AdSense

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Os limites do materialismo

O Limite do Materialismo
Werner Gitt

As leis naturais sobre a informação confirmam: para a imensa quantidade de informação da natureza é necessário que haja um Emissor onisciente e onipotente. Elas apontam para um mundo espiritual.

Na área da ciência, a argumentação mais forte é sempre dada quando se emprega as leis naturais para fundamentar um procedimento ou uma ideia, bem como para contestá-los. Em cada ser vivo encontramos uma gama inimaginável de informação que é absolutamente necessária para os planos construtivos dos indivíduos e para o direcionamento de todos os procedimentos complexos nas células. Com o auxílio das leis naturais da informação é possível comprovar que cada informação, e isso inclui também a informação biológica, necessita de um autor inteligente.

Fala-se em uma lei natural quando, em nosso mundo perceptível, a validade geral de frases de forma reprodutiva pode ser constantemente confirmada. As leis naturais possuem o maior poder de afirmação na ciência, pois:

Para elas não há exceções;
Elas respondem as questões se algum procedimento planejado é possível de ser realizado ou não;
Elas já sempre existiram, e isso independentemente de sua descoberta ou formulação realizada por pessoas;
Elas podem ser aplicadas com êxito também para situações ainda desconhecidas.
Por leis naturais normalmente entendemos as leis da física e da química. Aquele que pensa que o mundo pode ser descrito unicamente com grandezas materiais acaba restringindo suas percepções. Também as grandezas não materiais como, por exemplo, a informação, a vontade e a consciência fazem parte da nossa realidade. As leis naturais para grandezas não materiais preenchem os mesmos critérios rigorosos como as leis para grandezas materiais e, por isso, têm o mesmo efeito em suas conclusões.

Para que se possa descrever as leis naturais da informação e analisar um sistema desconhecido, é necessário que se tenha a definição precisa e adequada da informação: a informação está presente sempre que são identificados todos esses cinco níveis hierárquicos em um sistema observado: estatística, sintaxe (código, gramática, vocabulário), semântica (significado), pragmática (ação) e apobética (alvo, resultado).

As quatro leis naturais da informação são:

Uma grandeza material não pode produzir uma grandeza não material.
A informação é uma grandeza não material.
Em processos estatísticos (procedimentos sem uma inteligência diretiva) não se produz informação.
A informação somente surge por meio de um emissor inteligente.
Um emissor inteligente é provido de consciência, é criativo, pensa com independência e age orientado para um objetivo. Após as leis naturais da informação serem conhecidas, elas podem então ser aplicadas objetiva e efetivamente para obter conclusões de ampla abrangência. Como nossas questões ultrapassam as respostas possíveis de cunho científico, precisamos de uma fonte de informação superior e esta, em minha opinião de cristão, é a Bíblia. A seguir mencionaremos primeiramente a conclusão científica com base nas leis naturais e na sequência mencionaremos a orientação bíblica que confirma ou até ultrapassa o resultado científico.


A informação codificada na molécula DNA supera de longe qualquer das nossas tecnologias disponíveis.
Conclusão nº 1: pelo fato de que em todas as formas de vida há um código (molécula DNA ou RNA) além dos outros níveis da informação, encontramo-nos claramente dentro da área de definição da informação. Assim, nesse caso podemos identificar a 4ª lei natural da informação: é necessário que haja um emissor inteligente!

Como não existe processo comprobatório por meio de observação ou experimentação dizendo que a informação surgiu por si na matéria, isso também vale para qualquer informação nos seres vivos. Assim, as leis naturais 1 a 4 também requerem um autor inteligente para elaborar os programas. Assim, a 1ª conclusão é uma prova da existência de Deus ou também uma contestação científica ao ateísmo.

Conclusão nº 2: a informação codificada na molécula DNA supera de longe qualquer das nossas tecnologias disponíveis. Já que nenhuma pessoa entra em questão como emissor, este precisa ser procurado fora do nosso mundo visível. Podemos concluir: o emissor não só precisa ser extremamente inteligente como também precisa dispor de uma imensa gama de informação e inteligência, isto é: ele precisa ser onisciente. Isso se aplica com as leis naturais nº 1 e 4 sobre a informação.

Admitamos que esse emissor (autor, criador, deus) tivesse inteligência limitada, então ele necessitaria de um deus superior a ele e que tivesse mais informação para ensiná-lo. Como este, por sua vez, também necessitaria de um instrutor, chegaremos a uma grande quantidade de deuses, sendo que o “último”, pelo constante acréscimo, chegaria ao saber infinito, isto é, seria onisciente. A alternativa lógica equivalente a ser admitida seria a de haver um único Deus. Este, nesse caso, precisaria ser infinitamente inteligente e ter à sua disposição um conjunto infinito de informações. Assim, ele precisaria ser onisciente.

