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sábado, 30 de dezembro de 2017

Vamos buscar mais à Deus

A MENTE DE CRISTO


Claiton Ivan Pommerening

As atitudes de qualquer pessoa revelam seu estado mental; por mais que alguém tente disfarçar o mal, em algum momento ele aparecerá. Ter a mente de Cristo é desenvolver os mesmos pensamentos e atitudes que Ele teve. Não se trata apenas de uma aquiescência mental ou desejo esporádico, mas de um estilo de vida, de uma reordenação dos pensamentos, das vontades, dos desejos e das atitudes, no sentido de refletirem a pessoa de Cristo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15).Organizar a vida em torno desse modelo de Cristo é desenvolver empatia e compaixão para com todos os que sofrem e necessitam da misericórdia divina, mesmo para com os inimigos e opositores. Essa atitude não é fácil, mas Jesus agiu assim com aqueles que se levantaram contra Ele quando bradou na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

Jesus usou sua autoridade para abençoar as pessoas, não para ser servido (Mt 20.28). Sua autoridade era a exsousia, no sentido de alargar e ampliar as possibilidades humanas, e era exercida para beneficiar as pessoas, e não para prevalecer, disputar ou subjugá-las. Seu poder era exercido a favor das pessoas, alargando suas possibilidades de ser e de atuar. Essa forma de poder e autoridade é uma das mais usadas no Novo Testamento e aparece 108 vezes. Já o sentido do verbo kratós, como poder e dominação exercidos pela força, no sentido físico ou por imposição moral, nunca é atribuído a Jesus, e Ele argumenta contra o seu uso (Mc 10.41-43).

A chave hermenêutica para compreender a mente de Cristo nos evangelhos é aprender a observar delicadamente as atitudes, palavras e milagres de Jesus como gestos de cura, perdão e acolhimento, e não somente sob a ótica de moralismos ou religiosidades; não que isso não esteja presente porque também são necessárias. No contexto em que Paulo define que devemos ter a mente de Cristo, ele afirma que “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.14-15). Significa que, para ter a mente de Cristo, é necessária essa hermenêutica do Espírito Santo, que abre os olhos às realidades antes não percebidas.

Assim, Ele deseja ver as pessoas livres de regras religiosas que tiram a vida (Mc 2.27); o coração deve estar livre de ídolos, pois acabamos nos tornando exatamente como os ídolos que veneramos (Lc 12.34). Jesus é capaz de gestos carinhosos para curar (Lc 4.39). Ele chamou o homem da mão mirrada para o meio, ensinando que quem quer fugir de seus problemas precisa aprender a encará-los (Mc 3.4-5). Os sobrecarregados pelos fardos da vida são chamados a olharem (prosphonein – falar olho no olho) para Jesus e andarem eretos (Lc 13.10-13). Prova disso foi quando Ele defrontou-se com o paralítico no tanque de Betesda e perguntou-lhe: “queres ficar são?”. Cristo quer libertar-nos de comodismos, medos e do aparente benefício que o sofrimento pode trazer (Jo 5.5-9); o contato com Deus isenta-nos da contaminação, mesmo quando precisamos tocar nas enfermidades das pessoas (Mc 1.40-42). Na cura dos dez leprosos, Jesus quer que percebamos o extraordinário da transformação cotidiana mesmo fazendo o que é ordinário, além de ensinar-nos a sermos gratos pelo ordinário, ainda que seja difícil cumprir certas liturgias engessadas e costumes ultrapassados (Lc 17.11-16); descobrir quem de fato ocupa o coração humano, porque quem não sabe quem é perdeu a sua identidade, e esta precisa ser restaurada (Mc 5.68). A pergunta de Jesus ao cego Bartimeu (“que queres que te faça?”) instiga-o a largar o manto, que servia de máscara na qual se escondia. A pergunta de Jesus fez com que o cego entrasse em contato consigo mesmo e com o anseio mais profundo da sua alma (Mc 10.49-51). Jesus, em outro momento, separa o surdo-mudo da multidão, num gesto de respeito à individualidade e intimidade, e dá atenção especial num espaço protegido dos críticos e censuradores. Jesus, então, cospe e coloca um pouco de saliva na língua do homem, mas Ele percebe a impossibilidade de aquele surdo-mudo expressar-se. Jesus dá um suspiro abrindo o seu coração em luta por ele (Mc 7.32.35). Em outra ocasião, Ele toma outro cego pela mão e leva-o para longe do povo. Num espaço de confiança e individualidade, toca nos olhos de forma espantosa (saliva), porém carinhosa; depois lhe impõe as mãos e envia-o para sua casa — a casa do pai, onde é o nosso lugar, pois a cegueira pode impedir-nos de ir para casa (Mc 8.23-26). Enfim, nas inúmeras atitudes de Jesus, vimos seu desejo de servir e cuidar.

Não é um método específico que traz a solução, mas o encontro, o relacionamento, a sensibilidade para com cada um. Além dos gestos vistos anteriormente, Jesus utilizou-se do poder das palavras que curam e trazem vida. Através delas, Ele perdoou pecados, trouxe novas possibilidades de vida, apontou novos rumos e caminhos antes desconhecidos, consolou os que sofriam as mais terríveis dores da vida, trouxe esperança aos desalentados e espalhou uma cultura de amor.

Essas atitudes e palavras de Jesus, que também devem estar presentes na vida do cristão, é o que Paulo chama de homem espiritual em seu texto, aquele que entende as coisas do Espírito e sabe discerni-las bem, que não mede a si nem aos outros com as medidas do mundo, nem cogita das coisas do mundo, porque elas invertem a lógica do Reino de Deus, “porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O Senhor Deus nos guarda


Muitas das orações de Davi se resumiam em duas palavras: "Guarda-me" (Salmos 141:9). 
Um dos mais gloriosos atributos de Deus é a função de Protetor. Ele prometeu duas formas de proteção a Zacarias. Primeiro, prometeu que seria "um muro de fogo ao seu [Jerusalém] redor" (Zacarias 2:5). Até mesmo os animais selvagens têm medo de fogo, e Deus disse que ergueria ao nosso redor um muro de fogo ardente em que nenhum inimigo poderia penetrar. Ele também prometeu: "todo o que tocar em vocês, toca na menina dos olhos Dele" (2:8). "Olho" pode ser interpretado como sendo a pupila do olho. É a entrada, o próprio centro do globo ocular através do qual toda luz precisa passar. O globo ocular é ferozmente protegido pela pálpebra que instintivamente fecha no mesmo momento que algo ameaçador se aproxima. O Senhor está dizendo: "Eu não estou somente vigiando você, você está dentro do Meu olho!"
Se você caminhar bem perto do Senhor, você nunca se desviará para fora do "muro de fogo" e da "pupila dos olhos" Dele. Não se amedronte, cidadão de Sião. O seu Deus tem um poder impressionante para lhe guardar! 

sábado, 16 de dezembro de 2017

E o Estado Palestino?


O Dilema Palestino

Thomas Lachenmaier

No conflito árabe-israelense ocorre o encontro dos maiores contrastes. Onde falta a vontade e a capacidade para a formação de um Estado, é impossível que surja um Estado.

Quem lança um olhar retrospectivo sobre a história do conflito árabe-israelense, após o estudo dos fatos certamente chegará a uma conclusão notável: o povo árabe já poderia ter fundado seu próprio Estado palestino diversas vezes. E isso teria acontecido com o consentimento de Israel e da sociedade internacional. Essas oportunidades de ouro, no entanto, foram desperdiçadas pelo lado palestino. E não apenas isso: elas foram encerradas com as mais amargas batalhas, guerras, intifada e terror contra Israel. Por que isso é assim?

A primeira data relacionada a essa incapacidade é 14 de maio de 1948. Nesse dia, os judeus e os palestinos deveriam ter criado um Estado respectivamente para cada povo. Eles estavam devidamente autorizados através de uma resolução concedida pela ONU. No calor dos atuais debates fica esquecido que os palestinos poderiam recentemente ter comemorado os 68 anos de existência de seu Estado soberano, ao lado de Israel, se, na primavera de 1948, eles tivessem aceitado a oferta da Organização das Nações Unidas, para a criação de um Estado próprio. Esse teria sido o primeiro Estado palestino da história.

A perda dessa oportunidade de ouro é justamente um exemplo corrente do modo de agir dos habitantes árabes do Oriente Médio. O mesmo aconteceu no Acordo de Oslo, em 1993 ou no ano de 2000, quando o então primeiro-ministro Ehud Barak fez amplas propostas, mas não encontrou parceiros.

Em setembro de 2008, o primeiro-ministro Ehud Olmert fez uma proposta ao seu colega palestino Mahmoud Abbas, para a criação de um Estado com base nas fronteiras de 1967. Olmert a considerou retrospectivamente como “a mais generosa e mais abrangente proposta já oferecida por um primeiro-ministro”. O que faltou no documento foi unicamente a assinatura de Abbas.

Por que parece ser mais atrativo continuar convencendo adolescentes a amarrarem explosivos ao corpo e detonar-se em um mercado público, a se apresentar como combatentes armados com fuzis Kalashnikov, a bombardear Israel com mísseis, ao invés de se preocupar com a organização de uma burocracia eficiente e com a agricultura, com sistemas de escoamento de esgotos e outras urgentes necessidades de infraestrutura? Como se explica a incapacidade dos palestinos em criar um Estado civilizado?

O autor israelense Obadiah Shoher escreve que é errado acusar os palestinos de não estarem dispostos a assumir responsabilidades. Antes disso, devido a fatores históricos, não haveria neles a conscientização para constituírem um Estado e nem a capacidade de realizá-lo.

