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quarta-feira, 29 de março de 2017

Procurei Alá, encontrei Jesus

Procurei Alá, encontrei Jesus': ex-muçulmano conta como conheceu Cristo


Nabeel mora nos EUA e compartilha seus testemunhos por meio de seu canal no Youtube NQMinistries
Nabeel Qureshi é um ex-muçulmano que hoje tem um ministério de apologética focado nas comparações do Islã com o Cristianismo. Ele é autor de vários livros, incluindo “Procurei Alá, encontrei Jesus”, disponível no Brasil. Desde sua conversão, tem dedicado sua vida à pregação do Evangelho, dando palestras em

universidades e seminários nos EUA, onde mora atualmente.

Ele já participou de dezenas debates públicos em universidades na América do Norte, na Europa e na Ásia.

Nos últimos meses ele vem lutando contra um agressivo câncer de estômago, mas apesar dessa dura batalha tem encontrado forças para compartilhar sua fé.

Nabeel diz não acreditar que era a vontade de Deus que ele tivesse câncer, mas que sua doença poderia ser usada para purificá-lo espiritualmente e glorificar a Deus durante o processo.

Em um vídeo, ele conta a incrível história de como pediu a Jesus para se revelar a ele em sonho, e foi atendido. “Muitas pessoas que estão deixando o Islã e se tornando cristãs fazem isso porque viram Jesus em um sonho ou uma visão. Eu recebi sonhos e visões enquanto estava procurando a verdade sobre o cristianismo e o Islã, mas nunca tinha visto Jesus. Vi coisas que me levaram ao Evangelho. Eu fiquei emocionado por ter visto Jesus em um sonho. Estava orando, pedindo orientação e acho que consegui isso”, explica.

Testemunho

Hoje com 33 anos, Nabeel Qureshi conta que foi difícil abandonar o Islã. Em 2005, quando tinha 22 anos, decidiu entregar sua vida a Jesus.

Poucas semanas depois dessa decisão, começou a receber ameaças de morte. Mesmo assim, não voltou atrás. Por vezes sentiu-se tentado a procurar um ponto em comum, mas “o Alcorão diz que se você acredita que Jesus é Deus, vai para o inferno (Sura 5:72), enquanto Romanos (10:9) nos diz que precisamos crer para sermos salvos. Então, as duas coisas se anulam mutualmente, portanto, você não pode ser cristão e muçulmano”.

Na época em que aceitou a Cristo e abandonou o islamismo, Nabeel foi convencido por argumentos históricos. Um amigo ex-muçulmano o desafiou a fornecer uma base histórica para afirmar que o Islã é verdade.

Nabeel começou então uma intensa pesquisa sobre as origens do Islã e do Cristianismo e acabou percebendo que esteve enganado durante toda a sua vida. Por isso o título do seu livro, “Procurei Alá, encontrei Jesus”. Para ele, a principal diferença é que no Alcorão Maomé vai se revelando cada vez mais como uma pessoa violenta, enquanto Jesus ensina somente o amor, culminando com sua morte na cruz.

“Cristo revolucionou minha vida. Como muçulmano fui criado para ser uma pessoa moral, tratar bem os outros e ser gentil. Mas quando você vê que o próprio Deus se humilhou de tal forma que se tornou um servo dos outros, disposto a morrer por eles, percebe que a ética suprema é o auto-sacrifício baseado no amor”, assegura.

domingo, 26 de março de 2017

O verdadeiro cristão e o hipócrita



A Diferença Entre o Verdadeiro Cristão e o Hipócrita, por Tom Hicks
Como você pode dizer que você é um crente genuíno ou um falso professo?



Um dos melhores livros que descrevem a verdadeira natureza da conversão é o The Christian’s Great Interest [O Grande Interesse do Cristão], por William Guthrie. Um grande teólogo puritano, John Owen, não só recomendou, mas disse o seguinte sobre o livro, “Penso que o autor [de The Christian’s Great Interest] é um dos maiores teólogos que já escreveu; esse livro é meu Vade-mecum (ou seja, “manual”), e eu o carrego junto ao meu Novo Testamento em Grego, eles estão sempre comigo. Eu já escrevi muitos livros, mas existe mais teologia nesse do que em todos os outros”.