A segunda alternativa é a que a Bíblia também ensina. Existe somente um Deus: “Eu sou o primeiro e eu sou o último; além de mim não há Deus” (Is 44.6). Se esse Deus, como observamos na 2ª conclusão, é onisciente, então ele tem conhecimento sobre todas as coisas do presente, do passado e também do futuro. Se ele sabe de tudo, também além dos limites temporais, então ele deve mesmo ser eterno! É o que lemos também em Salmo 90.2, Isaías 40.28 e Daniel 6.26.

Conclusão nº 3: pelo fato de que o Emissor

codificou a informação de maneira genial, como a encontramos nas moléculas de DNA,
deve ter construído as complexas biomáquinas, que decodificam a informação e executam os vários processos para a biossíntese,
deve ter elaborado cada detalhe de todos os seres vivos e programado todas as suas habilidades,
podemos concluir que o Emissor queria que tudo fosse dessa maneira e que ele deve ser muito poderoso.

A partir da 2ª conclusão verificamos, com base nas leis naturais, que o emissor (criador, deus) deve ser onisciente e eterno. Agora passamos a indagar sobre a grandeza do seu poder. Aplicando a mesma lógica como na 2ª conclusão, chegaremos ao resultado de que ele também precisa ser onipotente. É o que a Bíblia também comprova: “‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, ‘o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso’” (Ap 1.8).

Conclusão nº 4: como as pessoas estão em condições de produzir nova informação, esta não pode ter origem em nossa parte material (corpo). Assim, podemos concluir: o homem precisa ter um componente não material (alma, espírito). Isso também contradiz a ideia do materialismo. É o que podemos constatar com a aplicação da 1ª e da 4ª leis naturais sobre a informação.

Na biologia da evolução e das moléculas raciocina-se exclusivamente de modo materialista. Com o auxílio da informação, esse materialismo pode ser contestado da seguinte maneira: todos nós temos a capacidade de gerar nova informação (p. ex.: em cartas, livros, etc.) – isto é, grandezas não materiais. Como a matéria é incapaz de fazer isso (1ª lei natural sobre a informação), requer-se um componente não material além do nosso corpo (matéria), e esse é a alma. Em 1Tessalonicenses 5.23, a Bíblia confirma essa conclusão: “Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. O corpo é a parte material da pessoa, enquanto a alma e o espírito são componentes não materiais.

Em virtude da maneira materialista de pensar, na ciência, os pesquisadores trabalham com a seguinte condição: “Nosso cérebro é a fonte da informação”. Essa suposição é errada, pois nosso cérebro é matéria e, de acordo com a 1ª lei natural sobre a informação, ele é incapaz de gerar informação. Assim, o cérebro, mesmo que seja muito complexo, não pode ser a fonte da informação; ele é apenas uma máquina de processamento da informação.


Aquilo que é vivo não constitui uma grandeza material. Não pode ter sido gerado pela matéria.
Conclusão nº 5: pelo fato de que a informação é o componente básico de toda a vida, que não pode ser gerada a partir da matéria e energia, é necessário que haja um emissor inteligente. Como, porém, todas as teorias da evolução química e biológica exigem que a informação seja gerada unicamente pela matéria e pela energia (e assim não podem ter um emissor), podemos concluir que todas essas teorias e conceitos da evolução química e biológica (macroevolução) devem ser falsas. Podemos verificar isso mediante a aplicação da 1ª e da 2º leis naturais sobre a informação.

A evolução tenta explicar a vida simplesmente no nível físico-químico. As leis naturais excluem a ideia da macroevolução – isto é, a trajetória desde a célula original até a pessoa. O sistema da evolução, diante dos enunciados da informação, se apresenta como um “Perpetuum mobile da informação” (“movimento perpétuo”), ou seja, é algo impossível.

A microevolução, ou seja, a adaptação dentro de uma espécie (p. ex.: diferenças entre os bicos dos tentilhões de Darwin) são possíveis de observar. A informação necessária para isso, por consequência, também não foi gerada na matéria, mas decorre de diversificação do programa que o Criador, em toda sua onisciência, já havia previsto.

O relato da criação ressalta reiteradamente que a inimaginável multiplicidade de toda a vida foi criada muito especificamente – cada um conforme a sua espécie. Também nesse caso não há sinal algum da evolução.