O senso de um Estado pressupõe a concepção de um território e a vinculação com uma localização concreta. Os clãs palestinos, pelo contrário, são extraterritoriais. O primeiro vínculo das pessoas pertence ao clã, mas nunca está relacionado a um determinado território. Por outro lado, também o pensamento ou a inclinação pessoal do indivíduo deve corresponder às exigências de lealdade do clã – além de, por exemplo, ser dado um emprego a uma pessoa incapaz do próprio clã do que a uma pessoa capaz que pertença a outro clã. O clã, ou a tribo, é um ponto de referência diferente de responsabilidade do que o de um Estado. O Estado (enquanto for democrático) é um conjunto complexo de órgãos dotados com atribuições definidas, que se controlam reciprocamente e são mantidos à vista pela mídia livre e cujos políticos precisam se responsabilizar através de eleições transparentes. Realizar isso exige uma série considerável de condições. Onde estas não existem, não há condições de fundar um Estado.

Cada indivíduo, entre outros assuntos, precisa ajustar suas ações com uma noção sóbria de autoridade estatal. Caso ele não consiga fazê-lo, então a consequência será a existência de Estados com as características encontradas na região árabe. Por exemplo, no Egito: o ditador Mubarak foi eleito com quase 100 por cento dos votos, não havia Justiça independente, nem imprensa livre. A lealdade de um funcionário egípcio será dedicada primeiramente ao membro de seu clã familiar (mesmo que este esteja distante) ou àquele que lhe dá propina, mas não à estrutura abstrata chamada “Estado”.

A corrupção não é simplesmente uma característica difundida na sociedade, porém, a corrupção se infiltrou na constituição do Estado. Em última análise, não somente o Iêmen e a Somália são “estados problemáticos”. Também as nações árabes não dominam nenhuma forma de constituição estatal adequada aos requisitos atuais.

No lado palestino não houve o desenvolvimento de uma identidade de povo. Fala-se de um povo palestino somente depois que Yasser Arafat escreveu essa ideia sobre as bandeiras da guerra política contra Israel. Nunca antes houve uma nação palestina, nem mesmo alguma constituição estatal.
O conflito árabe-israelense tem relação com isso, sendo que nele há a colisão de duas experiências e ordens de valores em relação ao conceito de responsabilidade, de povo e de Estado. No lado palestino não houve o desenvolvimento de uma identidade de povo. Fala-se de um povo palestino somente depois que Yasser Arafat escreveu essa ideia sobre as bandeiras da guerra política contra Israel. Nunca antes houve uma nação palestina, nem mesmo alguma constituição estatal. “Povo palestino” existe no sentido de “ser contra Israel”, mas não para uma constituição concreta de algum formato que se queira atribuir para um modo de convivência estatal.

Israel, no entanto, é exatamente o contrário de tudo isso. Os israelitas certamente representam o povo mais antigo que existe. Os hebreus, de acordo com os conceitos atuais, formam um povo desde a era do bronze. Além disso, sua existência é especialmente devida a Deus – ao menos é essa a visão dos crentes judeus e cristãos. A Bíblia não escreve somente que Deus escolheu o povo de Israel para ser “o seu próprio povo” (Dt 7.6; 14.2 – ARA).

A Escritura Sagrada diz, ainda, justamente a respeito desse povo, que ele foi “criado” por Deus. É o que lemos no Salmo 100.3, ou em Isaías 43.1, onde consta: “Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: ‘Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu’”.

Não apenas a identidade do povo de Israel persiste desde um tempo incomparavelmente longo, mas também sua identidade como nação que existiu antigamente em uma constituição estatal e hoje existe novamente. O Estado de Israel já existia há 3.000 anos.

Assim, no Oriente Médio, ocorre um choque entre duas realidades diametralmente opostas. É notável que os políticos palestinos considerem sua luta também como uma luta contra a autenticidade histórica de Israel, como uma luta contra a memória. Isso nos remete ao Salmo 83, onde menciona os inimigos de Deus, que O odeiam e levantam sua fronte desafiadora e dizem: “Venham, vamos destruí-los como nação, para que o nome de Israel não seja mais lembrado!” (v. 4).


A luta contra a memória do povo de Israel une os inimigos de Deus já desde milênios. Do mesmo modo como Hamã queria extinguir a memória do povo de Israel e eliminar os israelitas, conforme relata o livro de Ester, assim hoje o presidente iraniano Hassan Rouhani ambiciona varrer Israel do mapa. Também a administração muçulmana do Monte do Templo se opõe a essas provas do passado, que atestam a existência do povo e do Estado de Israel. No âmbito das obras subterrâneas no Monte do Templo, eles destroem os achados da antiguidade e os jogam no lixo. Eles pretendem eliminar a memória da história de Israel. Os arqueólogos israelenses se empenham para ainda salvar alguns vestígios.

No conflito árabe-israelense há a colisão de conceitos diferentes em relação ao povo, à nação e ao Estado. Ali também acontece o confronto entre dois mundos contraditórios referentes à fé no deus bélico Alá e no Deus da Bíblia.

A guerra permanente dos palestinos contra Israel não resultará na criação de um Estado palestino porque, em última análise, eles nem têm esse objetivo, e porque não existe neles a vontade nem a capacidade para a formação de um Estado. Não haveria um Estado palestino, mesmo se os inimigos de Israel conseguissem destruir o país e apagá-lo do mapa. Nesse caso simplesmente restaria uma porção de terra devastada entre o Mar Mediterrâneo e o deserto que passaria a pertencer, ora a um, ora a outro país vizinho – assim como aconteceu durante 2.000 anos. No entanto, para essa faixa de terra, para Israel, a Bíblia promete um futuro diferente. — Thomas Lachenmaier (factum-magazin.ch)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Jerusalém

Cidade Não Abandonada


Sobre as suas muralhas, ó Jerusalém, pus guardas,

que jamais se calarão, nem de dia nem de noite.

Vocês, que farão com que o SENHOR se lembre,

não descansem,

nem deem a ele descanso

até que restabeleça Jerusalém

e a ponha por objeto de louvor na terra.



O SENHOR jurou pela sua mão direita

e pelo seu braço poderoso:

“Nunca mais darei o seu cereal

como alimento para os seus inimigos,

nem os estrangeiros beberão o seu vinho,

que você produziu com tanto trabalho.

Mas aqueles que ajuntam o cereal

serão os que o comerão, louvando o SENHOR;

e os que recolhem as uvas

beberão o vinho nos átrios do meu santuário.”



Passem, passem pelas portas!

Preparem o caminho para o povo!

Aterrem, aterrem a estrada, tirem as pedras,

levantem um estandarte para os povos.

Eis que o SENHOR fez ouvir

até os confins da terra estas palavras:

“Digam à filha de Sião:

Eis que vem o seu Salvador;

com ele vem a sua recompensa,

e diante dele vem o seu galardão.”

Eles serão chamados de

“Povo Santo”, “Remidos do SENHOR”,

e você, Jerusalém, será chamada de “Procurada”,

“Cidade Não Abandonada”.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Orgulho

Pr. Larry Stockstill

"O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra."
(Provérbios 29:23)
O orgulho é sem dúvida o pecado mais mortal. Causou a queda de satanás e de inúmeros homens e mulheres enganados por ele através dos séculos.
Davi, o rei mais formidável de Israel, não permitiu que o orgulho entrasse em sua vida: "Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim" (Salmos 131:1). Algumas pessoas se enaltecem ao se associarem com os ricos, os intelectuais ou agitadores políticos, como fez Hamã no livro de Ester. Davi, no entanto, estava disposto a se associar com qualquer pessoa e ainda permanecer firme em quem ele era. Ele trazia à sua lembrança que sua alma era como "uma criança recém-amamentada por sua mãe" (131:2). Crianças recém amamentadas não ficam lutando e brigando para alcançar uma posição nem para se nutrirem, ao contrário, permanecem tranquilas e contentes no colo da mãe. Uma pessoa orgulhosa sempre é inquieta. Fica empurrando e incitando para obter posição e notoriedade manipulando de todas as maneiras para alcançar o que deseja.
Como se fôssemos bebês no colo de Deus, vamos descansar e permitir que Ele nos exalte. Teremos vida mais longa... e iremos mais longe também!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus?


Nossa resposta a esta pergunta não irá apenas determinar como vemos a Bíblia e sua importância para nossas vidas, mas também, ao final, provocar em nós um impacto eterno. Se a Bíblia é de fato a palavra de Deus, devemos então estimá-la, estudá-la, obedecer-lhe e nela confiar. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, dispensá-la, então, é dispensar o próprio Deus.

O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidência e exemplo de Seu amor por nós. O termo “revelação” significa simplesmente que Deus comunicou à humanidade como Ele é e como nós podemos ter um correto relacionamento com Ele. São coisas que não poderíamos saber se Deus, na Bíblia, não as tivesse revelado divinamente a nós. Embora a revelação de Deus sobre Si mesmo tenha sido dada progressivamente, ao longo de aproximadamente 1500 anos, ela sempre conteve tudo que o homem precisava saber sobre Deus para com Ele ter um bom relacionamento. Se a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, é portanto a autoridade final sobre todas as questões de fé, prática religiosa e moral.

A pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: como podemos saber que a Bíblia é a Palavra de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único sobre a Bíblia que a separa de todos os outros livros religiosos já escritos? Existe alguma evidência de que a Bíblia é realmente a Palavra de Deus? Estes são os tipos de perguntas que merecem análise se formos seriamente examinar a afirmação bíblica de que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática.

