas morte física, mas morte eterna!

O terceiro versículo na Estrada de Romanos para a salvação retoma onde Romanos 6:23 parou: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Jesus Cristo morreu por nós! A morte de Jesus pagou o preço dos nossos pecados. A ressurreição de Jesus prova que Deus aceitou a morte de Jesus como pagamento pelos nossos pecados.

A quarta parada na Estrada de Romanos para a salvação é Romanos 10:9: “Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Por causa da morte de Jesus em nosso favor, tudo o que nós temos a fazer é acreditar Nele, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – e nós seremos salvos! Romanos 10:13 diz mais uma vez: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Jesus morreu para pagar a pena pelos nossos pecados e nos resgatar da morte eterna. A salvação, o perdão dos pecados, está disponível para qualquer um que confiar em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

O aspecto final da Estrada de Romanos para a salvação é o resultado da salvação. Romanos 5:1 tem esta maravilhosa mensagem: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Através de Jesus Cristo nós podemos ter uma relação de paz com Deus. Romanos 8:1 nos ensina: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Por causa da morte de Jesus em nosso lugar, nós nunca seremos condenados pelos nossos pecados. Finalmente, nós temos esta preciosa promessa de Deus de Romanos 8:38-39: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

Você gostaria de seguir a Estrada de Romanos para a salvação? Se sim, aqui está uma simples oração que você pode fazer a Deus. Fazer esta oração é uma forma de declarar a Deus que você está confiando em Jesus Cristo para a sua salvação. As palavras em si não irão salvá-lo. Apenas a fé em Jesus Cristo pode prover salvação! “Deus, eu sei que eu pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Israel

Israel: o maior sinal da breve vinda de Jesus

Tim LaHaye

Através das profecias contidas nas Escrituras, o Senhor Jesus Cristo nos deixou o maior sinal possível de Sua vinda para arrebatar Sua Igreja no final dos tempos. Ele, sendo “o espírito da profecia”, acrescentou informações mais significativas e detalhadas do que qualquer um dos profetas do Antigo Testamento. Tenha sempre em mente ao estudar o Sermão do Monte das Oliveiras, em Mateus 24 e 25, que Ele estava respondendo à pergunta especial dos discípulos: “E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24.3, NVI).

Em Sua resposta, Ele delineou por inteiro os acontecimentos dos tempos do fim, que compreendem os “últimos dias” ou “o final dos tempos”. É importante observar que Ele nunca repreendeu os discípulos por fazerem tal pergunta, mas, pelo contrário, entrou em maiores detalhes ao lhes responder.

Por isso, podemos concluir que não é possível sabermos “o dia e a hora” em que Cristo voltará. É razoável e até mesmo natural que façamos a pergunta sobre qual sinal irá nos avisar de Sua breve vinda à medida que o fim se aproxima. Deveríamos então estudar a resposta dEle cuidadosamente, pois podemos muito bem estar vivendo nos dias do fim sobre o qual os discípulos estavam perguntando.

Há muitos sinais “do fim” que deveremos estudar nos próximos meses, mas nenhum deles é mais significativo do que o sinal específico que Ele deu em resposta à pergunta dos discípulos no Monte das Oliveiras, registrado em Mateus 24 e 25. Antes de tratarmos do sinal, vamos estabelecer o ambiente, pois ele é sumamente importante.

O fato aconteceu apenas cerca de um dia antes do julgamento e da crucificação de Jesus por causa do pecado do mundo todo. Foi, portanto, dentre as últimas palavras que o Salvador proferiu antes de Seu injusto julgamento e da Sua morte compulsória, que Ele sofreu pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo todo.

Jesus havia acabado de Se apresentar à nação de Israel e ao mundo como o Messias da Bíblia, mas, mesmo assim, eles O rejeitaram. O problema deles é que queriam alguém que os salvasse do opressivo governo romano mais do que queriam alguém que salvasse suas almas por toda a eternidade.

