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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Uma vez salvo, salvo para sempre?


Pergunta: "Uma vez salvo, sempre salvo?"

Resposta: Uma vez que a pessoa é salva, está salva para sempre? Quando as pessoas conhecem a Cristo como seu Salvador, são trazidas a um relacionamento com Deus que garante que sua salvação seja eternamente assegurada. Inúmeras passagens da Escritura declaram tal fato. (a) Romanos 8:30 diz: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Este verso nos diz que a partir do momento que Deus nos escolhe, é como se fôssemos glorificados na Sua presença no céu. Não há nada que possa impedir um crente de um dia ser glorificado porque Deus já assim determinou no céu. Uma vez justificado, a salvação é garantida – a pessoa está garantida, como se ela já estivesse glorificada no céu.


(b) Paulo faz duas perguntas cruciais em Romanos 8:33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Quem tentará acusar o escolhido de Deus? Ninguém, porque Cristo é nosso defensor. Quem nos condenará? Ninguém, porque Cristo, O que morreu por nós, é O que condena. Temos como Salvador aquele que é defensor e juiz.

(c) Os crentes nasceram de novo (foram regenerados) no momento em que creram (João 3:3; Tito 3:5). Para que um cristão perdesse a salvação, teria que ser não-regenerado. A Bíblia não nos dá evidências de que o novo nascimento possa ser revertido. (d) O Espírito Santo habita em todos os crentes (João 14:17; Romanos 8:9) e batiza todos os crentes no Corpo de Cristo (I Coríntios 12:13). Para que um crente perdesse a salvação, teria que ser “não habitado” e desconectado do Corpo de Cristo.

(e) João 3:15 afirma que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá a vida eterna”. Se você crê em Cristo hoje e tem vida eterna, mas a perder amanhã, então esta jamais foi “eterna”. Então, nesse caso, se você perdesse a salvação, as promessas de vida eterna na Bíblia seriam falsas. (f) Como prova definitiva, creio que a Escritura explica melhor por si só: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Lembre-se que o mesmo Deus que salvou você é o mesmo Deus que o manterá salvo. Uma vez salvos, sempre salvos. Nossa salvação, definitivamente, está garantida para sempre.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

No Meio de Um Redemoinho


No meio de um redemoinho
Perdas, angústias, desilusões,... Tem hora que procuramos onde está um refúgio, um lugar para respirar, um ombro para chorar e ouvidos para nos ouvir, mas não temos. Nesse momento a aflição chega, a angústia bate à porta do nosso coração e não temos como fugir do desespero total. Um verdadeiro caos.

Quando isso acontece, não temos muitas respostas para as nossas dúvidas. Choramos, lamentamos e pedimos a Deus para agir. Mas sabe, nem sempre é tão rápido a resposta dEle. A partir daí, começa os questionamentos internos: “Onde está Deus? Deus ainda me ama? Por que eu sofro tudo isso?” O nosso coração anseia por respostas, a nossa alma grita por socorro. E, agora?

Alguns recorrem às murmurações e começam a se afastar das promessas, desistem dos planos de Deus e se enfraquecem na fé. Outros correm para as igrejas, vão aos cultos de oração em busca de uma resposta. Mas nem sempre encontram.

Jó foi um homem temente a Deus, mas sentiu bem na pele o que é perder. Perdeu tudo: filhos, gados, riqueza, saúde e até ouviu de sua esposa algo que ninguém queria ouvir: “Amaldiçoa o seu Deus e morre!” Logicamente que ela amava o seu marido, mas no momento de desespero preferia vê-lo morto.

Tudo estava escuro e sem saída na mente confusa daquele homem. Ele era um homem justo e não tinha cometido falta alguma com Deus. Essa história tem alguma semelhança com você? Vamos pensar... Sofremos e olhamos para dentro de nós e dizemos: “Sou fiel, não fiz nada de errado, por que isso, Senhor?” Nem sempre temos as respostas na hora que clamamos.