Não pode haver dúvida sobre o fato de que a própria Bíblia afirma ser a verdadeira Palavra de Deus. Tal pode ser claramente observado em versículos como 2 Timóteo 3:15-17, que diz: “... desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

A fim de responder a estas perguntas, devemos observar tanto as evidências internas quanto as evidências externas de que a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus. Evidências internas são aquelas coisas do interior da Bíblia que testificam sua origem divina. Uma das primeiras evidências internas de que a Bíblia é a Palavra de Deus é a sua unidade. Apesar de, na verdade, ser composta de sessenta e seis livros individuais, escritos em três continentes, em três diferentes línguas, durante um período de aproximadamente 1500 anos, por mais de 40 autores (que tinham profissões diferentes), a Bíblia permanece como um livro unificado desde o início até o fim, sem contradições. Esta unidade é singular em comparação a todos os outros livros e é evidência da origem divina das palavras, enquanto Deus moveu homens de tal forma que registraram as Suas palavras.

Outra evidência interna que indica que a Bíblia é a Palavra de Deus é observada nas profecias detalhadas contidas em suas páginas. A Bíblia contém centenas de detalhadas profecias relacionadas ao futuro de nações individuais, incluindo Israel, ao futuro de certas cidades, ao futuro da humanidade, e à vinda de um que seria o Messias, o Salvador, não só de Israel, mas de todos que Nele cressem. Ao contrário de profecias encontradas em outros livros religiosos, ou das profecias feitas por Nostradamus, as profecias bíblicas são extremamente detalhadas e nunca falharam em se tornar realidade. Há mais de trezentas profecias relacionadas a Jesus Cristo apenas no Antigo Testamento. Não apenas foi predito onde Ele nasceria e de qual família viria, mas também como Ele morreria e que ressuscitaria ao terceiro dia. Simplesmente não há maneira lógica de explicar as profecias cumpridas da Bíblia a não ser por origem divina. Não existe outro livro religioso com a extensão ou o tipo de previsão das profecias que a Bíblia contém.

Uma terceira evidência interna da origem divina da Bíblia é notada na sua autoridade e poder únicos. Enquanto esta evidência é mais subjetiva do que as duas evidências anteriores, ela não é nada menos do que testemunho poderoso da origem divina da Bíblia. A Bíblia tem autoridade única, que não se parece com a de qualquer outro livro já escrito. Esta autoridade e poder podem ser vistos com mais clareza pela forma como inúmeras vidas já foram transformadas pela leitura da Bíblia. Curou viciados em drogas, libertou homossexuais, transformou a vida de pessoas sem rumo, modificou criminosos de coração duro, repreende pecadores, e sua leitura transforma o ódio em amor. A Bíblia possui um poder dinâmico e transformador que só é possível por ser a verdadeira Palavra de Deus.

Além das evidências internas de que a Bíblia é a Palavra de Deus, existem também evidências externas que indicam isto. Uma destas evidências é o caráter histórico da Bíblia. Como a Bíblia relata eventos históricos, a sua veracidade e precisão estão sujeitas à verificação, como qualquer outro documento histórico. Através tanto de evidências arqueológicas quanto de outros documentos escritos, os relatos históricos da Bíblia foram várias vezes comprovados como verdadeiros e precisos. Na verdade, todas as evidências arqueológicas e encontradas em manuscritos que validam a Bíblia a tornam o melhor livro documentado do mundo antigo. O fato de que a Bíblia registra precisa e verdadeiramente eventos historicamente verificáveis é uma grande indicação da sua veracidade ao lidar com assuntos religiosos e doutrinas, ajudando a substanciar sua afirmação em ser a Palavra Deus.

Outra evidência externa de que a Bíblia é a Palavra de Deus é a integridade de seus autores humanos. Como mencionado anteriormente, Deus usou homens vindos de diversas profissões e ofícios para registrar as Suas palavras para nós. Estudando as vidas destes homens, não há boa razão para acreditar que não tenham sido homens honestos e sinceros. Examinando suas vidas e o fato de que estavam dispostos a morrer (quase sempre mortes terríveis) pelo que acreditavam, logo se torna claro que estes homens comuns, porém honestos, realmente criam que Deus com eles havia falado. Os homens que escreveram o Novo Testamento e centenas de outros crentes (1 Coríntios 15:6) sabiam a verdade da sua mensagem porque haviam visto e passado tempo com Jesus Cristo depois que Ele ressuscitou dentre os mortos. A transformação ao ter visto o Cristo Ressuscitado causou tremendo impacto nestes homens. Eles passaram do “esconder-se com medo” ao estado de “disposição a morrer pela mensagem que Deus lhes havia revelado”. Suas vidas e mortes testificam o fato de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.

Uma última evidência externa de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus é seu “caráter indestrutível”. Por causa de sua importância e de sua afirmação em ser a Palavra de Deus, a Bíblia sofreu mais ataques e tentativas de destruição do que qualquer outro livro na história. Dos primeiros imperadores romanos como Diocleciano, passando por ditadores comunistas e até chegar aos ateus e agnósticos modernos, a Bíblia resistiu e permaneceu a todos os seus ataques e continua sendo o livro mais publicado no mundo hoje.

Através dos tempos, céticos tiveram a Bíblia como mitológica, mas a arqueologia a estabeleceu como histórica. Seus oponentes atacaram seus ensinamentos como sendo primitivos e desatualizados, porém estes, somados a seus conceitos morais e legais, tiveram uma influência positiva em sociedades e culturas do mundo todo. Ela continua a ser atacada pela ciência, psicologia e por movimentos políticos, mas mesmo assim permanece tão verdadeira e relevante como quando foi escrita. Ela é um livro que transformou inúmeras vidas e culturas através dos últimos 2000 anos. Não importa o quanto seus oponentes tentem atacá-la, destruí-la ou fazer com que perca sua reputação, a Bíblia permanece tão forte, verdadeira e relevante após os ataques quanto antes. A precisão com que foi preservada, apesar de todas as tentativas de corrompê-la, atacá-la ou destruí-la é o testemunho claro do fato de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus. Não deveria ser surpresa para nós que, não importa o quanto seja atacada, ela sempre volta igual e ilesa. Afinal, Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31). Após observar as evidências, qualquer um pode dizer sem dúvida nenhuma que “Sim, a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.”

sábado, 25 de novembro de 2017

Provação ardente

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego atravessaram uma provação ardente. Pedro disse: "Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para prová-los, como se algo estranho estivesse acontecendo" (1 Pedro 4:12). A provação ardente é o momento das nossas vidas em que decidimos se vale a pena perder tudo que temos para servir a Deus. Os três jovens hebreus tomaram uma decisão de qualidade perante o rei: "Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos... Mas, se Ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses" (Daniel 3:17-18). Os jovens corajosos determinaram que, se a aprovação os incinerasse ou se eles incinerassem a provação, serviriam a Deus!
Quando você toma a decisão de alegrar-se à medida que participa dos sofrimentos de Cristo (1 Pedro 4:13), nada que satanás atire contra a sua vida pode lhe afetar. Na verdade, você descobrirá que Jesus está ali no fogo junto com você (Daniel 3:25). A única coisa que você perderá no fogo são as suas correntes, pois serão soltas pelo fogo!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Liderança


Liderança é uma responsabilidade formidável. Posicionar-se como líder de outros envolve duas grandes responsabilidades.
Primeiro, Ezequiel disse que um líder é um "sentinela" (Ezequiel 33:2). A tarefa de um sentinela é de ficar de pé sobre o muro sempre vigilante na busca do inimigo. Não existe "parcialidade a pessoas" na vida de um sentinela, mas ele dá o sinal de alerta para que todos possam se preparar. Se o sentinela dormir, ou ficar com medo ou não se preocupar em dar o sinal de alerta, o Senhor considerará essa pessoa responsável pelo sangue de Seu povo (33:6).
A segunda responsabilidade de um líder é ser um "pastor" (34:2). O líder não apenas lidera, mas também alimenta o rebanho de Deus. Se o líder gasta seu tempo e sua atenção alimentando a si mesmo, o rebanho não será fortalecido, nem curado nem enfaixado, os perdidos e os desviados não serão trazidos de volta (34:4). Pastores nunca devem dominar sobre o rebanho com "dureza e brutalidade" (34:4). Ao contrário, devem ser um exemplo.
Líderes que cumprem essas duas funções devem ser altamente respeitados: "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas" (Hebreus 13:7). Obedeça e ore por seus sentinelas e seus pastores, pois a sua vida espiritual está nas mãos deles.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O Deus eterno é a tua habitação


"O Deus eterno é a tua habitação." (Deuteronômio 33.27)

A palavra “habitação” poderia ser traduzida “mansão” ou “lugar permanente”. Isto nos dá o pensamento de que Deus é nossa habitação, nosso lar. Existe doçura e plenitude nessa metáfora, visto que o lar é um lugar querido para nós, mesmo que se trate de uma casa simples. Muito mais querido é o nosso bendito Deus, em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28).

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Devocional


"Andai nele." (Colossenses 2.6)

Se recebemos o próprio Cristo em nosso coração, a nossa vida nova se manifestará em familiaridade íntima com Ele, por meio de um andar de fé nEle. Andar implica em ação. Nossa fé não pode ficar confinada ao momento de oração particular. Temos de manifestar em nossa vida diária aquilo que cremos. Se um homem anda em Cristo, ele se comporta como Cristo se comportaria.

sábado, 4 de novembro de 2017

Uma palavra de Paulo

2Timóteo 3.14-17
Avisos e conselhos


Quanto a você, continue firme nas verdades que aprendeu e em que creu de todo o coração. Você sabe quem foram os seus mestres na fé cristã. E, desde menino, você

conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus. Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.

sábado, 14 de outubro de 2017

Ester 1:1-19


MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE ESTER (Leia Ester 1:1-19)

A história de Ester constitui uma narrativa singular quando comparada aos demais livros da Bíblia. Cronologicamente pode ser colocada entre os capítulos 6 e 7 de Esdras. Por um lado, ela apresenta os judeus que permaneceram no império persa após o retorno de uma parte do povo a Jerusalém (na primeira volta); por outro lado, apresenta o supremo senhor do império, o poderoso Assuero e sua corte. Esse rei é conhecido dos historiadores como Xerxes, filho de Dario. É famoso por sua campanha contra os gregos, marcada pela fragorosa derrota de sua frota em Salamina. Daniel 11:2 faz alusão a esse monarca e à sua riqueza.