Ele chorou sobre a cidade pela perda que eles estavam por sofrer, devido ao engano satânico incitado pelos falsos ensinamentos dos fariseus, saduceus e outros líderes religiosos da época. Entretanto, suportou os resultados dessa rejeição com o propósito único de “dar a Sua vida em resgate” dos muitos milhões que finalmente viriam a crer nEle e ganhariam a vida eterna que Ele prometera.

Desta forma O encontramos em Mateus 24, no Monte do Templo, onde os discípulos fizeram-Lhe uma das mais importantes perguntas sobre o fim dos tempos, registrada no versículo 3: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? (isto é, a futura destruição do Templo, que havia sido profetizada por Daniel) E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”. Observe como eles fundiram a destruição do Templo (que aconteceria somente trinta e cinco anos mais tarde), o retorno de Jesus e o fim dos tempos (que ainda não aconteceu, após 2.000 anos). Observe particularmente como eles combinaram a vinda de Jesus com o “fim dos tempos”. Esta última combinação é muitíssimo importante para os alunos de profecia, pois Jesus nunca repreendeu os discípulos por combinarem esses dois acontecimentos. Assim, estamos justificados em concluir que eles aconteceriam em datas muito próximas.

Já era naturalmente bastante para a mente deles que a vinda de Cristo estabelecesse Seu reino terreno, sobre o que esses discípulos judeus O haviam ouvido falar tanto em Seus ensinamentos durante aqueles últimos três anos. Mal sabiam eles que isso não aconteceria até que se passassem séculos após a morte deles próprios.

Dentre as muitas coisas que deveríamos aprender a partir desse grandioso ensinamento profético de nosso Senhor – além dEle ter delineado o plano completo para “os últimos dias” ministrando no Monte das Oliveiras – está o ponto principal que Ele citou em Mateus 24.32-33:

“Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas” (NVI).

O fundamental que Ele quer que aprendamos com essa profecia é a parábola da figueira: quando ela começar a mostrar crescimento, estamos chegando perto da época da colheita. Ele está se referindo, é claro, ao propósito principal da existência dela. A maioria dos estudiosos de profecia crê que “a parábola da figueira” é o ensinamento de que Israel deverá ser o foco da atividade do fim. Na próxima edição vamos apresentar detalhes das Escrituras sobre essa parábola.

À medida que eu estudava e orava sobre esta passagem, cheguei à conclusão de que a parábola aqui não se refere a um evento único, mas sim a um processo de eventos sobre Israel (simbolizado pela figueira), processo esse que começou próximo do final do século 19 e continua não apenas até o momento presente, mas também continuará na Tribulação e culminará com a Aparição Gloriosa de Cristo e o estabelecimento do Seu Reino. Outras passagens identificam isto como o Milênio (ou um reino de paz de mil anos sobre o qual Jesus reinará e durante o qual bilhões de almas responderão a Ele em fé). (Ver Ap 19.11-20.15).

Historicamente, isto começou com a migração gradativa dos judeus de todo o mundo, movimentando-se de volta à terra de Israel para possuí-la como sua terra natal nacional. O primeiro passo público nessa direção foi iniciado quando Theodor Herzl, brilhante estudioso e jornalista, organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial na Suíça, em 1897. No ano anterior, ele havia acabado de produzir um livro de extraordinária vendagem, defendendo a criação de um Estado Judeu. Os judeus do mundo todo e muitos cristãos defensores de Israel atenderam à sua conclamação em favor de uma terra natal para seu povo.

Herzl foi chamado “O Pai do Sionismo Mundial” naquela conferência, mas morreu tragicamente quatro anos mais tarde, com a idade de 44 anos. Como costumava dizer Paul Harvey: “E agora estamos prontos para o restante da história – a história de Israel”.


O livro de Herzl era sobre o caso do capitão Dreyfus, a história trágica de um oficial do exército francês grosseiramente discriminado, cuja carreira foi destruída pelo ataque anti-semita a um oficial leal, por nenhum crime a não ser o de ser judeu. É interessante que li esse livro enquanto cursava o Ensino Médio e, em minha juventude, percebi o resultado do anti-semitismo de perto e de modo bem feio. Naquela época, eu não conseguia acreditar no ataque satanicamente inspirado contra um judeu em um país secular, que havia sobrevivido à Revolução Francesa para libertar o país da monarquia francesa.