Conclusão nº 6: como também aquilo que é vivo não constitui uma grandeza material, não pode ter sido gerado pela matéria. Disso concluímos: na matéria não existe nenhum processo que conduza do estado sem vida para o estado vivo. Procedimentos puramente materiais não podem conduzir à vida, tanto na terra como em qualquer lugar do universo. Isso se verifica com a aplicação da 1ª lei natural sobre a informação.


O diferencial da vida (ou o fenômeno “vida”) em um ser vivo, da mesma forma como a informação, não é algo material. Conforme a 6ª conclusão demonstra, com o auxílio dessa nova abordagem pode-se excluir a possibilidade de geração espontânea de vida na matéria.

Resumindo, podemos concluir que, com o auxílio dos enunciados da informação, pode-se contestar ideias amplamente divulgadas:

a concepção puramente materialista na ciência,
todas as atuais concepções evolucionistas (evolução química e biológica),
o materialismo (p. ex.: a figura humana materialista),
o ateísmo.
Além disso, conseguimos comprovar:

que precisa existir um autor da vida (criador, deus) de acordo com as leis naturais da informação,
que esse autor precisa ser onisciente e eterno,
que ele precisa ser onipotente,
que a pessoa precisa ter um componente não material (alma),
que o cérebro não pode ser a fonte da informação por nós gerada.
No entanto, nesse ponto surgem perguntas importantes: quem é o emissor dessa informação biológica e quem é o autor de todas as formas de vida?

Deus entregou a tarefa da criação ao seu Filho Jesus e, por isso, o Novo Testamento fala sobre Jesus: “Ele é a imagem do Deus invisível... pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis... todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Cl 1.15-17). Assim, não há nada no nosso mundo que não tenha sido criado por nosso Senhor Jesus: o imenso cosmo faz parte, bem como cada micróbio, cada formiga, cada girafa e também cada pessoa.

Jesus Cristo é o que estava desde a eternidade e é o Soberano do reino celestial. A ele foi dada toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Será que conseguimos compreender a seguinte empolgante ideia? O Homem na cruz do Gólgota e o Criador desse mundo e de toda a vida são a mesma Pessoa! Com seu amor insondável por nós ele permitiu ser sacrificado sem qualquer resistência por causa do nosso pecado, para que a porta para o céu fosse aberta para nós. Quem rejeita o Salvador perde tudo: “... como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2.3). Quem o aceita, recebe tudo, pois Jesus disse: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna... já passou da morte para a vida” (Jo 5.24).




Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite julho de 2017

sábado, 7 de julho de 2018

O capitalismo à luz da Bíblia


O dicionário define o capitalismo como "um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada ou corporativa de bens de capital, através de investimentos que são determinados por decisão particular, e por preços, produção e distribuição de bens que são determinados principalmente pela concorrência em um livre mercado." Embora a Bíblia não mencione o capitalismo pelo nome, ela fala muito sobre questões econômicas. Por exemplo, seções inteiras do livro de Provérbios e muitas das parábolas de Jesus tratam de questões econômicas. Como tal, aprendemos qual deve ser a nossa atitude quanto à riqueza e como um cristão deve lidar com as suas finanças. A Bíblia também nos fornece uma descrição de nossa natureza humana, o que nos ajuda a avaliar o possível sucesso e fracasso de um sistema econômico na sociedade.

Porque a economia é uma área onde muito da nossa vida cotidiana acontece, devemos avaliá-la de uma perspectiva bíblica. Quando usamos a Bíblia como nossa estrutura, podemos começar a construir o modelo de um governo e uma economia que libera o potencial humano e limita o pecado humano. Em Gênesis 1:28, Deus diz que devemos subjugar a terra e ter domínio sobre ela. Um aspecto disso é que os seres humanos podem possuir propriedades para exercer o seu domínio. Já que temos tanto a vontade quanto direitos de propriedade privada, podemos supor que devemos ter a liberdade de trocar esses direitos de propriedade privada em um mercado livre onde os bens e serviços podem ser trocados.

No entanto, devido à devastação do pecado, muitas partes do mundo têm se tornado locais de decadência e escassez. Além disso, embora Deus nos tenha dado o domínio sobre a criação, devemos ser bons administradores dos recursos à nossa disposição. Historicamente, o sistema do comércio livre tem fornecido a maior quantidade de liberdade e os ganhos econômicos mais eficazes do que qualquer sistema econômico já inventado. Mesmo assim, os cristãos muitas vezes se perguntam se podem apoiar o capitalismo. Em essência, o interesse próprio é recompensado em um sistema capitalista livre. No entanto, até mesmo o evangelho apela ao nosso interesse próprio porque é para o nosso próprio bem aceitar Jesus Cristo como nosso salvador para que o nosso destino eterno seja garantido.