Deus ouviu o clamor de Jó e o respondeu de dentro de um redemoinho (Jó 38.1). Interessante que quando estamos em lutas, a última coisa que queremos é ver um redemoinho. Não é mesmo? Ali era um lugar improvável, mas foi o lugar escolhido por Deus para conversar com Jó. Realmente ele não precisava passar por tudo aquilo, mas Deus conhecia a fidelidade dele.

Nossos planos nem sempre saem conforme planejamos. Deus mostrou para Jó que Ele precisava ser soberano em toda sua vida. Guarde isso com você! Deus te conhece e tem as respostas para todos os seus questionamentos. Ele não perdeu você. Muito menos esqueceu daquilo que te prometeu. Isso é uma prova. O professor está calado. Mas ao final, ele entregará a sua nota. E qual será?

Aproveite para confiar mais em Deus. Olhe para o Alto. O redemoinho está bem perto de você. Fique atenta! Pode ser ali que Deus virá para falar contigo. Jó foi aprovado e recebeu tudo em dobro. Sua recompensa também será grandiosa. Creia!

Por Luciene Saviolli

sábado, 11 de agosto de 2018

Como devemos lidar com a morte de um filho?


Pergunta: "Como devem os pais cristãos lidar com a morte de um filho?"

Resposta: Como pais, não podemos imaginar uma experiência mais traumática do que perder um filho. Todos os pais naturalmente esperam que irão morrer antes dos seus filhos. Tal perda é um extraordinário evento fora-de-ordem que traz consigo uma enorme sensação de dor e tristeza persistente. É uma experiência transformadora que apresenta desafios únicos para os pais na medida em que procuram reconstruir as suas vidas sem seu filho.

Seria presunçoso de qualquer pessoa tentar dizer aos pais como lidar com a morte de seu filho. No entanto, sabemos que os que têm rendido suas vidas a Deus são mais aptos a se recuperarem dessa perda com um maior senso de normalidade do que aqueles sem uma fé genuína e positiva em nosso Criador. Levando isso em consideração, como devem os pais cristãos lidar com a morte de um filho? Será que a Bíblia aborda o assunto, e em caso afirmativo, em que sentido?

Em primeiro lugar, devemos observar que cada pessoa lida com a dor de forma diferente. As emoções variam muito na sua intensidade e são normais e naturais. Em segundo lugar, nenhum pai ou mãe chega a cicatrizar completamente da perda de um filho. Não é como uma doença da qual se recupera. A maioria dos conselheiros compara esse evento a uma lesão física que transforma a vida. No entanto, também devemos saber que embora possamos sempre sentir a perda, a sua intensidade diminui com o tempo.

É a fé do cristão em um Deus amoroso e sempre fiel que nos permite resistir e recuperar-nos da perda de um filho, às vezes de maneiras que outros acham notáveis. Tal foi o caso de Davi na perda do seu primeiro filho, o qual morreu sete dias após o nascimento (2 Samuel 12:18-19). Há várias lições valiosas que podemos aprender com esta passagem da Escritura que podem ajudar os pais em luto a enfrentar o futuro com esperança.

Uma delas é que Davi orou fervorosamente pela vida do seu filho (2 Samuel 12:16). Isso deve ser verdade para todos os pais em todos os momentos, e não apenas quando os tempos são difíceis. Os pais devem sempre orar por seus filhos, pedindo a Deus que cuide deles e os proteja. Da mesma forma, os pais devem orar para que Deus ofereça sabedoria e orientação divina para que os nossos filhos cresçam na disciplina e admoestação do Senhor (Juízes 13:12; Provérbios 22:6, Efésios 6:4).