Anos mais tarde, quando escrevia um livro comparando a revolução dos Estados Unidos, em grande parte realizada por homens cristãos interessados em estabelecer uma nação mais baseada em princípios bíblicos do que qualquer outra nação na história do mundo (o verdadeiro segredo da grandeza dos Estados Unidos), verifiquei que secularizadores da Revolução Francesa escreveram uma constituição que permitiu dez revoluções subseqüentes pela liberdade, enquanto que os delegados constitucionais predominantemente cristãos dos EUA escreveram uma constituição que tem sobrevivido há quase 250 anos e nesse tempo houve apenas uma guerra civil, que foi para libertar os escravos e manter o país unido. Seria possível que os colonizadores da América, que foram melhores para os judeus e lhes deram mais apoio do que qualquer outra nação no mundo, tenham colhido as bênçãos de Deus durante todos esses anos... assim como Ele prometeu? Pessoalmente, creio que sim, porque Deus manteve a Sua promessa quando Ele apresentou o povo hebreu e, subseqüentemente, o povo judeu (Gn 12.1-3).

“Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”” (Gn 12.1-3, NVI).

Na próxima edição analisaremos a inspiradora história da figueira brotando durante o Século 20 – verdadeiramente uma história de milagres sobre a fidelidade de Deus a Israel e ao nosso mundo!

sábado, 22 de abril de 2017

Jesus é o único caminho para o céu


“Sou basicamente uma boa pessoa, então vou para o Céu.” “OK, então eu faço algumas coisas ruins, mas faço mais coisas boas, então vou para o Céu.” “Deus não vai me enviar para o inferno só porque não vivo de acordo com a Bíblia. Os tempos mudaram!” “Apenas pessoas realmente más como molestadores de crianças e assassinos vão para o inferno.” “Acredito em Deus, apenas o sigo do meu próprio jeito. Todos os caminhos levam a Deus.”

Todas estas são conclusões comuns entre a maioria das pessoas, mas a verdade é que são todas mentiras. Satanás, o qual tem poder sobre o mundo, planta estes pensamentos nas nossas mentes. Ele, e qualquer um que siga os seus caminhos, é um inimigo de Deus (1 Pedro 5:8). Satanás sempre se disfarça como bom (2 Coríntios 11:14), mas tem controle sobre todas as mentes que não pertencem a Deus. “...[Satanás, ] o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4).

É uma mentira acreditar que Deus não se importa com pecados menores e que o inferno é destinado às “pessoas más”. Todo pecado nos separa de Deus, mesmo uma “pequena mentirinha”. Todos pecaram e ninguém é bom o suficiente para ir ao Céu por sua própria conta (Romanos 3:23). Entrar no Céu não se baseia no nosso bem superar o nosso mal; todos perderíamos se este fosse o caso. “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Romanos 11:6). Não há nada bom que possamos fazer para ganhar a nossa entrada no Céu (Tito 3:5).

“Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13). Mesmo que todo mundo esteja vivendo uma vida de pecado, e crer em Deus não seja popular, Deus não vai perdoar isto. “nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).