A fabulosa festa que vemos no capítulo 1 acontece antes da guerra com a Grécia e provavelmente tinha por objetivo uma preparação para ela. Tudo nesse capítulo é marcado pela glória do homem, cujo orgulho não conhece limites. Embora tal esplendor não seja visto tão comumente em nossos dias, não há quantidade de festas ou eventos grandiosos suficientes para os homens se vangloriarem diante dos outros ou tentarem superá-los. O filho de Deus fiel não toma parte nessas coisas. Por quê? Porque o poder, a inteligência e o prazer advindos do homem (v. 8) sempre dão lugar ao orgulho.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ester é feita rainha

Segunda-feira, 09 de outubro de 2017

Ester 2.12-18
Ester é feita rainha
O tratamento de beleza das moças durava um ano; durante seis meses eram usados perfumes de mirra e, no resto do ano, outros perfumes e produtos de beleza. Terminado o tratamento, cada moça era levada ao rei Xerxes. Quando chegava a sua vez de ir do harém até o palácio, cada moça tinha o direito de levar tudo o que quisesse. À tarde, ela ia ao palácio, e na manhã seguinte ia para outro harém, e era entregue aos cuidados de Saasgaz, o eunuco responsável pelas concubinas do rei. Ela não voltava a se encontrar com o rei, a não ser que ele gostasse dela e mandasse chamá-la pelo nome.

Chegou a vez de Ester, filha de Abiail e prima de Mordecai, a moça que Mordecai tinha criado, a moça que conquistava a simpatia de todos os que a conheciam. Quando chegou a sua vez de se encontrar com o rei, ela levou somente aquilo que Hegai, o eunuco responsável pelo harém, havia recomendado. Ester foi levada ao palácio para apresentar-se ao rei Xerxes no mês de tebete, o décimo mês do sétimo ano do seu reinado. Ele gostou dela mais do que de qualquer outra moça, e ela conquistou a simpatia e a admiração dele como nenhuma outra moça havia feito. Ele colocou a coroa na cabeça dela e a fez rainha no lugar de Vasti. Depois ele deu um grande banquete em honra de Ester e convidou todos os oficiais e servidores. Ele decretou que aquele dia fosse feriado no reino inteiro e distribuiu presentes que só um rei poderia oferecer.


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sábado, 7 de outubro de 2017

O que é um cristão?


O Dicionário Webster’s define um Cristão como “uma pessoa que professa a crença em Jesus Cristo ou na religião baseada nos ensinamentos de Jesus.” Enquanto este é um bom ponto de partida para entender o que é um Cristão, como em muitas definições seculares, entretanto, ela falha em comunicar a verdade bíblica do sigificado de ser Cristão.

A palavra Cristão é usada três vezes no Novo Testamento (Atos 11:26; Atos 26:28; 1 Pedro 4:16). Os seguidores de Jesus Cristo foram chamados “Cristãos” pela primeira vez em Antioquia (Atos 11:26) porque seu comportamento, atividade e fala eram como Cristo. A expressão foi inicialmente usada pelas pessoas não salvas de Antioquia como um apelido desrespeitoso para debochar dos Cristãos. Significa literalmente: “pertencente ao partido de Cristo” ou um “aderente ou seguidor de Cristo”, o que é bem similar à forma como o Dicionário Webster’s a define.

Infelizmente, com o tempo a palavra “Cristão” perdeu uma grande parte de seu significado e é geralmente utilizada para descrever alguém que é religioso ou tem altos valores morais ao invés de ser um verdadeiro seguidor renascido de Jesus Cristo. Muitas pessoas que não acreditam em Jesus Cristo se consideram Cristãs simplesmente porque vão à igreja ou vivem em uma nação “Cristã”. Mas ir à igreja, servir aos menos afortunados que você, ou ser uma boa pessoa não fazem de você um Cristão. Como disse um evangelista certa vez: “Ir à igreja não faz de você um Cristão mais do que ir a uma oficina faz de você um carro.” Ser um membro de igreja, freqüentar os cultos regularmente e trabalhar para a igreja não podem fazer de você um Cristão.

A Bíblia nos ensina que as boas obras que fazemos não são capazes de nos tornar aceitáveis para Deus. Tito 3:5 nos diz que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” Então, um Cristão é alguém que foi renascido por Deus (João 3:3; João 3:7; 1 Pedro 1:23) e colocou a sua fé e confiança em Jesus Cristo. Efésios 2:8 nos diz que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé e confiança somente em Jesus Cristo. A sua confiança não é em seguir uma religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.

Um verdadeiro Cristão é alguém que colocou a sua fé e confiança na pessoa de Jesus Cristo e no fato de que Ele morreu na cruz como pagamento por nossos pecados e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos para obter vitória sobre a morte e dar vida eterna a todos os que Nele crêem. João 1:12 nos diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Um verdadeiro Cristão é de fato um filho de Deus, uma parte da verdadeira família de Deus, e alguém que recebeu vida nova em Cristo. A marca de um verdadeiro Cristão é o amor pelos outros e obediência à palavra de Deus (1 João 2:4; 1 João 2:10).

sábado, 16 de setembro de 2017

Quem é Jesus Cristo?


Quem é Jesus Cristo? Diferentemente da pergunta “Deus existe?”, bem poucas pessoas perguntam se Jesus Cristo existiu ou não. Geralmente se aceita que Jesus foi de fato um homem que andou na terra, em Israel, há quase 2000 anos. O debate começa quando se analisa o assunto da completa identidade de Jesus. Quase todas as grandes religiões ensinam que Jesus foi um profeta, um bom mestre ou um homem piedoso. O problema é que a Bíblia nos diz que Jesus foi infinitamente mais do que um profeta, bom mestre ou homem piedoso.

C.S. Lewis, em seu livro Mero Cristianismo, escreve o seguinte: “Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.”

Então, quem Jesus afirmou ser? Segundo a Bíblia, quem foi? Primeiramente, vamos examinar as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro momento, pode não parecer uma afirmação em ser Deus. Entretanto, veja a reação dos judeus perante Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam o que Jesus havia dito como uma afirmação em ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus jamais corrige os judeus dizendo: “Não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: "Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Outro exemplo é João 8:58, onde Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras para atirar em Jesus (João 8:59). Ao anunciar Sua identidade como “Eu sou”, Jesus fez uma aplicação direta do nome de Deus no Velho Testamento (Êxodo 3:14). Por que os judeus, mais uma vez, se levantariam para apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que creram ser uma blasfêmia, ou seja, uma auto-afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus”. João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne”. Isto mostra claramente que Jesus é Deus em carne. Tomé, o discípulo, declarou a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28). Jesus não o corrige. O Apóstolo Paulo O descreve como: “...grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13). O Apóstolo Pedro diz o mesmo: “...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1:1). Deus o Pai também é testemunha da completa identidade de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8). No Velho Testamento, as profecias a respeito de Cristo anunciam sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Então, como argumentou C.S. Lewis, crer que Jesus foi um bom mestre não é opção. Jesus claramente e inegavelmente se auto-afirma Deus. Se Ele não é Deus, então mente, conseqüentemente não sendo também profeta, bom mestre ou homem piedoso. Tentando explicar as palavras de Jesus, “estudiosos” modernos afirmam que o “Jesus verdadeiramente histórico” não disse muitas das coisas a Ele atribuídas pela Bíblia. Quem somos nós para mergulharmos em discussões com a Palavra de Deus no tocante ao que Jesus disse ou não disse? Como pode um “estudioso” que está 2000 anos afastado de Jesus ter a percepção do que Jesus disse ou não, melhor do que aqueles que com o próprio Jesus viveram, serviram e aprenderam (João 14:26)?

Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A Salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo! A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

sábado, 9 de setembro de 2017

Não temais!


…Não temais…porque o Senhor é convosco. 2 Crônicas 20:17
Quando meu filho era pequeno, certa vez o levei comigo para buscar a sua cuidadora. Ao me aproximar da casa, vi que o seu cachorro grande estava deitado na varanda. Num primeiro relance, o cachorro parecia tranquilo. Mas, de repente, ele pôs-se em pé e atacou meu filho, que pulou, agarrando-se na minha perna, tentando subir até a minha cintura. De alguma forma, ele acabou se agarrando em meu pescoço e ombros.
Fiquei me defendendo do cachorro, que tentava me morder enquanto eu lhe dava um chute — até que veio o dono, para o meu alívio, e chamou a fera. Todos nós — o cachorro, meu filho e eu — escapamos ilesos.

Mais tarde, quando estávamos caminhando para o carro, meu filho olhou-me e disse: “Papai, vou a qualquer lugar com você.” A sua confiança estava na pessoa errada; eu posso falhar com ele, em algum momento. Muitas vezes relembro essas palavras quando estou amedrontado.

Quando, Moisés enfrentou circunstâncias incertas, ele implorou a Deus: “…rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos…” (Êxodo 33:13). O Senhor respondeu: “…A minha presença irá contigo…” (v.14).