Uma outra lição que aprendemos com Davi foi a sua reação à morte do seu filho. Ao saber que a criança havia morrido, houve uma aceitação representada por suas ações quando ele "se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do SENHOR e adorou; depois, veio para sua casa e pediu pão; puseram-no diante dele, e ele comeu" (2 Samuel 12:20). O que é surpreendente sobre esta passagem é que Davi "entrou na casa do Senhor e adorou." Em outras palavras, Davi não só aceitou a morte do seu filho, mas entregou tudo a Deus em adoração. A capacidade de adorar e honrar a Deus em um momento de provação ou crise é uma poderosa demonstração da nossa confiança espiritual em nosso Deus. Fazer isso nos permite aceitar a realidade da nossa perda. E é assim que Deus nos liberta para continuar vivendo. Davi modela para nós nesta história a sabedoria de liberar aquilo que não podemos mudar.

A próxima lição é a mais reveladora. É a confiança no conhecimento de que crianças que morrem antes de chegarem à idade da responsabilidade vão para o céu. A resposta de Davi aos questionando a sua reação à morte de seu filho sempre foi uma grande fonte de conforto a pais crentes que perderam bebês e crianças pequenas. "Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim" (2 Samuel 12:23). Davi estava plenamente confiante de que iria encontrar o seu filho no céu. Esta passagem é uma indicação forte de que os bebês e crianças que passam deste mundo vão para o céu.

Sofrer a perda de um filho é uma viagem comovente. Não há regras estabelecidas para nos ensinar a lamentar. No entanto, conselheiros e aqueles que sofreram a perda de um filho têm fornecido alguns conselhos úteis:

• Reconheça que você não está sozinho. Você tem Deus. Você tem seus irmãos e irmãs em Cristo. Você tem amigos próximos e familiares. Peça por ajuda. Eles estão disponíveis a ajudá-lo.

• Não coloque limites de tempo na sua recuperação. Não espere que um dia passe sem que você pense em seu filho, e nem deseje isso.

• Fale sobre o seu filho. É importante que você compartilhe a história do seu filho com outras pessoas.

• Cuide de si mesmo e dos seus outros filhos. Eles também estão sofrendo a perda de um irmão e o desconforto adicional de ver seus pais em luto.

• Tente não fazer nenhuma decisão importante, pelo menos durante o primeiro ano.

• Espere que passar pelos muitos "primeiros" após a morte de um jovem filho – primeiro aniversário, primeiro natal, etc. - vai ser doloroso.

E, por último, os cristãos que perderam uma criança têm a promessa fiel da Palavra de Deus: "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:4).

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Qual dos 2 ladrões é você?

Qual dos dois ladrões da cruz é você?



Qual dos dois ladrões da cruz é você?


“Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão.” 1 Coríntios 15:19




Qual dos dois ladrões da cruz é você? Pergunta deselegante esta que eu fiz, né? A grande e assustadora verdade é que nós somos um dos dois. Sempre.

Acho interessante o quanto lemos a Bíblia e conseguimos enquadrar inúmeras pessoas, familiares, e até inimigos nos personagens. Porém, a modelagem literária bíblica foi feita para que nós pudéssemos nos enxergar nela. É uma espécie de espelho.

Quando lemos a Bíblia temos sempre que nos perguntar: “Quais desses personagens reflete a minha vida?”.

A Bíblia diz que Jesus foi crucificado, e em ambos lados de sua cruz foram pendurados ladrões. Além de serem ladrões existe mais uma coisa em comum entre eles que é mostrado nos diálogos: eles fazem um pedido de ajuda. Só que o tipo de ajuda que cada um pede é totalmente diferente do outro.

O primeiro ladrão que questionou Jesus pediu: “Se és mesmo o Cristo, salva a ti mesmo e a nós”. Já o outro ladrão pede: “Nós merecemos estar aqui, mas esse homem não. Senhor, lembra de mim quando entrares no Teu Reino”.

Sentiu a diferença do pedido de um e do outro? Agora que vem a parte mais dura de se ler neste texto. Qual tipo de pedido você faz quando ora? Quando pede ajuda a Deus… Qual tipo de ajuda você pede?