Quando Deus criou o mundo, este era perfeito. Tudo era bom. Então ele fez Adão e Eva, e deu-lhes o seu próprio livre-arbítrio, de forma que teriam a escolha de seguir e obedecer a Deus ou não. No entanto, Adão e Eva, as primeiras pessoas que Deus fez, foram tentados por Satanás a desobedecer a Deus, e eles pecaram. Isto os impediu (e a todos os que vieram depois deles, incluindo a nós) de ter uma relação íntima com Deus. Ele é perfeito e não pode estar no meio do pecado. Como pecadores, nós não poderíamos chegar lá pela nossa própria vontade. Então, Deus criou uma forma pela qual poderíamos estar unidos com Ele no Céu. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). Jesus nasceu para que pudesse nos ensinar o caminho e morreu por nossos pecados para que não o tivéssemos de fazer. Três dias após a Sua morte, Ele ressuscitou do sepulcro (Romanos 4:25), provando ser vitorioso sobre a morte. Ele completou o caminho entre Deus e o homem para que este pudesse ter uma relação pessoal com Ele, precisando apenas acreditar.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). A maioria das pessoas acredita em Deus, até Satanás acredita. Entretanto, para receber a salvação, é preciso se voltar para Deus, formar uma relação pessoal com Ele, voltar-se contra os nossos pecados e seguir a Ele. Devemos acreditar em Jesus com tudo o que temos e em tudo o que fazemos. “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem; porque não há distinção” (Romanos 3:22). A Bíblia nos ensina que não há outro caminho para salvação a não ser através de Cristo. Jesus diz em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”

Jesus é o único caminho para a salvação porque Ele é o Único que pode pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 6:23). Nenhuma outra religião ensina a profundidade ou seriedade do pecado e das suas consequências. Nenhuma outra religião oferece o pagamento infinito que só Jesus poderia dar pelo pecado. Nenhum outro “fundador religioso” foi Deus vindo como homem (João 1:1,14) – a única forma pela qual um débito infinito poderia ser pago. Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nosso débito. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A salvação está disponível apenas pela fé em Jesus Cristo! “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Perdão

Atos 13:38 declara: “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste [Jesus].”

O que é perdão e por que preciso?

A palavra “perdão” significa limpar a conta, perdoar ou cancelar a dívida. Quando ofendemos alguém, buscamos seu perdão para que o relacionamento seja restaurado. Perdão não é dado porque alguém merece ser perdoado. Ninguém merece ser perdoado. Perdão é um ato de amor, misericórdia e graça. Perdão é uma decisão de não manter algo contra outra pessoa, apesar do que tenha lhe feito.

A Bíblia nos diz que todos nós precisamos do perdão de Deus. Todos nós temos cometido pecado. Eclesiastes 7:20 proclama: “Não há homem justo sobre a face da terra que faça o bem e que não peque.” 1 João 1:8 diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” No final das contas todo pecado é contra Deus (Salmos 51:4). Por isso, precisamos desesperadamente do perdão de Deus. Se nossos pecados não forem perdoados, passaremos a eternidade sofrendo as conseqüências de nossos pecados (Mateus 25:46; João 3:36).

Perdão – Como posso obter?

Graças a Deus, Ele é bondoso e misericordioso — pronto para nos perdoar dos nossos pecados! 2 Pedro 3:9 nos diz: “...Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” Deus deseja nos perdoar, então ele providenciou nosso perdão.

O único castigo justo pelos nossos pecados é a morte. A primeira parte de Romanos 6:23 declara: “Porque o salário do pecado é a morte...” Morte eterna é o salário que merecemos por nossos pecados. Deus, em Seu plano perfeito, tornou-se um ser humano — Jesus Cristo (João 1:1,14). Jesus morreu na cruz, pagando o preço que nós merecíamos pagar— morte. 2 Coríntios 5:21 nos ensina que: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” Jesus morreu na cruz, levando sobre si o castigo que nós merecemos! Sendo Deus, a morte de Jesus providenciou perdão pelos pecados do mundo inteiro. 1 João 2:2 proclama: “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” Jesus ressuscitou dos mortos, proclamando Sua vitória sobre o pecado e a morte (1 Coríntios 15:1-28). Graças a Deus pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. A segunda parte de Romanos 6:23 também é verdade: “...mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Você quer ter seus pecados perdoados? Você tem sentido o peso da culpa que simplesmente não desaparece? Perdão de seus pecados é disponível a você se apenas colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. Efésios 1:7 diz: “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça.” Jesus pagou nossa dívida por nós para que pudéssemos ser perdoados — e Ele te perdoará! João 3:16-17 contém esta maravilhosa mensagem: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.”

Perdão – É mesmo tão fácil assim?