Sempre que enfrentarmos circunstâncias temerosas ou nos confrontarmos com ataques furiosos, poderemos dizer com confiança: “Senhor, vou a qualquer lugar contigo.” — David H. Roper

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Saudades da casa de Deus

Salmo 84.1-8
Saudades da casa de Deus


Como eu amo o teu Templo,

ó SENHOR Todo-Poderoso!

Como eu gostaria de estar ali!

Tenho saudade dos pátios do Templo

de Deus, o SENHOR.

Com todo o meu ser, canto com alegria

ao Deus vivo.

Ó SENHOR Todo-Poderoso,

meu Rei e meu Deus,

perto dos teus altares

os pardais constroem o seu ninho,

e as andorinhas fazem a sua casa,

onde cuidam dos seus filhotes.

Felizes são os que moram na tua casa,

sempre cantando louvores a ti!

Felizes são aqueles que de ti

recebem forças

e que desejam andar pelas estradas

que levam ao monte Sião!

Quando eles passam

pelo Vale das Lágrimas,

ele fica cheio de fontes de água,

e as primeiras chuvas

o cobrem de bênçãos.

Enquanto vão indo, a força deles

vai aumentando;

eles verão o Deus dos deuses em Sião.

Escuta a minha oração,

ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso!

Ouve-me, ó Deus de Jacó!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Para ser um seguidor de Jesus

Lucas 14.28-33


Condições para ser seguidor de Jesus
Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”

— Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.

Jesus terminou, dizendo:

— Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

domingo, 6 de agosto de 2017

Se alimente da Palavra!


Enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força
(Neemias 8:10).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE NEEMIAS (Leia Neemias 8:1-12)

Neemias concede o lugar de honra a Esdras, o sacerdote, e uma impressionante cena acontece neste capítulo. Sabemos que Esdras era "escriba versado na Lei de Moisés" e por muito tempo havia "disposto o coração para? ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" (Esdras 7:6, 10). Portanto, que momento feliz quando, a pedido do povo, o desejo do coração de Esdras se cumpriu! Ele pôde ensinar e explicar a Palavra de Deus. Ao abri-la, Esdras não deixou de agradecer ao Senhor por ter dado essa Palavra, assim como hoje nas reuniões cristãs damos graças quando a Bíblia é explanada.

Para compreender a mensagem de Deus, não basta ser inteligente (v. 3); é necessário prestar atenção (v. 3b). Você faz isso nas reuniões coletivas e nas leituras domésticas? Somos alimentados e encorajados mediante a comunhão com o Senhor quando atentamos para a Sua Palavra (v. 12). Mas pensemos acerca das palavras "Enviai porções aos que não têm nada preparado para si"; isso significa que ninguém pode ser privado de se beneficiar daquilo que nos tem enriquecido.

Por fim, enfatizemos esse glorioso versículo: "A alegria do Senhor é a vossa força" (v. 10b). Que isso seja verdade em nossa vida!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O amigo inoportuno


Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.”

— E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.”

Jesus disse:

— Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar.

sábado, 22 de julho de 2017

E quem é a esposa?

"Eu sou o vosso esposo.” (Jeremias 3.14)

O Senhor Jesus Cristo está unido ao seu povo em casamento. Em amor, Ele desposou sua igreja como uma virgem pura, antes mesmo que ela caísse sob o jugo de servidão. Repleto de afeições intensas, Ele trabalhou arduamente pela igreja, assim como Jacó trabalhou por Raquel, até que todo o dinheiro da aquisição fosse pago.

sábado, 15 de julho de 2017

Jesus, Moisés e Elias

Jesus, Moisés e Elias
Mais ou menos uma semana depois de ter dito essas coisas, Jesus levou Pedro, João e Tiago e subiu o monte para orar. Enquanto orava, o seu rosto mudou de aparência, e a sua roupa ficou muito branca e brilhante. De repente, dois homens apareceram ali e começaram a falar com ele. Eram Moisés e Elias, que estavam cercados por um brilho celestial. Eles falavam com Jesus a respeito da morte que, de acordo com a vontade de Deus, ele ia sofrer em Jerusalém. Pedro e os seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse:

— Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

Pedro não sabia o que estava dizendo. Ele ainda estava falando, quando apareceu uma nuvem e os cobriu. Os discípulos ficaram com medo quando a nuvem desceu sobre eles. E da nuvem veio uma voz, que disse:

— Este é o meu Filho, o meu escolhido. Escutem o que ele diz!

Quando a voz parou, eles viram que Jesus estava sozinho. Os discípulos ficaram calados e naquela ocasião não disseram nada a ninguém sobre o que tinham visto.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Salmos 103:6

Quinta-feira, 13 de Julho de 2017 'O Senhor executa atos de justiça, e juízo a favor de todos os oprimidos.' Salmos 103:6

Às vezes na história do mundo, esta promessa de Deus parece ser uma miragem perante governos brutais, ódio racial e injustiça humana. Ao longo do tempo, porém, governos brutais são esmagados. Déspotas são enterrados. Indignação moral substitui complacência. Como pessoas do Reino, não acha que somos chamados para modelar a ética e valores da vontade de Deus? Então, vamos renovar a oração que Jesus nos ensinou: 'Seja feita a Sua vontade, assim na terra como nos céus'! E vamos demonstrar a vontade de Deus nas nossas famílias, amizades e igrejas!.

ORAÇÃO: Santo e justo Deus, eu sei que o Senhor se repugna mais do que nós ao ver a desumanidade que mancha nosso mundo e esmaga pessoas preciosas e inocentes. Por favor, Pai, mostre sua vontade e discipline aquelas nações que são cruéis na sua injustiça. Convença-nos, seu povo, de que como indivíduos e como congregações, devemos ser lugares de reconciliação, justiça, cura e esperança. Use-me, junto com meus irmãos e irmãs na nossa congregação, para mostrar sua justiça e santidade para com aqueles da nossa comunidade que precisam de liberdade de opressão, e que precisam de alguém que os ajude a defender a justiça em todas as áreas da vida. No nome de Jesus eu oro. Amém.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Namoro


No mundo contemporâneo, com todas as mudanças sociais e comportamentais, o namoro passou a ter um conceito bem diferente do de anos atrás. Para a juventude de hoje em dia, namorar significa ter uma intimidade exagerada.

E a isso pais e pastores precisam ficar atentos Quando um jovem ou um adolescente afirma para a família e para os amigos que está namorando, o que isso quer dizer? Bem… até alguns anos atrás, isso poderia significar que o casal estava conversando mais; que saía, mas sempre acompanhado (para não ficar “mal falado”); que até tinha algum contato físico, mas sem nenhum exagero, e, principalmente, que estava se preparando para o casamento. Hoje em dia, entretanto, o mundo moderno dita algumas regras para o namoro, principalmente por meio da mídia, que são totalmente contrárias ao real significado de namorar.

Estar namorando atualmente tem uma associação direta a “curtir” o outro, a ficar, a sair para se divertir e ter alguém como companhia, abusar da intimidade física e, principalmente, descobrir, através do sexo, se a outra pessoa é apta para, um dia, se tornar seu marido ou esposa. De forma geral, os relacionamentos de hoje são desenfreados, sem nenhum critério de afetividade. Para a maioria dos jovens, o que importa mesmo é a satisfação pessoal. Além disso, não há limites para a intimidade, que já fica explícita no primeiro encontro, com carícias mais quentes ou até mesmo um relacionamento sexual.

Um rapaz que já está na faculdade, por exemplo, e declara que ainda não transou com a namorada, sem dúvida, vira motivo de chacota entre os colegas. E a situação pode ficar ainda pior se ele afirmar que o namoro já dura alguns anos. Já uma jovem que conta para as amigas que está conversando com um rapaz e orando a Deus, pedindo orientação sobre se deve ou não namorar, vai, com certeza, receber um bombardeio de conselhos argumentando que, enquanto aguarda, pode ir “ficando” com ele, para conhecê-lo melhor.

Diante desse cenário, será que pais, pastores e demais líderes das igrejas estão preparados para abordar o tema “namoro” com os jovens e adolescentes de hoje em dia? Palestrantes experientes no tema afirmam que nos últimos cinco anos o teor das palestras sobre o assunto teve que ser totalmente refeito, assim como a faixa etária de quem as escuta precisou ser reduzida. Nas reuniões da juventude anos atrás, o alvo de uma palestra sobre sexo, por exemplo, era o jovem acima de 18 anos.

Atualmente, já há pastores que recomendam convocar os adolescentes de 11 anos para discutir o tema, e sem usar eufemismos para fugir dos tópicos mais polêmicos. E essa preocupação tem razão para existir. A Pesquisa Nacional de Demografia da Saúde da Mulher e da Criança, divulgada no início deste ano, apontou que a iniciação sexual está ocorrendo mais cedo, dos 13 aos 17 anos, e que 32,5% das jovens entrevistadas entre 15 e 19 anos admitiram ter tido a primeira relação sexual aos 15 anos. Há 10 anos, esse índice era de 11,5%. “Antes, a gente falava mais pontualmente sobre namoro para jovens de 17, 18 anos. Hoje, precisamos falar para os meninos e meninas de 11, 12 anos.

O mundo mudou muito nesses últimos anos e não podemos ficar só discutindo gravidez fora do casamento e doenças sexualmente transmissíveis. A Igreja precisa trabalhar esses assuntos de forma clara e direta. A Igreja tem ficado para trás porque, às vezes, fala somente do voto de castidade. Precisamos avançar, porque o mundo está apresentando uma realidade errada sobre o que é namoro, fora dos padrões de Deus”, declara o líder dos jovens da Associação Adventista Espírito-Santense, pastor Pedro Rodrigues da Silva Filho.