O primeiro ladrão pediu algo para esta terra: “Salva a ti mesmo e a nós”. Já o outro pediu para a vida eterna: “Lembra de mim quando entrares no Teu Reino”. Em sua oração quanto tempo você gasta pedindo coisas para esta vida, aqui na terra? E quanto tempo você gasta pedindo coisas para a eternidade, no céu?

O apostolo Paulo diz: “Se esperamos em Cristo somente nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.

Reflita nisto. O que você tem buscado em Cristo em suas orações? Coisas materiais? Coisas somente nesta vida e nesta terra?

Insisto: Qual dos dois ladrões é você nesta história?

André Samuel Câmara é diretor da Rede Boas Novas Nacional e pastor do Centro de Convenções da Assembleia de Deus em São Cristóvão – RJ.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Quem eram os doze discípulos de Jesus?


Pergunta: "Quem eram os doze (12) discípulos/apóstolos de Jesus Cristo?"

Resposta: A palavra “discípulos” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. A palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram a Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mateus 28:18-20) para que fossem Suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem.

Os doze discípulos/apóstolos originais estão listados em Mateus 10:2-4: “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu”. A Bíblia também lista os 12 discípulos/apóstolos em Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16. Ao comparar as três passagens, há algumas pequenas diferenças. Aparentemente, Tadeu também era conhecido como “Judas, filho de Tiago” (Lucas 6:16). Simão, o Zelote também era conhecido como Simão, o cananeu. Judas Iscariotes, que traiu Jesus, foi substituído entre os doze apóstolos por Matias (veja Atos 1:20-26). Alguns professores bíblicos vêem Matias como um membro “inválido” para os 12 apóstolos, e acreditam que o apóstolo Paulo foi a escolha de Deus para substituir Judas Iscariotes como o décimo segundo apóstolo.

Os doze discípulos/apóstolos eram homens comuns a quem Deus usou de maneira extraordinária. Entre os 12 estavam pescadores, um coletor de impostos, um revolucionário. Os Evangelhos registram as constantes falhas, dificuldades e dúvidas destes doze homens que seguiam a Jesus Cristo. Após testemunharem a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo transformou os discípulos/apóstolos em homens poderosos de Deus que “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). Qual foi a mudança? Os 12 apóstolos/discípulos haviam “estado com Jesus” (Atos 4:13). Que o mesmo possa ser dito de nós!

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Os limites do materialismo

O Limite do Materialismo
Werner Gitt

As leis naturais sobre a informação confirmam: para a imensa quantidade de informação da natureza é necessário que haja um Emissor onisciente e onipotente. Elas apontam para um mundo espiritual.

Na área da ciência, a argumentação mais forte é sempre dada quando se emprega as leis naturais para fundamentar um procedimento ou uma ideia, bem como para contestá-los. Em cada ser vivo encontramos uma gama inimaginável de informação que é absolutamente necessária para os planos construtivos dos indivíduos e para o direcionamento de todos os procedimentos complexos nas células. Com o auxílio das leis naturais da informação é possível comprovar que cada informação, e isso inclui também a informação biológica, necessita de um autor inteligente.

Fala-se em uma lei natural quando, em nosso mundo perceptível, a validade geral de frases de forma reprodutiva pode ser constantemente confirmada. As leis naturais possuem o maior poder de afirmação na ciência, pois:

Para elas não há exceções;
Elas respondem as questões se algum procedimento planejado é possível de ser realizado ou não;
Elas já sempre existiram, e isso independentemente de sua descoberta ou formulação realizada por pessoas;
Elas podem ser aplicadas com êxito também para situações ainda desconhecidas.
Por leis naturais normalmente entendemos as leis da física e da química. Aquele que pensa que o mundo pode ser descrito unicamente com grandezas materiais acaba restringindo suas percepções. Também as grandezas não materiais como, por exemplo, a informação, a vontade e a consciência fazem parte da nossa realidade. As leis naturais para grandezas não materiais preenchem os mesmos critérios rigorosos como as leis para grandezas materiais e, por isso, têm o mesmo efeito em suas conclusões.