Sim, realmente é! Você não pode conquistar o perdão de Deus. Você não pode pagar pelo perdão de seus pecados contra Deus. Você só pode recebê-lo, por fé, através da graça e misericórdia de Deus. Se você quiser aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e receber perdão de Deus, aqui está uma oração que você pode fazer. Fazer esta oração ou qualquer outra oração não é capaz de lhe salvar. Apenas confiar em Jesus Cristo pode providenciar perdão de seus pecados. “Deus, Eu sei que tenho

pecado contra Ti e mereço castigo. Mas Jesus Cristo tomou o castigo que eu mereço para que por fé nele eu possa ser perdoado. Eu abandono meu pecado e coloco minha confiança em Ti para minha salvação. Graças Te dou por Sua maravilhosa graça e perdão! Amém!”

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PROVÉRBIOS 12:9

Provérbios 12:9




Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.



Estas estranhas palavras ensinam sabedoria - sua imagem pública vale pouco. Num mundo louco a respeito de imagem acima da substância, a pretensão acima do caráter, e palavras acima da ação, este provérbio é muito relevante. Preocupar-se com o que os outros pensam é o orgulho da vida. Vivendo piedosamente e confortavelmente com a sua família é sabedoria e sucesso (Ec 9:8-10; ITm 6:6).

Temos aqui dois homens. O primeiro é desprezado pelo mundo, porque ele não se exibe espalhafatosamente da forma como o mundo valoriza. Ele é um homem simples, trabalhador, que prefere a paz e a quietude de sua casa em detrimento de qualquer festa mundana ou popularidade. Por seu trabalho duro ele obteve uma medida modesta de conforto e de sucesso - ele tem um servo como companheiro e trabalho.

O segundo homem é popular e espalhafatoso, sempre buscando a aprovação e as atenções do mundo. Ele se movimenta nos círculos mais populares da cidade e se apresenta como fascinante e bem sucedido sempre que pode. Mas essa imagem é apenas exibidora, pois ele está basicamente falido, especialmente se as suas dívidas não foram pagas! Trabalho? Nem pensar! Ele vive apenas de imagem!

O homem simples e honesto é melhor do que um tolo pretencioso. Salomão viu os homens vivendo uma imagem pública ao invés de trabalhar pelas recompensas e prazeres da segurança do seu lar. Ele viu homens bem sucedidos serem humilhados por Deus, incapazes de abandonar sua forma de vida anterior e conseguir um emprego. Ele fez uma advertência contra a imagem e encorajou o contentamento com os sucessos modestos da vida.

Hoje em dia, cada vez mais pessoas vivem de imagem. A mídia constantemente exalta a imagem; a pressão dos seus pares é poderosa; o crédito fácil faz com que se torna possível viver acima dos seus meios; e leis corruptas de falências permitem que esses fingidores comecem tudo de novo quando os credores tomam seus bens. É uma tentação poderosa que pais e pastores devem ensinar e emitirem alertas a respeito dela.

O verdadeiro sucesso é trabalhar bastante, desfrutar dos simples prazeres domésticos, e viver uma vida piedosa com contentamento (Ec 9:8-10; ITs 4:11-12; ITm 6:6-10). Posses modestas com amor, paz e justiça, são melhores do que mesmo a riqueza, mas com problemas (Pv 15:16-17; 17:1). Homens sábios não se importam com aquilo que o mundo pensa; eles não usam de dívidas tolas para adquirir roupas, carros ou casas acima dos seus meios. Eles escolhem os lugares mais baixos na vida pública (Pv 25:6,7).

Divórcios frequentes, dependência de drogas, e vidas desequilibradas comprovam a vaidade dos "ricos e famosos". A mentira da imagem não vale a pena; ela destrói homens (IJo 2:15-17).