De uma perspectiva cristã, a base da propriedade privada repousa em sermos criados à imagem de Deus. Podemos fazer escolhas sobre propriedades que podemos trocar em um sistema de mercado. No entanto, às vezes o desejo por propriedade privada cresce do nosso pecado. Correspondentemente, a nossa natureza pecaminosa também produz negligência, preguiça e ociosidade. O fato é que a justiça econômica só pode ser alcançada da melhor forma se cada pessoa for responsável por sua própria produtividade.

Historicamente, o capitalismo tem uma série de vantagens. Tem o potencial econômico liberado. Ele também fornece a base para uma grande liberdade política e econômica. Quando o governo não está controlando os mercados, então há liberdade econômica para se envolver em uma série de atividades empresariais. O capitalismo também tem levado à grande liberdade política porque uma vez que o papel do governo na economia é limitado, também limitamos o alcance do governo em outras áreas. Não é por acaso que a maioria dos países com a maior liberdade política geralmente têm grande liberdade econômica.

No entanto, os cristãos não podem e não devem endossar todos os aspectos do capitalismo. Por exemplo, muitos defensores do capitalismo têm uma visão conhecida como utilitarismo, a qual se opõe à noção de absolutos bíblicos. Certamente devemos rejeitar esta filosofia. Além disso, há certas questões econômicas e morais que devem ser abordadas. Embora existam algumas críticas econômicas válidas do capitalismo, como os monopólios e o subproduto da poluição, estes podem ser controlados por um controle governamental limitado. E quando o capitalismo é sabiamente controlado, ele gera prosperidade e liberdade econômica significativa para o seu povo.

Um dos principais argumentos morais contra o capitalismo é a ganância - é por isso que muitos cristãos se sentem inseguros sobre o comércio livre. Os críticos do capitalismo argumentam que este sistema deixam as pessoas gananciosas. No entanto, então devemos nos perguntar se o capitalismo torna as pessoas gananciosas ou se já temos pessoas gananciosas que usam a liberdade econômica do sistema capitalista para atingir os seus objetivos? À luz da descrição bíblica da natureza humana (Jeremias 17:9), este último parece mais provável. Porque as pessoas são pecaminosas e egoístas, algumas vão usar o sistema capitalista para satisfazer a sua ganância. Entretanto, isso não é realmente uma crítica do capitalismo, uma vez que é um reconhecimento da condição humana. O objetivo do capitalismo não é mudar as pessoas más, mas nos proteger delas. O capitalismo é um sistema em que as pessoas ruins podem fazer o mínimo de danos e pessoas boas têm a liberdade de fazer boas obras. O capitalismo funciona bem com indivíduos completamente morais, mas também funciona adequadamente com pessoas egoístas e gananciosas.

É importante perceber que há uma diferença entre interesse próprio e egoísmo. Todas as pessoas têm interesses próprios que podem operar de formas que não são egoístas. Por exemplo, é do nosso próprio interesse conseguir um emprego e ganhar uma renda para que possamos sustentar a nossa família. Podemos fazer isso de formas que não são egoístas. Por outro lado, outros sistemas econômicos, como o socialismo, ignoram as definições bíblicas da natureza humana. Como resultado, eles permitem que o poder econômico seja centralizado e se concentre nas mãos de poucas pessoas gananciosas. Aqueles que reclamam da influência que grandes corporações exercem sobre as nossas vidas devem considerar a alternativa socialista onde alguns burocratas governamentais controlam cada aspecto de nossas vidas.

Embora a ganância às vezes seja evidente no sistema capitalista, temos que entender que não é por causa do sistema -- é porque a ganância faz parte da natureza pecaminosa do homem. A solução não se encontra em mudar o sistema econômico, mas em mudar o coração do homem através do poder do evangelho de Jesus Cristo.

terça-feira, 3 de julho de 2018

É bíblica a segurança eterna?


Quando as pessoas vêm a Cristo como seu Salvador, elas são trazidas a um relacionamento com Deus que lhes garante segurança eterna. Judas 1:24 declara: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória.” O poder de Deus assegura que o crente não caia. Depende Dele, não de nós, nos apresentarmos ante Sua presença gloriosa. Nossa segurança eterna é possível porque Deus nos mantém salvos, não porque nós mantenhamos nossa própria salvação.