Para que se possa descrever as leis naturais da informação e analisar um sistema desconhecido, é necessário que se tenha a definição precisa e adequada da informação: a informação está presente sempre que são identificados todos esses cinco níveis hierárquicos em um sistema observado: estatística, sintaxe (código, gramática, vocabulário), semântica (significado), pragmática (ação) e apobética (alvo, resultado).

As quatro leis naturais da informação são:

Uma grandeza material não pode produzir uma grandeza não material.
A informação é uma grandeza não material.
Em processos estatísticos (procedimentos sem uma inteligência diretiva) não se produz informação.
A informação somente surge por meio de um emissor inteligente.
Um emissor inteligente é provido de consciência, é criativo, pensa com independência e age orientado para um objetivo. Após as leis naturais da informação serem conhecidas, elas podem então ser aplicadas objetiva e efetivamente para obter conclusões de ampla abrangência. Como nossas questões ultrapassam as respostas possíveis de cunho científico, precisamos de uma fonte de informação superior e esta, em minha opinião de cristão, é a Bíblia. A seguir mencionaremos primeiramente a conclusão científica com base nas leis naturais e na sequência mencionaremos a orientação bíblica que confirma ou até ultrapassa o resultado científico.


A informação codificada na molécula DNA supera de longe qualquer das nossas tecnologias disponíveis.
Conclusão nº 1: pelo fato de que em todas as formas de vida há um código (molécula DNA ou RNA) além dos outros níveis da informação, encontramo-nos claramente dentro da área de definição da informação. Assim, nesse caso podemos identificar a 4ª lei natural da informação: é necessário que haja um emissor inteligente!

Como não existe processo comprobatório por meio de observação ou experimentação dizendo que a informação surgiu por si na matéria, isso também vale para qualquer informação nos seres vivos. Assim, as leis naturais 1 a 4 também requerem um autor inteligente para elaborar os programas. Assim, a 1ª conclusão é uma prova da existência de Deus ou também uma contestação científica ao ateísmo.

Conclusão nº 2: a informação codificada na molécula DNA supera de longe qualquer das nossas tecnologias disponíveis. Já que nenhuma pessoa entra em questão como emissor, este precisa ser procurado fora do nosso mundo visível. Podemos concluir: o emissor não só precisa ser extremamente inteligente como também precisa dispor de uma imensa gama de informação e inteligência, isto é: ele precisa ser onisciente. Isso se aplica com as leis naturais nº 1 e 4 sobre a informação.

Admitamos que esse emissor (autor, criador, deus) tivesse inteligência limitada, então ele necessitaria de um deus superior a ele e que tivesse mais informação para ensiná-lo. Como este, por sua vez, também necessitaria de um instrutor, chegaremos a uma grande quantidade de deuses, sendo que o “último”, pelo constante acréscimo, chegaria ao saber infinito, isto é, seria onisciente. A alternativa lógica equivalente a ser admitida seria a de haver um único Deus. Este, nesse caso, precisaria ser infinitamente inteligente e ter à sua disposição um conjunto infinito de informações. Assim, ele precisaria ser onisciente.

A segunda alternativa é a que a Bíblia também ensina. Existe somente um Deus: “Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há Deus” (Is 44.6). Se esse Deus, como observamos na 2ª conclusão, é onisciente, então ele tem conhecimento sobre todas as coisas do presente, do passado e também do futuro. Se ele sabe de tudo, também além dos limites temporais, então ele deve mesmo ser eterno! É o que lemos também em Salmo 90.2, Isaías 40.28 e Daniel 6.26.

Conclusão nº 3: pelo fato de que o Emissor

codificou a informação de maneira genial, como a encontramos nas moléculas de DNA,
deve ter construído as complexas biomáquinas, que decodificam a informação e executam os vários processos para a biossíntese,
deve ter elaborado cada detalhe de todos os seres vivos e programado todas as suas habilidades,
podemos concluir que o Emissor queria que tudo fosse dessa maneira e que ele deve ser muito poderoso.