O que Deus pensa de você é muito mais importante do que aquilo que o mundo pensa. Jesus, desprezado e rejeitado pelos homens, está assentado à mão direita do Pai.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Procurei Alá, encontrei Jesus

Procurei Alá, encontrei Jesus': ex-muçulmano conta como conheceu Cristo


Nabeel mora nos EUA e compartilha seus testemunhos por meio de seu canal no Youtube NQMinistries
Nabeel Qureshi é um ex-muçulmano que hoje tem um ministério de apologética focado nas comparações do Islã com o Cristianismo. Ele é autor de vários livros, incluindo “Procurei Alá, encontrei Jesus”, disponível no Brasil. Desde sua conversão, tem dedicado sua vida à pregação do Evangelho, dando palestras em

universidades e seminários nos EUA, onde mora atualmente.

Ele já participou de dezenas debates públicos em universidades na América do Norte, na Europa e na Ásia.

Nos últimos meses ele vem lutando contra um agressivo câncer de estômago, mas apesar dessa dura batalha tem encontrado forças para compartilhar sua fé.

Nabeel diz não acreditar que era a vontade de Deus que ele tivesse câncer, mas que sua doença poderia ser usada para purificá-lo espiritualmente e glorificar a Deus durante o processo.

Em um vídeo, ele conta a incrível história de como pediu a Jesus para se revelar a ele em sonho, e foi atendido. “Muitas pessoas que estão deixando o Islã e se tornando cristãs fazem isso porque viram Jesus em um sonho ou uma visão. Eu recebi sonhos e visões enquanto estava procurando a verdade sobre o cristianismo e o Islã, mas nunca tinha visto Jesus. Vi coisas que me levaram ao Evangelho. Eu fiquei emocionado por ter visto Jesus em um sonho. Estava orando, pedindo orientação e acho que consegui isso”, explica.

Testemunho

Hoje com 33 anos, Nabeel Qureshi conta que foi difícil abandonar o Islã. Em 2005, quando tinha 22 anos, decidiu entregar sua vida a Jesus.

Poucas semanas depois dessa decisão, começou a receber ameaças de morte. Mesmo assim, não voltou atrás. Por vezes sentiu-se tentado a procurar um ponto em comum, mas “o Alcorão diz que se você acredita que Jesus é Deus, vai para o inferno (Sura 5:72), enquanto Romanos (10:9) nos diz que precisamos crer para sermos salvos. Então, as duas coisas se anulam mutualmente, portanto, você não pode ser cristão e muçulmano”.

Na época em que aceitou a Cristo e abandonou o islamismo, Nabeel foi convencido por argumentos históricos. Um amigo ex-muçulmano o desafiou a fornecer uma base histórica para afirmar que o Islã é verdade.

Nabeel começou então uma intensa pesquisa sobre as origens do Islã e do Cristianismo e acabou percebendo que esteve enganado durante toda a sua vida. Por isso o título do seu livro, “Procurei Alá, encontrei Jesus”. Para ele, a principal diferença é que no Alcorão Maomé vai se revelando cada vez mais como uma pessoa violenta, enquanto Jesus ensina somente o amor, culminando com sua morte na cruz.

“Cristo revolucionou minha vida. Como muçulmano fui criado para ser uma pessoa moral, tratar bem os outros e ser gentil. Mas quando você vê que o próprio Deus se humilhou de tal forma que se tornou um servo dos outros, disposto a morrer por eles, percebe que a ética suprema é o auto-sacrifício baseado no amor”, assegura.

domingo, 26 de março de 2017

O verdadeiro cristão e o hipócrita



A Diferença Entre o Verdadeiro Cristão e o Hipócrita, por Tom Hicks
Como você pode dizer que você é um crente genuíno ou um falso professo?



Um dos melhores livros que descrevem a verdadeira natureza da conversão é o The Christian’s Great Interest [O Grande Interesse do Cristão], por William Guthrie. Um grande teólogo puritano, John Owen, não só recomendou, mas disse o seguinte sobre o livro, “Penso que o autor [de The Christian’s Great Interest] é um dos maiores teólogos que já escreveu; esse livro é meu Vade-mecum (ou seja, “manual”), e eu o carrego junto ao meu Novo Testamento em Grego, eles estão sempre comigo. Eu já escrevi muitos livros, mas existe mais teologia nesse do que em todos os outros”.