O Senhor Jesus Cristo proclamou: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.” (João 10:28-29). Tanto Jesus quanto o Pai nos têm firmemente seguros em suas mãos. Quem poderia algum dia nos arrancar das mãos fortes do Pai e do Filho?

Efésios 4:30 nos diz que os crentes “estão selados para o dia da redenção”. Se os crentes não tivessem esta garantia eterna, o selo não poderia ser até o dia da redenção, mas somente até o dia do pecado, apostasia ou incredulidade. João 3:15-16 nos diz que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá vida eterna”. Se fosse para prometer a alguém vida eterna, mas depois arrancá-la de volta, para início de conversa, nunca teria sido “eterna”. Se a garantia eterna não for verdadeira, as promessas bíblicas de vida eterna seriam equivocadas.

O argumento mais poderoso para a segurança eterna está em Romanos 8:38-39: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” Nossa segurança eterna é baseada no amor de Deus por aqueles que redimiu. Nossa segurança eterna é comprada por Cristo, prometida pelo Pai e selada pelo Espírito Santo.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Uma vez salvo, sempre salvo?


Uma vez que a pessoa é salva, está salva para sempre? Quando as pessoas conhecem a Cristo como seu Salvador, são trazidas a um relacionamento com Deus que garante que sua salvação seja eternamente assegurada. Inúmeras passagens da Escritura declaram tal fato. (a) Romanos 8:30 diz: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Este verso nos diz que a partir do momento que Deus nos escolhe, é como se fôssemos glorificados na Sua presença no céu. Não há nada que possa impedir um crente de um dia ser glorificado porque Deus já assim determinou no céu. Uma vez justificado, a salvação é garantida – a pessoa está garantida, como se ela já estivesse glorificada no céu.

(b) Paulo faz duas perguntas cruciais em Romanos 8:33-34: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Quem tentará acusar o escolhido de Deus? Ninguém, porque Cristo é nosso defensor. Quem nos condenará? Ninguém, porque Cristo, O que morreu por nós, é O que condena. Temos como Salvador aquele que é defensor e juiz.

(c) Os crentes nasceram de novo (foram regenerados) no momento em que creram (João 3:3; Tito 3:5). Para que um cristão perdesse a salvação, teria que ser não-regenerado. A Bíblia não nos dá evidências de que o novo nascimento possa ser revertido. (d) O Espírito Santo habita em todos os crentes (João 14:17; Romanos 8:9) e batiza todos os crentes no Corpo de Cristo (I Coríntios 12:13). Para que um crente perdesse a salvação, teria que ser “não habitado” e desconectado do Corpo de Cristo.

(e) João 3:15 afirma que todo aquele que crer em Jesus Cristo “terá a vida eterna”. Se você crê em Cristo hoje e tem vida eterna, mas a perder amanhã, então esta jamais foi “eterna”. Então, nesse caso, se você perdesse a salvação, as promessas de vida eterna na Bíblia seriam falsas. (f) Como prova definitiva, creio que a Escritura explica melhor por si só: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Lembre-se que o mesmo Deus que salvou você é o mesmo Deus que o manterá salvo. Uma vez salvos, sempre salvos. Nossa salvação, definitivamente, está garantida para sempre.

sábado, 23 de junho de 2018

O que significa a salvação em Jesus?


"Jesus salva" é um slogan popular em adesivos, placas em eventos esportivos e até mesmo em faixas que são puxadas no céu por aviões de pequeno porte. Infelizmente, poucos dos que veem a frase "Jesus salva" verdadeiramente e completamente entendem o que isso significa. Há uma tremenda quantidade de poder e verdade nessas duas palavras.

Jesus salva, mas quem é Jesus?
A maioria das pessoas entende que Jesus era um homem que viveu em Israel cerca de 2000 anos atrás. Praticamente todas as religiões do mundo enxergam Jesus como um bom professor e / ou um profeta. No entanto, apesar dessas coisas sobre Jesus definitivamente serem verdadeiras, elas não transmitem quem Jesus realmente é, nem explicam como ou por que Jesus salva. Jesus é Deus em forma humana (João 1:1, 14). Jesus é Deus que veio para a Terra como um verdadeiro ser humano (1 João 4:2). Deus tornou-se um ser humano na pessoa de Jesus para nos salvar. Isso traz à tona a seguinte questão: por que precisamos ser salvos?