A partir da 2ª conclusão verificamos, com base nas leis naturais, que o emissor (criador, deus) deve ser onisciente e eterno. Agora passamos a indagar sobre a grandeza do seu poder. Aplicando a mesma lógica como na 2ª conclusão, chegaremos ao resultado de que ele também precisa ser onipotente. É o que a Bíblia também comprova: “‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, ‘o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso’” (Ap 1.8).

Conclusão nº 4: como as pessoas estão em condições de produzir nova informação, esta não pode ter origem em nossa parte material (corpo). Assim, podemos concluir: o homem precisa ter um componente não material (alma, espírito). Isso também contradiz a ideia do materialismo. É o que podemos constatar com a aplicação da 1ª e da 4ª leis naturais sobre a informação.

Na biologia da evolução e das moléculas raciocina-se exclusivamente de modo materialista. Com o auxílio da informação, esse materialismo pode ser contestado da seguinte maneira: todos nós temos a capacidade de gerar nova informação (p. ex.: em cartas, livros, etc.) – isto é, grandezas não materiais. Como a matéria é incapaz de fazer isso (1ª lei natural sobre a informação), requer-se um componente não material além do nosso corpo (matéria), e esse é a alma. Em 1Tessalonicenses 5.23, a Bíblia confirma essa conclusão: “Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. O corpo é a parte material da pessoa, enquanto a alma e o espírito são componentes não materiais.

Em virtude da maneira materialista de pensar, na ciência, os pesquisadores trabalham com a seguinte condição: “Nosso cérebro é a fonte da informação”. Essa suposição é errada, pois nosso cérebro é matéria e, de acordo com a 1ª lei natural sobre a informação, ele é incapaz de gerar informação. Assim, o cérebro, mesmo que seja muito complexo, não pode ser a fonte da informação; ele é apenas uma máquina de processamento da informação.


Aquilo que é vivo não constitui uma grandeza material. Não pode ter sido gerado pela matéria.
Conclusão nº 5: pelo fato de que a informação é o componente básico de toda a vida, que não pode ser gerada a partir da matéria e energia, é necessário que haja um emissor inteligente. Como, porém, todas as teorias da evolução química e biológica exigem que a informação seja gerada unicamente pela matéria e pela energia (e assim não podem ter um emissor), podemos concluir que todas essas teorias e conceitos da evolução química e biológica (macroevolução) devem ser falsas. Podemos verificar isso mediante a aplicação da 1ª e da 2º leis naturais sobre a informação.

A evolução tenta explicar a vida simplesmente no nível físico-químico. As leis naturais excluem a ideia da macroevolução – isto é, a trajetória desde a célula original até a pessoa. O sistema da evolução, diante dos enunciados da informação, se apresenta como um “Perpetuum mobile da informação” (“movimento perpétuo”), ou seja, é algo impossível.

A microevolução, ou seja, a adaptação dentro de uma espécie (p. ex.: diferenças entre os bicos dos tentilhões de Darwin) são possíveis de observar. A informação necessária para isso, por consequência, também não foi gerada na matéria, mas decorre de diversificação do programa que o Criador, em toda sua onisciência, já havia previsto.

O relato da criação ressalta reiteradamente que a inimaginável multiplicidade de toda a vida foi criada muito especificamente – cada um conforme a sua espécie. Também nesse caso não há sinal algum da evolução.

Conclusão nº 6: como também aquilo que é vivo não constitui uma grandeza material, não pode ter sido gerado pela matéria. Disso concluímos: na matéria não existe nenhum processo que conduza do estado sem vida para o estado vivo. Procedimentos puramente materiais não podem conduzir à vida, tanto na terra como em qualquer lugar do universo. Isso se verifica com a aplicação da 1ª lei natural sobre a informação.


O diferencial da vida (ou o fenômeno “vida”) em um ser vivo, da mesma forma como a informação, não é algo material. Conforme a 6ª conclusão demonstra, com o auxílio dessa nova abordagem pode-se excluir a possibilidade de geração espontânea de vida na matéria.