Ensinar quais são os princípios passados por Deus para a vida do homem é considerada a melhor forma de pais e líderes de igrejas instruírem os casais de namorados. Se eles entenderem o que é o melhor de acordo com o Senhor, correm menos risco de errar. “É preciso criar consciência no jovem e no adolescente e ensinar princípios bíblicos. Nas palestras que dou pelo País, sempre pergunto aos pais: ‘vocês querem filhos obedientes ou responsáveis?’.

A primeira resposta é sempre ‘obediente’. No entanto, obediente só obedece ao que você diz. O responsável obedece e entende o que foi passado. A Igreja precisa ensinar, mas há muitos pastores que têm medo de falar sobre esse tema. Essa geração quer ouvir isso, e se não ouvir nas igrejas vai ouvir na rua, na internet. Não devemos ficar criando regras, com o que pode e o que não pode fazer; precisamos ensinar princípios bíblicos, que serão levados muito adiante pelos jovens e adolescentes”, afirma o líder do Ministério Hombridade, da Universidade da Família, Samuel Costa.

O papel dos líderes

Mesmo sem falar de forma clara como deve ser o namoro cristão, há muitas denominações que adotam uma postura mais firme em relação a essa fase da vida e chegam a acompanhar de perto o início do namoro e o decorrer do relacionamento até a data do casamento. Alguns casais precisam, inclusive, pedir autorização do pastor para começar o namoro, e ele ainda estabelece regras para os jovens enamorados.

“Há pastores que delimitam dias e horários para os encontros e até dão prazo para o casal se casar. No entanto, quem tem que consentir com o namoro são os pais dos jovens, e não o pastor. Este tem o papel de orientar, falar sobre como deve ser o padrão do namoro, desenvolver estudos sobre sexualidade, preparar o casal para o casamento”, afirma o pastor da Primeira Igreja Batista em Santa Mônica, Vila Velha, Davi Nogueira.

Ele dá algumas orientações para os pais sobre como instruir os filhos na vida afetiva. O primeiro passo é declarar se a garota ou garoto escolhido agrada à família. Em segundo lugar, é necessário alertar que o filho/a não deve perder o foco dos estudos. Em terceiro, ressaltar explicitamente o fato de que a sexualidade será aflorada e, por isso, é melhor tomar alguns cuidados na hora das carícias. “Eu indico que os pais delimitem dias e horários para o filho namorar, seja em casa ou para sair, e que não autorizem um namorado dormir na casa do outro. Hoje, há uma liberdade muito grande nos namoros, mas é preciso criar regras, porque o Diabo esperar oportunidades para agir”, acrescenta o pastor Davi Nogueira.

Essa liberdade é vista tranquilamente na frequência com que os casais de namorados se encontram, e isso sem contar com as visitas virtuais, graças ao boom da internet. “Há muita informação errada sendo passada para os jovens através da internet. Há crianças de 8 anos nas igrejas que já estão namorando, e a referência que elas têm são os amigos da escola, das redes sociais. Hoje, uma menina de 10 anos parece que tem 15, e não apenas pelo corpo, mas pela mente mesmo; já está lá na frente, inclusive na área emocional.

Os pastores precisam orientar espiritualmente, mas o controle do namoro deve ficar a cargo dos pais”, argumenta o obreiro na Igreja Assembleia de Deus do Ibes, pastor Cleber Souza.
Nas palestras que faz sobre namoro, o pastor compara essa fase da vida com o Tabernáculo de Deus para que os jovens e adolescentes entendam qual deve ser o grau de intimidade que um casal enamorado deve ter. A Bíblia explica que o Tabernáculo possuía três ambientes — pátio, lugar santo e santíssimo.

A orientação é adotar essas três posturas no início da caminhada a dois.“O pátio ainda é fora do templo, é o lugar onde se queima a carne e que representa o namoro. Já o lugar santo é para queimar incenso, ouvir a Palavra de Deus. É o ambiente que representa o noivado, e aqui ainda é possível voltar para o pátio se algo der errado. Já o lugar santíssimo é onde Deus revela as coisas santas, é onde o Maná está escondido. Não dá mais para voltar quando se alcança esse estágio”, exemplifica o pastor Cleber Souza.

É hora de cortejar!

Os pais e pastores podem achar que “ficar” é o que há de mais moderno entre os relacionamentos dos jovens e adolescentes. Mas não é. Esse verbo, até há alguns poucos anos, significava ficar com apenas uma pessoa durante um período do dia, durante um passeio, uma festa. Hoje em dia, há jovens que “ficam” com três ou quatro em uma mesma noite. Ou seja, esse verbo virou sinônimo de beijar. E há até disputas de quem “fica” mais.

Mas, no meio de tanta “modernidade” nos relacionamentos, parece haver uma luz no fim do túnel. Como em um resgate aos tempos antigos, há igrejas que estão adotando outro verbo para iniciar a preparação para o namoro: “cortejar”.

Na Missão Evangélica Praia da Costa, em Vila Velha, liderada pelo pastor Simonton de Araújo, quem tiver interesse em namorar alguém deve primeiro passar seis meses, no mínimo, cortejando o outro. A medida, que é uma orientação e não uma obrigação, é válida a partir dos adolescentes de 14 anos e já vem sendo adotada há cerca de cinco anos.“Cortejar é o contrário de ficar; é o princípio, é um tempo de conversa entre a garota e o garoto, com os pais deles, com o pastor e, principalmente, com Deus. Após esse período, eles definem se vão começar a namorar ou não. O interessante é que apresentamos essa ideia e todos têm aderido, inclusive os mais velhos, jovens com 30 anos, por exemplo”, declara Simonton Araújo.

Durante esse período da corte, o casal não pode ficar sozinho e não há carícias. “Em Provérbios, o rei Salomão diz que peca quem se precipita (Provérbio 19:2) e isso é verdade também nos relacionamentos afetivos. A saúde do namoro está em terminar antes mesmo de começar. O período da corte serve para analisar se o parceiro tem algo além de beijo, beijo e sexo. E muitos têm descoberto isso e agradecido a Deus por não terem começado o namoro, se não iriam sair feridos emocionalmente”, acrescenta o pastor.

E para não dizer que essas atitudes só funcionam com as outras pessoas, o próprio filho do pastor, o adolescente Matheus Araújo, 16 anos, está fazendo corte a uma menina da igreja. Segundo ele, na escola, os colegas estranharam quando ele revelou que está cortejando alguém e brincam dizendo que fazer a corte é “namorar sem beijar”. “Essa é uma das ideias da corte, mas é um pensamento errado achar que é só isso. É um período muito bom para conhecer a menina, a família dela. A gente ora e conversa muito. Os meus colegas de escola ficam implicando, mas normalmente têm muitas dúvidas e, quando eu explico, até entendem. Eu não tenho dificuldade em esperar para começar a namorar. Prefiro assim porque sei que tem mais chance de dar certo”, conta Matheus.

Afinal, devem existir regras para os casais de namorados, quanto a horário, vestimenta, lugares para sair? Esse tópico tem rendido palestras, mensagens e até livros. “Na verdade, na parceria entre pais e filhos precisa haver negociações baseadas na confiança de ambas as partes. O canal de comunicação deve estar aberto e transparente, eles devem juntos colocar essas coisas de forma clara na mesa. Mas o que falta é preparação dos pais para isso. Não é promover a liberalidade e sim ter acordos, limites e margens baseados em princípios e valores cristãos e da família. Quanto e quando os pais estão investindo no valor da aliança de casamento junto aos seus filhos? Que tipo de preparo têm feito para incutir isso não na mente e sim no coração de seus filhos?”, questiona o diretor do Veredas Antigas, da Universidade da Família, Marcelo Gatti Staut.

Pais, pastores e líderes das igrejas precisam estar atentos e atualizados sobre o tema e conversar mais com os jovens e adolescentes para saber como eles têm enxergado e encarado esse assunto no dia a dia. Ainda é possível construir namoros saudáveis perante os padrões do Pai, lembrando sempre que o tipo de relacionamento atual pode ter mudado no mundo, mas os ensinamentos de Deus permanecem intactos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Qual é a melhor religião?


Os restaurantes de fast food nos seduzem permitindo-nos pedir a nossa comida exatamente como nós a queremos. Algumas cafeterias exibem mais de cem sabores e variedades de café. Mesmo quando compramos casas e carros, nós podemos procurar por um com todas as opções e recursos que desejamos. Não vivemos mais num mundo de chocolate, baunilha e morango. A escolha reina! Você pode encontrar praticamente qualquer coisa de acordo com seus gostos e necessidades pessoais.

Então que tal uma religião que seja certa para você? Que tal uma religião sem culpa, que não exige nada e que não está cheia de faças e não-faças? Está bem aí, bem como eu descrevi, mas a religião é algo a ser escolhido como o seu sabor de sorvete favorito?

Há muitas vozes pedindo a nossa atenção, então por que alguém deveria considerar Jesus acima de, vamos dizer, Maomé ou Confúcio, Buda, ou Charles Taze Russell, ou Joseph Smith? Afinal, todas as estradas não o levam para o Céu? Todas as religiões não são basicamente a mesma coisa? A verdade é que todas as religiões não o levam para o Céu, da mesma forma que nem todas as estradas o levam para São Paulo.

Somente Jesus fala com a autoridade de Deus porque somente Jesus derrotou a morte. Maomé, Confúcio e os outros estão se decompondo em suas sepulturas até o dia de hoje, mas Jesus, pelo Seu próprio poder, saiu da tumba três dias depois de morrer numa cruel cruz romana. Qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido.