Jesus salva, mas por que precisamos ser salvos?
A Bíblia declara que todo ser humano que já viveu pecou (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:23). Pecar é fazer algo, seja em pensamento, palavra ou ação, que contradiz o caráter perfeito e santo de Deus. Por causa do nosso pecado, todos nós merecemos o julgamento de Deus (João 3:18, 36). Deus é perfeitamente justo, por isso Ele não pode permitir que o pecado e o mal permaneçam sem punição. Uma vez que Deus é infinito e eterno, e que todo pecado é, em última instância, contra Deus (Salmo 51:4), somente um castigo eterno e infinito é suficiente. Morte eterna é a única punição justa para o pecado. Esse é o motivo pelo qual precisamos ser salvos.

Jesus salva, mas como Ele salva?
Porque pecamos contra um Deus infinito, ou uma pessoa finita (nós) tem que pagar pelos seus pecados por uma quantidade infinita de tempo, ou uma pessoa infinita (Jesus) deve pagar por nossos pecados uma só vez. Não há outra opção. Jesus nos salva ao morrer em nosso lugar. Na pessoa de Jesus Cristo, Deus se sacrificou em nosso favor, pagando a penalidade infinita e eterna que só Ele poderia pagar (2 Coríntios 5:21, 1 João 2:2). Jesus tomou sobre Si a punição que merecemos a fim de nos salvar de um destino eterno horrível, a consequência justa de nossos pecados. Por causa do Seu grande amor por nós, Jesus deu a Sua vida (João 15:13) para pagar a penalidade que merecíamos -mas não podíamos- pagar. Jesus ressuscitou em seguida, demonstrando que Sua morte foi realmente suficiente para pagar a penalidade pelos nossos pecados (1 Coríntios 15).

Jesus salva, mas quem Ele salva?
Jesus salva todos os que recebem o Seu presente da salvação. Jesus salva todos aqueles que confiam plenamente e somente no Seu sacrifício como o pagamento pelo pecado (João 3:16, Atos 16:31). Enquanto que o sacrifício de Jesus tenha sido perfeitamente suficiente para pagar pelos pecados de toda a humanidade, Jesus só salva aqueles que pessoalmente recebem o mais precioso dos Seus presentes (João 1:12).

Se você agora compreende o que significa que Jesus salva, e deseja confiar nEle como seu Salvador pessoal, certifique-se de que você entende e acredita no seguinte e, como um ato de fé, comunique o seguinte a Deus. "Deus, eu sei que sou um pecador e sei que por causa do meu pecado, mereço ser eternamente separado de ti. Mesmo sem merecer, obrigado por me amar e oferecer o sacrifício pelos meus pecados através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Creio que Jesus morreu pelos meus pecados e confio apenas nEle para me salvar. Deste ponto em diante, ajude-me a viver a minha vida para ti e não para o pecado. Ajude-me a viver o resto da minha vida em gratidão pela salvação maravilhosa que Tu tens fornecido. Obrigado, Jesus, por me salvar!"

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A satisfação que derrota o pecado

A satisfação que derrota o pecado
Versículo do dia: Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (João 6.35)

O que nós precisamos ver aqui é que a essência da fé é ser satisfeita com tudo o que Deus é para nós em Cristo.


Essa afirmação enfatiza duas coisas. Uma é a centralidade de Deus na fé. Não são apenas as promessas de Deus que nos satisfazem, mas sim tudo o que o próprio Deus é para nós. A fé se apossa de Deus — não apenas de seus dons prometidos — como nosso tesouro.

A fé deposita sua esperança não apenas na herança real da era vindoura, mas também no fato de que Deus estará lá (Apocalipse 21.3). E, mesmo agora, o que a fé abraça mais fervorosamente não é apenas a realidade dos pecados perdoados (por mais precioso que isso seja), mas a presença do Cristo vivo em nossos corações e a plenitude do próprio Deus (Efésios 3.17-19).

A outra coisa enfatizada na definição da fé como ser satisfeita com tudo o que Deus é para nós é o termo “satisfação”. A fé é o saciamento da sede da alma na fonte de Deus. Em João 6.35 vemos que “crer” significa “vir” a Jesus para comer e beber o “pão da vida” e a “água viva” (João 4.10, 14), que não são outra coisa, senão o próprio Jesus.

Aqui está o segredo do poder da fé para quebrar a força escravizante das atrações pecaminosas. Se o coração é satisfeito com tudo o que Deus é para nós em Jesus, o poder do pecado para nos afastar da sabedoria de Cristo é quebrado.