Resumindo, podemos concluir que, com o auxílio dos enunciados da informação, pode-se contestar ideias amplamente divulgadas:

a concepção puramente materialista na ciência,
todas as atuais concepções evolucionistas (evolução química e biológica),
o materialismo (p. ex.: a figura humana materialista),
o ateísmo.
Além disso, conseguimos comprovar:

que precisa existir um autor da vida (criador, deus) de acordo com as leis naturais da informação,
que esse autor precisa ser onisciente e eterno,
que ele precisa ser onipotente,
que a pessoa precisa ter um componente não material (alma),
que o cérebro não pode ser a fonte da informação por nós gerada.
No entanto, nesse ponto surgem perguntas importantes: quem é o emissor dessa informação biológica e quem é o autor de todas as formas de vida?

Deus entregou a tarefa da criação ao seu Filho Jesus e, por isso, o Novo Testamento fala sobre Jesus: “Ele é a imagem do Deus invisível... pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis... todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Cl 1.15-17). Assim, não há nada no nosso mundo que não tenha sido criado por nosso Senhor Jesus: o imenso cosmo faz parte, bem como cada micróbio, cada formiga, cada girafa e também cada pessoa.

Jesus Cristo é o que estava desde a eternidade e é o Soberano do reino celestial. A ele foi dada toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Será que conseguimos compreender a seguinte empolgante ideia? O Homem na cruz do Gólgota e o Criador desse mundo e de toda a vida são a mesma Pessoa! Com seu amor insondável por nós ele permitiu ser sacrificado sem qualquer resistência por causa do nosso pecado, para que a porta para o céu fosse aberta para nós. Quem rejeita o Salvador perde tudo: “... como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.3). Quem o aceita, recebe tudo, pois Jesus disse: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna... já passou da morte para a vida” (Jo 5.24).




Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite julho de 2017

sábado, 7 de julho de 2018

O capitalismo à luz da Bíblia


O dicionário define o capitalismo como "um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada ou corporativa de bens de capital, através de investimentos que são determinados por decisão particular, e por preços, produção e distribuição de bens que são determinados principalmente pela concorrência em um livre mercado." Embora a Bíblia não mencione o capitalismo pelo nome, ela fala muito sobre questões econômicas. Por exemplo, seções inteiras do livro de Provérbios e muitas das parábolas de Jesus tratam de questões econômicas. Como tal, aprendemos qual deve ser a nossa atitude quanto à riqueza e como um cristão deve lidar com as suas finanças. A Bíblia também nos fornece uma descrição de nossa natureza humana, o que nos ajuda a avaliar o possível sucesso e fracasso de um sistema econômico na sociedade.

Porque a economia é uma área onde muito da nossa vida cotidiana acontece, devemos avaliá-la de uma perspectiva bíblica. Quando usamos a Bíblia como nossa estrutura, podemos começar a construir o modelo de um governo e uma economia que libera o potencial humano e limita o pecado humano. Em Gênesis 1:28, Deus diz que devemos subjugar a terra e ter domínio sobre ela. Um aspecto disso é que os seres humanos podem possuir propriedades para exercer o seu domínio. Já que temos tanto a vontade quanto direitos de propriedade privada, podemos supor que devemos ter a liberdade de trocar esses direitos de propriedade privada em um mercado livre onde os bens e serviços podem ser trocados.

No entanto, devido à devastação do pecado, muitas partes do mundo têm se tornado locais de decadência e escassez. Além disso, embora Deus nos tenha dado o domínio sobre a criação, devemos ser bons administradores dos recursos à nossa disposição. Historicamente, o sistema do comércio livre tem fornecido a maior quantidade de liberdade e os ganhos econômicos mais eficazes do que qualquer sistema econômico já inventado. Mesmo assim, os cristãos muitas vezes se perguntam se podem apoiar o capitalismo. Em essência, o interesse próprio é recompensado em um sistema capitalista livre. No entanto, até mesmo o evangelho apela ao nosso interesse próprio porque é para o nosso próprio bem aceitar Jesus Cristo como nosso salvador para que o nosso destino eterno seja garantido.