As provas a favor da ressurreição de Jesus são irrefutáveis. Primeiro, houve mais de quinhentas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado! São muitas testemunhas. Quinhentas vozes não podem ser ignoradas. Há também a questão da tumba vazia; os inimigos de Jesus poderiam simplesmente ter acabado com toda a conversa sobre a ressurreição exibindo o Seu corpo morto e decadente, mas não havia corpo morto para eles exibirem! A tumba estava vazia! Poderiam os discípulos ter roubado o Seu corpo? Dificilmente. Para impedir que isso acontecesse, a tumba de Jesus havia sido fortemente guardada por soldados armados. Considerando que Seus seguidores mais próximos haviam fugido com medo durante a prisão e crucificação de Jesus, é pouco provável que este bando de pescadores assustados teriam ido corpo-a-corpo contra soldados treinados e profissionais. O simples fato é que a ressurreição de Jesus não pode ser explicada!

Mais uma vez, qualquer um com poder sobre a morte merece ser ouvido. Jesus provou o Seu poder sobre a morte, portanto nós devemos ouvir o que Ele diz. Jesus diz ser o único caminho para a salvação (João 14:6). Ele não é um caminho; Jesus não é um de vários caminhos, mas é o caminho.

E este mesmo Jesus diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Este é um mundo duro e a vida é difícil. Muitos de nós estão ensangüentados, arranhados e feridos pelas batalhas. Concorda? Então o que você quer? Restauração ou mera religião? Um Salvador vivo ou um de vários “profetas” mortos? Uma relação com significado ou rituais vazios? Jesus não é uma escolha – Ele é a escolha!

Jesus é a “religião” certa se você está procurando por perdão (Atos 10:43). Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma relação significativa com Deus (João 10:10). Jesus é a “religião” certa se você está procurando por uma morada eterna no Céu (João 3:16). Deposite a sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador – você não vai se arrepender! Confie nele para o perdão dos seus pecados – você não vai se desapontar.

Se você quer ter uma “relação correta” com Deus, aqui está uma simples oração. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvá-lo. Somente confiando em Cristo você pode ser salvo de seu pecado! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer a Ele por prover a sua salvação. “Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Versículo de hoje


Versículo do Dia:“Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar.” (Salmos 119.49)

Seja qual for a sua necessidade, você pode encontrar neste exato momento uma promessa nas Escrituras referente a ela. Você está fatigado por conta de ser áspero o seu caminho? Eis a promessa: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40.29). Quando você ler essa promessa, apresente-a novamente ao grande Prometedor e peça-Lhe que cumpra as suas próprias palavras.

Você está procurando a Cristo e anela ter comunhão mais íntima com Ele? Esta promessa brilha como uma estrela para você: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5.6). Apresente continuamente esta promessa ao trono da graça. Não peça nada mais; entretanto, dirija-se a Deus muitas vezes, dizendo-Lhe: “Ó Senhor, Tu o disseste; faze como tens dito”. Você está aflito por causa de algum pecado ou sobrecarregado com o enorme peso de suas iniquidades? Ouça estas palavras: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25). Em si mesmo, você não tem mérito para pedir o perdão dele, mas peça suas promessas escritas e Ele as cumprirá. Está com medo de não conseguir manter-se firme até ao fim, findando reprovado mesmo após ter se imaginado um filho de Deus? Se esta é a sua condição, apresente estas palavras no trono da graça: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti” (Isaías 54.10). Se você perdeu o agradável senso da presença do Salvador e está buscando-O porque tem o coração entristecido, lembre-se: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros” (Malaquias 3.7). “Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (Isaías 54.7). Fundamente a sua fé na Palavra de Deus. Não importa quais são as suas necessidades ou os seus temores, dirija-se ao seu Pai celestial e diga-Lhe: “Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar”.

domingo, 25 de junho de 2017

Oremos

Inglaterra e País de gales:
Ore por nosso trabalho para engajar os três públicos -alvo de nossa missão com a Bíblia: os engajados com a Bíblia nas igrejas, os não engajados com a Bíblia nas igrejas e os "espiritualmente abertos" na sociedade como um todo. Desejamos oferecer às pessoas, em nosso contexto, a oportunidade de vivenciar as Escrituras. Ore para que nosso trabalho de promoção da Bíblia inspire as igrejas a compartilharem a Bíblia com as comunidades que elas atendem.
Localização: Europa
Capital: Londres e Cardiff
População: 56,5 milhões
Idiomas: inglês, galês, manês, córnico
Religião: cristãos: 43,8%; sem religião: 48,5%;
outras: 7,7%


Iraque:
Após o registro formal da Sociedade Bíblica no Curdistão, foi oferecido terreno para construir uma Casa da Bíblia em Erbil. Ore por recursos para concluí -la. Peça também pelo programa Recuperação de Traumas, pela proteção de Deus à nossa equipe e pela Igreja no Iraque.
Localização: Oriente Médio
Capital: Bagdá
População: 33,42 milhões
Idioma: árabe
Religião: muçulmanos: 95%; cristãos: 5%


Irlanda:
Louve a Deus pelas conquistas alcançadas para a disseminação da Palavra de Deus neste país. Ore para que a Sociedade Bíblica desse país consiga semear os ensinamentos sagrados entre as diferentes gerações, especialmente os jovens e crianças. Peça também por projetos de publicações que atraiam cada vez mais pessoas para a mensagem bíblica.
Localização: Europa Ocidental
Capital: Dublin
População: 4,67 milhões
Idiomas: irlandês e inglês (oficiais), gaélico
Religião: católicos: 84,7%;
Igreja da Irlanda: 2,7%; outras igrejas cristãs: 2,7%;
muçulmanos: 1,1%; outras: 1,7%;
nenhuma: 5,7%; não especificada: 1,5%





Sociedade Bíblica do Brasil | Semeando a Palavra que transforma Vidas
Visite nosso site: www.sbb.org.br | 0800-727-8888


domingo, 18 de junho de 2017

Como posso vencer o pecado?


A Bíblia apresenta vários recursos diferentes para nos ajudar em nossos esforços para vencer o pecado. Nesta vida, nunca seremos perfeitamente vitoriosos sobre o pecado (1 João 1:8), mas esse ainda deve ser o nosso objetivo. Com a ajuda de Deus, e ao seguir os princípios da Sua Palavra, podemos progressivamente vencer o pecado e nos tornar mais e mais como Cristo.

O primeiro recurso que a Bíblia menciona em nosso esforço para vencer o pecado é o Espírito Santo. Deus nos deu o Espírito Santo para que possamos ser vitoriosos na vida cristã. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nessa passagem, somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já possuem o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher consistentemente seguir a direção do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguir a carne.

A diferença que o Espírito Santo pode fazer é demonstrada na vida de Pedro, o qual, antes de ser cheio do Espírito Santo, negou Jesus três vezes -- e isso depois de dizer que seguiria a Cristo até a morte. Depois de ser cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente com os judeus no Pentecostes.

Andamos no Espírito quando tentamos não apagar a Sua direção (como mencionado em 1 Tessalonicenses 5:19) e ao invés disso buscamos estar cheios do Espírito (Efésios 5:18-21). Como se pode ser cheio do Espírito Santo? Em primeiro lugar, é escolha de Deus assim como era no Antigo Testamento. Ele selecionou indivíduos para realizar uma obra que queria que fosse cumprida e encheu-os com o Seu Espírito (Gênesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; 1 Samuel 10:10). Há evidências em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 de que Deus escolhe encher aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus. Isso nos leva ao segundo recurso.

A Palavra de Deus, a Bíblia, diz que Deus nos deu a Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela nos ensina a como viver e em que acreditar, revela quando escolhemos caminhos errados, ajuda-nos a voltar ao caminho certo e a permanecer neste caminho. Hebreus 4:12 nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar em nossos corações para erradicar e superar os pecados mais profundos do coração e da atitude. O salmista fala sobre o poder transformador da Palavra de Deus em Salmo 119. Josué disse que a chave do sucesso para vencer seus inimigos era não se esquecer deste recurso, mas meditar nela dia e noite e obedecê-la. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fazia sentido (como uma estratégia militar), e esta foi a chave para a sua vitória em suas batalhas pela Terra Prometida.

A Bíblia é um recurso que muitas vezes não levamos a sério. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para a igreja ou ao lermos um devocional diário ou um capítulo por dia, mas falhamos em memorizá-la, meditar nela ou em aplicá-la em nossas vidas; falhamos em confessar os pecados que ela revela ou em louvar a Deus pelos Seus dons. Quando se trata da Bíblia, muitas vezes somos ou anoréxicos ou bulímicos. Ou ingerimos apenas o suficiente da Palavra de Deus para manter-nos vivos espiritualmente (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos), ou nos alimentamos frequentemente sem nunca suficientemente meditarmos nela para conseguir nutrição espiritual.

É importante, se você ainda não tiver o hábito de diariamente estudar e memorizar a Palavra de Deus, que você comece a fazê-lo. Alguns acham que é útil começar um diário. Crie o hábito de não deixar a Palavra até que tenha escrito algo que aprendeu. Alguns registram orações para Deus, pedindo-Lhe que os ajude a mudar nas áreas sobre as quais Ele falou aos seus corações. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18).

Um terceiro recurso fundamental na nossa batalha contra o pecado é a oração. Novamente, é um recurso que os cristãos frequentemente dão valor da boca para fora mas que raramente usam. Temos reuniões de oração, momentos de oração, etc., mas não usamos a oração da mesma forma que a igreja primitiva (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3). Paulo repetidamente menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11, Lucas 18:1-8, João 6:23-27, 1 João 5:14-15), e Paulo inclui a oração em sua passagem sobre como se preparar para a batalha espiritual (Efésios 6:18).