William Guthrie fala sobre a diferença entre o verdadeiro Cristão e o hipócrita. Aqui estão alguns pontos onde o hipócrita pode agir como um Cristão:



1. Um hipócrita pode ser influenciado pelo Evangelho em cada parte de seu ser. Ele pode vir a ter um grande conhecimento da verdade de Deus (Hebreus 6:4). Suas emoções em relação a Cristo podem ser fortes (Mateus 13:20). Ele pode até viver mudanças drásticas em seu homem interior, como o fariseu que orou: “ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, etc.” (Lucas 18:11-12).



2. Um hipócrita pode aparentar-se como um verdadeiro Cristão. Ele pode falar sobre a Lei e o Evangelho (Salmo 50:16), pode abertamente confessar o seu pecado, para sua própria vergonha (1 Samuel 26:21), e pode se humilhar vestindo-se de saco (1 Reis 21:27). Pode considerar seus deveres com cuidado e buscar segui-los com prazer (Isaías 58:2), perseverar em temos difíceis, dar tudo que tem à Deus e aos santos, ou entregar seu corpo para ser queimado (1 Coríntios 13:3).



3. Um hipócrita pode experimentar muito da graça de Deus. Ele pode ter grandes convicções de pecado, como Judas tinha (Mateus 27:3-5). Ele pode temer a Palavra de Deus, como aconteceu com Félix (Atos 24:25), se regozijar em receber a verdade (Mateus 13:20) e ter várias experiências e provar as dádivas pela graça de Deus (Hebreus 6:4).



4. Um hipócrita pode ter características muito similares à graça salvífica do Espírito Santo. Ele pode ter um tipo de fé, como Simão que também “creu” (Atos 8:13), mas provou ser um falso cristão. Ele pode ter um aspecto de arrependimento exterior muito parecido com o arrependimento genuíno (Malaquias 3:14). Ele pode ter um grande e poderoso temor de Deus, como Balaão teve (Números 22:18). Ele pode ter tido algum tipo de esperança (Jó 8:13). O hipócrita pode até ter um pouco de amor, como Herodes teve por João (Marcos 6:26).



5. Um hipócrita pode até ter uma grande e poderosa experiência com Deus. Ele pode ter “provado o dom celestial” e se tornar um “participante do Espírito Santo” e experimentado “as virtudes do século futuro” e ainda assim, não ter uma conversão genuína [cf. Hebreus 6:4-5].



Então, quais são as marcas de um verdadeiro Cristão? Como é discernida uma conversão genuína de uma falsa conversão? Guthrie nos dá cinco marcas de um verdadeiro Cristão que não é tomado pelo hipócrita.



1. O coração de um verdadeiro Cristão é transformado para sempre. No livro de Jeremias 32:39 o Senhor diz: “E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias”. Hipócritas nunca tem a sua natureza transformada. Hipócritas querem Cristo pelos bens que Ele pode lhes dar nesse mundo. Mas o coração de um verdadeiro Cristão tem a satisfação total em Cristo como seu único tesouro nessa vida e na que há de vir.



2. A mudança do verdadeiro Cristão vem de um verdadeiro amor à Cristo. Hipócritas podem ter um exterior limpo para serem vistos por homens, que os confundem facilmente, ou para afastá-los das consequências de seus próprios pecados. Mas o Cristão verdadeiro ama a Cristo e guarda Seus mandamentos por amor ao Seu nome, para servi-lO, para conhecê-lO e para dar glória ao Seu nome (Salmo 119:6).



3. O verdadeiro Cristão busca a Cristo e o Seu Reino acima de todas as coisas. Apenas uma coisa é necessária: Amizade e comunhão com Cristo. Mas isso nunca é “a única coisa” ou a satisfação do coração escolhida pelos hipócritas. Verdadeiros Cristãos, porém, desejam essa “a boa parte, a qual não lhes será tirada” (Lucas 10:42).