William Guthrie fala sobre a diferença entre o verdadeiro Cristão e o hipócrita. Aqui estão alguns pontos onde o hipócrita pode agir como um Cristão:



1. Um hipócrita pode ser influenciado pelo Evangelho em cada parte de seu ser. Ele pode vir a ter um grande conhecimento da verdade de Deus (Hebreus 6:4). Suas emoções em relação a Cristo podem ser fortes (Mateus 13:20). Ele pode até viver mudanças drásticas em seu homem interior, como o fariseu que orou: “ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, etc.” (Lucas 18:11-12).



2. Um hipócrita pode aparentar-se como um verdadeiro Cristão. Ele pode falar sobre a Lei e o Evangelho (Salmo 50:16), pode abertamente confessar o seu pecado, para sua própria vergonha (1 Samuel 26:21), e pode se humilhar vestindo-se de saco (1 Reis 21:27). Pode considerar seus deveres com cuidado e buscar segui-los com prazer (Isaías 58:2), perseverar em temos difíceis, dar tudo que tem à Deus e aos santos, ou entregar seu corpo para ser queimado (1 Coríntios 13:3).



3. Um hipócrita pode experimentar muito da graça de Deus. Ele pode ter grandes convicções de pecado, como Judas tinha (Mateus 27:3-5). Ele pode temer a Palavra de Deus, como aconteceu com Félix (Atos 24:25), se regozijar em receber a verdade (Mateus 13:20) e ter várias experiências e provar as dádivas pela graça de Deus (Hebreus 6:4).



4. Um hipócrita pode ter características muito similares à graça salvífica do Espírito Santo. Ele pode ter um tipo de fé, como Simão que também “creu” (Atos 8:13), mas provou ser um falso cristão. Ele pode ter um aspecto de arrependimento exterior muito parecido com o arrependimento genuíno (Malaquias 3:14). Ele pode ter um grande e poderoso temor de Deus, como Balaão teve (Números 22:18). Ele pode ter tido algum tipo de esperança (Jó 8:13). O hipócrita pode até ter um pouco de amor, como Herodes teve por João (Marcos 6:26).



5. Um hipócrita pode até ter uma grande e poderosa experiência com Deus. Ele pode ter “provado o dom celestial” e se tornar um “participante do Espírito Santo” e experimentado “as virtudes do século futuro” e ainda assim, não ter uma conversão genuína [cf. Hebreus 6:4-5].



Então, quais são as marcas de um verdadeiro Cristão? Como é discernida uma conversão genuína de uma falsa conversão? Guthrie nos dá cinco marcas de um verdadeiro Cristão que não é tomado pelo hipócrita.



1. O coração de um verdadeiro Cristão é transformado para sempre. No livro de Jeremias 32:39 o Senhor diz: “E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias”. Hipócritas nunca tem a sua natureza transformada. Hipócritas querem Cristo pelos bens que Ele pode lhes dar nesse mundo. Mas o coração de um verdadeiro Cristão tem a satisfação total em Cristo como seu único tesouro nessa vida e na que há de vir.



2. A mudança do verdadeiro Cristão vem de um verdadeiro amor à Cristo. Hipócritas podem ter um exterior limpo para serem vistos por homens, que os confundem facilmente, ou para afastá-los das consequências de seus próprios pecados. Mas o Cristão verdadeiro ama a Cristo e guarda Seus mandamentos por amor ao Seu nome, para servi-lO, para conhecê-lO e para dar glória ao Seu nome (Salmo 119:6).



3. O verdadeiro Cristão busca a Cristo e o Seu Reino acima de todas as coisas. Apenas uma coisa é necessária: Amizade e comunhão com Cristo. Mas isso nunca é “a única coisa” ou a satisfação do coração escolhida pelos hipócritas. Verdadeiros Cristãos, porém, desejam essa “a boa parte, a qual não lhes será tirada” (Lucas 10:42).