Quão importante é a oração para vencer o pecado em nossas vidas? Temos as palavras de Cristo a Pedro no Jardim do Getsêmani, pouco antes da negação de Pedro. Enquanto Jesus ora, Pedro está dormindo. Jesus o acorda e diz: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mateus 26:41). Nós, como Pedro, queremos fazer o que é certo, mas não encontramos forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo - e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). A oração não é uma fórmula mágica. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e voltar-nos a Ele para encontrar a força de fazer o que Ele quer que façamos, não o que queremos fazer (1 João 5:14-15).

Um quarto recurso em nossa guerra para vencer o pecado é a igreja, a comunhão de outros crentes. Quando Jesus enviou Seus discípulos, Ele os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Os missionários em Atos não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus ordena que não deixemos de congregar-nos juntos, mas que usemos esse tempo para encorajar uns aos outros em amor e boas obras (Hebreus 10:24). Ele nos diz para confessarmos os nossos pecados uns aos outros (Tiago 5:16). Na literatura sapiencial do Antigo Testamento, aprendemos que como o ferro afia o ferro, um homem afia o outro (Provérbios 27:17). Há força em grupos (Eclesiastes 4:11-12).

Muitos cristãos acham que ter um parceiro para prestação de contas pode ser um benefício enorme em superar pecados teimosos. Ter uma outra pessoa que possa falar com você, orar com você, encorajá-lo e até mesmo repreendê-lo é de grande valor. A tentação é comum a todos nós (1 Coríntios 10:13). Ter um parceiro ou um grupo de prestação de contas pode nos dar a dose final de encorajamento e motivação de que precisamos para superar até mesmo os mais teimosos dos pecados.

Às vezes a vitória sobre o pecado vem rapidamente. Outras vezes, a vitória vem mais devagar. Deus prometeu que ao fazermos uso de Seus recursos, Ele vai progressivamente trazer mudanças em nossas vidas. Podemos perseverar em nossos esforços para vencer o pecado porque sabemos que Ele é fiel às Suas promessas.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Por que eu não devo cometer suicídio?


O meu coração compreende aqueles que têm pensamentos de terminar com suas próprias vidas através do suicídio. Se isto ocorre com você agora, deve haver muitas emoções, como sentimentos de desesperança e desespero. Você pode ter a sensação de estar no mais fundo dos poços, e você duvida que haja algum raio de esperança de que as coisas possam melhorar. Ninguém parece se importar ou entender o que está acontecendo. A vida simplesmente não vale a pena ser vivida... ou será que vale?

Muitos, uma hora ou outra, experimentam emoções debilitantes. As perguntas que vinham à minha mente quando eu estava em um poço emocional eram: “De alguma forma, há a chance de isso ser da vontade de Deus, que me criou?” “Será que Deus é pequeno demais para poder me ajudar?” “ Será que meus problemas são grandes demais para Ele?”

Fico feliz em dizer a você que se você gastar uns poucos momentos para considerar deixar que Deus verdadeiramente seja Deus em sua vida agora, Ele provará o quão grande Ele realmente é! “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). Talvez cicatrizes de sofrimentos passados tenham causado um ameaçador senso de rejeição ou abandono. Isto pode levar à auto-piedade, raiva, amargura, pensamentos ou caminhos de vingança, medos doentios, etc., que vêm causando problemas em alguns de seus mais importantes relacionamentos. Entretanto, o suicídio apenas serviria para trazer devastação aos que você ama e nunca teve a intenção de ferir; feridas emocionais com as quais eles teriam de lidar pelo resto de suas vidas.

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, não importa quão más as coisas possam estar em sua vida, há um Deus de amor que está esperando que você o deixe guiá-lo através de seu túnel de desespero, e saindo dele, indo em direção a Sua maravilhosa luz. Ele é sua esperança certa. Seu nome é Jesus.

Este Jesus, o Filho de Deus, sem pecado, se identifica com você nos seus momentos de rejeição e humilhação. De Jesus escreveu o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (chicotadas) fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:2-6).

Amigo, tudo isto Jesus Cristo suportou para que você pudesse ter todos os seus pecados perdoados! Qualquer que seja o peso de culpa que você vem carregando, saiba que Ele perdoará se você humildemente se arrepender (se voltar para Deus, abandonando seus pecados). “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:15). Nada do que você possa algum dia ter feito é tão ruim que Jesus não perdoe. Alguns de Seus servos mais seletos da Bíblia cometeram pecados horrendos, como assassinato (Moisés), adultério (Rei Davi), e abuso físico e emocional (O Apóstolo Paulo). Ainda assim, encontraram perdão e uma vida nova e abundante no Senhor. “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado” (Salmos 51:2). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, Deus está pronto para consertar o que está “quebrado”... especificamente, a vida que você tem agora, que você quer por fim através do suicídio. O profeta Isaías escreveu: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (...) a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes (...) que se lhes dê glória (coroa de beleza) em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1-3).

Venha a Jesus, a deixe que Ele restaure sua alegria e valor enquanto confia nele para começar uma nova obra em sua vida. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:12, 15-17).

Você quer aceitar o Senhor como seu Salvador e Pastor? Ele guiará seus pensamentos e passos, um dia de cada vez, através de Sua Palavra, a Bíblia. “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmos 32:8). “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor será o seu tesouro” (Isaías 33:6). Mesmo estando em Cristo, você terá lutas, mas você, agora, terá ESPERANÇA. Ele é “um Amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24). Que a graça do Senhor Jesus esteja com você em sua hora de decisão.

Se você deseja confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga estas palavras a Deus, em seu coração. “Deus, eu preciso de Ti em minha vida. Por favor, perdoa-me por tudo o que eu fiz. Eu coloco minha fé em Jesus Cristo e creio que Ele é meu Salvador. Por favor, limpa-me, cura-me, e restaura minha alegria de viver. Agradeço por Seu amor por mim e pela morte de Jesus em meu lugar.”

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Toda árvore que não dá fruto ...


Ai!

“Todo ramo... que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda” (João 15.2).

É algo impressionante andar entre as árvores coloridas do pomar num dia ensolarado de outono. O Criador permitiu o crescimento de uma grande variedade de frutas para nosso prazer. No entanto, após a colheita, chega o agricultor e poda os galhos. Vemos então as árvores desgalhadas e os parreirais com aspecto de que foram maltratados. E isso que há pouco eles produziram tanto, a ponto de quase suspirar sob o peso dos frutos em seus galhos. É algo incompreensível para um leigo!

Quem quiser produzir frutos em sua vida não consegue se escapar da poda. Não deveria ser motivo de estranhar se o Viticultor considera sua vida tão valiosa que aplica a tesoura para podar, para que produza ainda mais frutos. Pergunta-se, porém, se também os galhos produtivos mais úteis precisam ser podados?

O viticultor avalia cada ramo. Cada um. Sem exceção. Se ele estiver ligado à videira, ele a limpa. Nessa vida, a promessa de limpeza por meio de uma intervenção dolorosa é feita para os bons e não para os maus. O resultado dos recursos dolorosos é mais do que compensador. Se desejarmos produzir frutos para o Senhor Jesus, podemos estar tranquilos de que a mão amorosa e suave do nosso Viticultor celestial fará exatamente aquilo que for da amorosa vontade dele.

Não atente para os sussurros do inimigo dizendo que a mão do Viticultor seja muito brutal ao cortar. O olhar do Pai examina os galhos produtivos e ele aplica a eles a sua honra para que, ao final, somente ele seja glorificado. O Pai celestial é glorificado com mais frutos, e frutos permanentes! Aquele que em sua vida nunca sentiu a mão limpadora do Viticultor e que só espera dias bons e prazer precisa verificar em que tipo de ramo ele está enxertado.

De que maneira, porém, podemos produzir frutos? O segredo é a ideia: “Permaneçam em mim”. Quando iniciei minha vida cristã, muitas vezes eu cometia o erro de me preocupar com a qualidade do fruto ao invés de me concentrar na ligação íntima com a videira. Tentei muitas vezes viver de maneira agradável a Deus por meio de esforços carnais. Eu mesmo determinava o que seria um fruto bom. No entanto, eu sempre me desesperava com minha instável firmeza espiritual. O irmão Werner Heukelbach, que sofria de dolorosa Angina pectoris, certa vez orou de modo comovente: “Senhor Jesus, corte, corte mais fundo, separe aquilo que não te agrada”. Um irmão que o acompanhava disse em seguida que, ao ouvir essas palavras, ele sentiu como se uma ducha gelada escorresse em suas costas. E quanto o Senhor cortou! Quantas bênçãos resultaram desse ramo!

Você, no entanto, não precisa orar dessa maneira, pois o seu Pai celestial sabe muito bem o que pode exigir de você. A estrofe do cântico a seguir mostra o significado de viver em íntima ligação com a videira: “Olhe somente para Jesus, veja unicamente a sua face e as coisas do mundo obscurecerão e ficarão pequenas à luz da sua glória”. Assim, entregue a avaliação da sua situação confiadamente ao seu Pai celestial. Ele sabe das suas aptidões, sejam quais forem. O consolo contido nessa promessa de produzir frutos é tão grande que pode ser comparado à riqueza, saúde e honra.

Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata.
Esteja tranquilo, pois seu Pai celestial também sabe das suas noites sofridas e de insônia. Ele sabe de suas lágrimas secretas. Ele conhece também os limites da sua capacidade de suportar cargas. Ele nunca colocará uma responsabilidade maior do que você consegue suportar. Em suas situações de sofrimento, ele tornará em realidade as suas palavras: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Coríntios 12.9).

Quando não conseguimos superar determinadas coisas, precisamos nos submeter a elas. O potencial da força da graça de Deus está à sua disposição. Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata. E é nessa força de Deus que encontramos a vitória! — Manfred Paul