4. Um verdadeiro Cristão é submisso à justiça de Deus. Ele abandona toda a esperança nele mesmo e em sua própria justiça, e descansa inteiramente na justiça de Cristo e O tem como seu único Salvador. Hipócritas não fazem isso (Romanos 10:3). Eles dependem, em algum grau, de sua própria justiça.



5. Um verdadeiro Cristão tem as três essências do Cristianismo genuíno. Primeiro, ele tem um coração quebrantado e vazio de sua própria justiça, repugnante aos seus próprios olhos (Lucas 19:10). Segundo, ele tem Jesus Cristo como seu único tesouro e sua joia que o enriquece e o satisfaz (Mateus 13:44). Terceiro, ele, sem exceção, toma sobre si todo o jugo de Cristo e se submete a toda a Sua vontade santa, justa, boa e espiritual (Romanos 7:12). Um hipócrita não faz nenhuma dessas coisas.

terça-feira, 21 de março de 2017

João 16.32


Sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só." (João 16.32)

Poucos se envolveram nas aflições do Getsêmani. A maioria dos discípulos não havia ainda crescido suficientemente na graça, para serem admitidos a contemplar os mistérios da “agonia”. Ocupados com a celebração da Páscoa em seus próprios lares, os discípulos representam os muitos que vivem de acordo com as Escrituras, mas são apenas bebês quanto ao espírito do evangelho.

domingo, 5 de março de 2017

Fique longe dessa cabana!

Fique Longe Dessa Cabana

James B. De Young

O livro A Cabana vendeu milhões de cópias em todo o mundo e está para ser lançado como um filme. Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã. E é aí que está o tropeço. Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

Quem é o autor? William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década. Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o “Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Embora freqüentemente rejeite o “universalismo geral”, a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.

Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?
Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro. Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local. Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão. Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo. Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América. Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista.

Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A Cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro. Eis aqui algumas evidências resumidas:

1) O credo universalista de 1899 afirmava que “existe um Deus cuja natureza é o amor”. Young diz que Deus “não pode agir independentemente do amor” (p. 102),[1] e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191).

2) Não existe punição eterna para o pecado. O credo de 1899 novamente afirma que Deus “finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria”. Semelhantemente, Young nega que “Papai” (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) “derrama ira e lança as pessoas” no inferno. Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle “curar o pecado” (p. 120). Papai “redime” o julgamento final (p. 127). Deus não “condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor” (p. 162).

3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal. Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37).

4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor – um princípio central ao Universalismo. O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus “nasce do amor e é limitado pelo amor”. Young afirma que Deus escolheu “o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor”, e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65).

5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade. Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99). Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10). O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela igreja primitiva. Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa.

6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé. Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que crêem (p. 192). Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé.

7) Não existe um julgamento futuro. Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145). Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um “círculo de relacionamentos”.

8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56). Numa futura revolução de “amor e bondade”, todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248).


9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica. Jesus afirma que Ele “nunca criou e nunca criará” instituições (p. 178). As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo.

10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance. É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação.

Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta: “Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?” Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico. A ficção serve à teologia, e não vice-versa. Outra pergunta é: “Os pontos positivos do romance não superam os pontos negativos?” Novamente, se alguém usar a impureza doutrinária para ensinar como ser restaurado a Deus, o resultado final é que a pessoa não é restaurada da maneira bíblica ao Deus da Bíblia. Finalmente, pode-se perguntar: “Esse livro não poderia lançar os fundamentos para a busca de um relacionamento crescente com Deus com base na Bíblia?” Certamente, isso é possível. Mas, tendo em vista os erros, o potencial para o descaminho é tão grande quanto o potencial para o crescimento. Young não apresenta nenhuma orientação com relação ao crescimento espiritual. Ele não leva em consideração nem a Bíblia, nem a igreja institucional com suas ordenanças. Se alguém encontrar um relacionamento mais profundo com Deus que reflita a fidelidade bíblica, será a despeito de A Cabana e não por causa dela. (extraído de uma resenha de James B. De Young, Western Theological Seminary - The Berean Call - http://www.chamada.com.br)