4. Um verdadeiro Cristão é submisso à justiça de Deus. Ele abandona toda a esperança nele mesmo e em sua própria justiça, e descansa inteiramente na justiça de Cristo e O tem como seu único Salvador. Hipócritas não fazem isso (Romanos 10:3). Eles dependem, em algum grau, de sua própria justiça.



5. Um verdadeiro Cristão tem as três essências do Cristianismo genuíno. Primeiro, ele tem um coração quebrantado e vazio de sua própria justiça, repugnante aos seus próprios olhos (Lucas 19:10). Segundo, ele tem Jesus Cristo como seu único tesouro e sua joia que o enriquece e o satisfaz (Mateus 13:44). Terceiro, ele, sem exceção, toma sobre si todo o jugo de Cristo e se submete a toda a Sua vontade santa, justa, boa e espiritual (Romanos 7:12). Um hipócrita não faz nenhuma dessas coisas.

terça-feira, 21 de março de 2017

João 16.32


Sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só." (João 16.32)

Poucos se envolveram nas aflições do Getsêmani. A maioria dos discípulos não havia ainda crescido suficientemente na graça, para serem admitidos a contemplar os mistérios da “agonia”. Ocupados com a celebração da Páscoa em seus próprios lares, os discípulos representam os muitos que vivem de acordo com as Escrituras, mas são apenas bebês quanto ao espírito do evangelho.

domingo, 5 de março de 2017

Fique longe dessa cabana!

Fique Longe Dessa Cabana

James B. De Young

O livro A Cabana vendeu milhões de cópias em todo o mundo e está para ser lançado como um filme. Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã. E é aí que está o tropeço. Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

Quem é o autor? William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década. Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o “Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões. Embora freqüentemente rejeite o “universalismo geral”, a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte. O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros. Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram. Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu. Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.

Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?
Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro. Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local. Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão. Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo. Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América. Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista.

Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A Cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro. Eis aqui algumas evidências resumidas:

1) O credo universalista de 1899 afirmava que “existe um Deus cuja natureza é o amor”. Young diz que Deus “não pode agir independentemente do amor” (p. 102),[1] e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191).

2) Não existe punição eterna para o pecado. O credo de 1899 novamente afirma que Deus “finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria”. Semelhantemente, Young nega que “Papai” (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) “derrama ira e lança as pessoas” no inferno. Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle “curar o pecado” (p. 120). Papai “redime” o julgamento final (p. 127). Deus não “condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor” (p. 162).

3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal. Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37).

4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor – um princípio central ao Universalismo. O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus “nasce do amor e é limitado pelo amor”. Young afirma que Deus escolheu “o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor”, e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65).

5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade. Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99). Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10). O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela igreja primitiva. Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa.

6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé. Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que crêem (p. 192). Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé.

7) Não existe um julgamento futuro. Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145). Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um “círculo de relacionamentos”.

8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56). Numa futura revolução de “amor e bondade”, todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248).


9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica. Jesus afirma que Ele “nunca criou e nunca criará” instituições (p. 178). As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo.

10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance. É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação.

Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta: “Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?” Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico. A ficção serve à teologia, e não vice-versa. Outra pergunta é: “Os pontos positivos do romance não superam os pontos negativos?” Novamente, se alguém usar a impureza doutrinária para ensinar como ser restaurado a Deus, o resultado final é que a pessoa não é restaurada da maneira bíblica ao Deus da Bíblia. Finalmente, pode-se perguntar: “Esse livro não poderia lançar os fundamentos para a busca de um relacionamento crescente com Deus com base na Bíblia?” Certamente, isso é possível. Mas, tendo em vista os erros, o potencial para o descaminho é tão grande quanto o potencial para o crescimento. Young não apresenta nenhuma orientação com relação ao crescimento espiritual. Ele não leva em consideração nem a Bíblia, nem a igreja institucional com suas ordenanças. Se alguém encontrar um relacionamento mais profundo com Deus que reflita a fidelidade bíblica, será a despeito de A Cabana e não por causa dela. (extraído de uma resenha de James B. De Young, Western Theological Seminary - The Berean Call - http://www.chamada.com.br)