De uma perspectiva cristã, a base da propriedade privada repousa em sermos criados à imagem de Deus. Podemos fazer escolhas sobre propriedades que podemos trocar em um sistema de mercado. No entanto, às vezes o desejo por propriedade privada cresce do nosso pecado. Correspondentemente, a nossa natureza pecaminosa também produz negligência, preguiça e ociosidade. O fato é que a justiça econômica só pode ser alcançada da melhor forma se cada pessoa for responsável por sua própria produtividade.

Historicamente, o capitalismo tem uma série de vantagens. Tem o potencial econômico liberado. Ele também fornece a base para uma grande liberdade política e econômica. Quando o governo não está controlando os mercados, então há liberdade econômica para se envolver em uma série de atividades empresariais. O capitalismo também tem levado à grande liberdade política porque uma vez que o papel do governo na economia é limitado, também limitamos o alcance do governo em outras áreas. Não é por acaso que a maioria dos países com a maior liberdade política geralmente têm grande liberdade econômica.

No entanto, os cristãos não podem e não devem endossar todos os aspectos do capitalismo. Por exemplo, muitos defensores do capitalismo têm uma visão conhecida como utilitarismo, a qual se opõe à noção de absolutos bíblicos. Certamente devemos rejeitar esta filosofia. Além disso, há certas questões econômicas e morais que devem ser abordadas. Embora existam algumas críticas econômicas válidas do capitalismo, como os monopólios e o subproduto da poluição, estes podem ser controlados por um controle governamental limitado. E quando o capitalismo é sabiamente controlado, ele gera prosperidade e liberdade econômica significativa para o seu povo.

Um dos principais argumentos morais contra o capitalismo é a ganância - é por isso que muitos cristãos se sentem inseguros sobre o comércio livre. Os críticos do capitalismo argumentam que este sistema deixam as pessoas gananciosas. No entanto, então devemos nos perguntar se o capitalismo torna as pessoas gananciosas ou se já temos pessoas gananciosas que usam a liberdade econômica do sistema capitalista para atingir os seus objetivos? À luz da descrição bíblica da natureza humana (Jeremias 17:9), este último parece mais provável. Porque as pessoas são pecaminosas e egoístas, algumas vão usar o sistema capitalista para satisfazer a sua ganância. Entretanto, isso não é realmente uma crítica do capitalismo, uma vez que é um reconhecimento da condição humana. O objetivo do capitalismo não é mudar as pessoas más, mas nos proteger delas. O capitalismo é um sistema em que as pessoas ruins podem fazer o mínimo de danos e pessoas boas têm a liberdade de fazer boas obras. O capitalismo funciona bem com indivíduos completamente morais, mas também funciona adequadamente com pessoas egoístas e gananciosas.

É importante perceber que há uma diferença entre interesse próprio e egoísmo. Todas as pessoas têm interesses próprios que podem operar de formas que não são egoístas. Por exemplo, é do nosso próprio interesse conseguir um emprego e ganhar uma renda para que possamos sustentar a nossa família. Podemos fazer isso de formas que não são egoístas. Por outro lado, outros sistemas econômicos, como o socialismo, ignoram as definições bíblicas da natureza humana. Como resultado, eles permitem que o poder econômico seja centralizado e se concentre nas mãos de poucas pessoas gananciosas. Aqueles que reclamam da influência que grandes corporações exercem sobre as nossas vidas devem considerar a alternativa socialista onde alguns burocratas governamentais controlam cada aspecto de nossas vidas.

Embora a ganância às vezes seja evidente no sistema capitalista, temos que entender que não é por causa do sistema -- é porque a ganância faz parte da natureza pecaminosa do homem. A solução não se encontra em mudar o sistema econômico, mas em mudar o coração do homem através do poder do evangelho de Jesus Cristo.